quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

O Eclipse Parcial do Sol em 15 de fevereiro 2018!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

I – Introdução

Em 15 de fevereiro, teremos a ocorrência do primeiro eclipse do Sol (parcial) em 2018, cujas áreas de visibilidade (figura. 1) recai sobre regiões da Antártida, Atlântico e Pacífico Sul e também, região austral do continente sul-americano, abrangendo assim grande parte da Argentina e do Chile, sul do Paraguai, todo o território uruguaio bem como parte da região do sul do Brasil.

II – Região de Visibilidade Global

Engloba esse fenômeno também o arquipélago formado pelas Ilhas Falkland, na plataforma continental da Patagônia, Ilhas Geórgias do Sul e Sandwich do Sul (território ultramarino britânico no Oceano Atlântico Sul).

Como podemos vislumbrar na figura 2 acima, o eclipse ocorre também no hemisfério austral e em grande parte na Península Antártica e na Banquisa de Ross junto ao Oceano Glacial Antártico, uma vez no oceano pacífico sul ele não ser acompanhado em terra firme.  

O instante máximo ocorre às 20:51:24 (TU); sendo apresentado abaixo as circunstâncias gerais de visibilidade para localidades na região austral do continente sul-americano.

III – Visibilidade na América do Sul

A tabela 1 abaixo apresenta as circunstâncias gerais de visibilidade para as seguintes nações na América do Sul: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.

IV - O Eclipse no Brasil

Além das circunstâncias de visibilidade acima mencionadas, nas tabelas enumeradas 2, (Rio Grande do Sul: 3a, 3b) e 4 seguintes, são  apresentadas as condições de visibilidade para algumas localidades no sul do Brasil; dentre elas sendo a melhor localidade o município de Jaguarão no Rio Grande do Sul, embora as condições para todos os estados estão apresentados.  

Paraná

Rio Grande do Sul
 

Santa Catarina
 
V - Conclusão

A ocorrência deste eclipse certamente deixará os amigos(as) observadores(as) numa situação privilegiada dentro no que concerne a América do Sul fazendo crescer a expectativa para o Eclipse Total do Sol que ocorrerá em 02 de julho de 2019, quando então o cone de totalidade com início no sul do Oceano Pacífico cortará o território chileno tendo por término na Argentina, próximo a cidade de Buenos Aires.

Diante do exposto eles darão razão ao astrônomo norte-americano, o conhecido “caçador de eclipses” Jay Myron Pasachoff quando compara a diferença entre observar um eclipse solar parcial e um total; à sensação é de assistirmos uma ópera ou ficar do lado de fora do teatro. Não devemos pensar que Pasachoff está exagerando, entretanto o registro científico de qualquer evento astronômico, quando compartilhado é extremamente gratificante, visto que além de observador, passamos também a condição de participantes do fenômeno (CAMPOS, 2013).
  
Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- ___________. Sky and Observers: O eclipse do Sol em 03 de novembro de 2013. Disponível em: < https://goo.gl/oqCyYQ> Acesso em 13 Jan. 2018.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- Google Maps/Google Earth; Path <Occult 4\Predictions\SolarEclipse.kmz> Feature: <-70 .506772="" kmz=""> Acesso em: 12 Jan. 2018.

A ocultação diurna de Vênus pela Lua em 16 de fevereiro 2018!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 16 de fevereiro próximo, a Lua +1% iluminada e com elongação do Sol 9°, ocultará o disco do planeta Vênus, magnitude -3.9 e diâmetro 9.90" (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios, e com experiência neste tipo de observação. Esse evento poderá ser observado numa grande extensão da região austral do continente sul americano e também na costa oeste da África.

Desta forma os observadores localizados na África do Sul e Angola, poderão acompanhar a fase de desaparecimento deste evento, conforme e apresentado na tabela 1.

Já os observadores localizados na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai, poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado na tabela 2 respectivamente.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange demais ilhas localizadas nos oceanos Atlântico (norte e sul) e Pacífico (sul).


Circunstâncias Gerais de visibilidade no Brasil

Não podemos deixar de mencionar ainda que além das localidades mencionadas na tabela 2, este evento também será visível em outras localidades do Brasil. Assim sendo, encontra-se disponível (figura 3 - Ilustrativa) para download no link: https://goo.gl/3HX7P7 as condições de desaparecimento e reaparecimento para 50 municípios do Brasil localizados nas regiões sudeste e sul. Faz-se importante ainda atentar aos observadores nesta localidade para a vigência do Horário de Verão em vigor ainda neste período, muito embora todos os horários mencionados encontra-se em Tempo Universal. 

Vênus

O planeta Vênus, já conhecido desde os tempos antigos, continua sendo um dos planetas mais observados por parte dos astrônomos e também desperta o interesse do grande público quando se encontra em período de suas máximas elongações, época em que também ocorre seu máximo brilho, quando então após o Sol e Lua, torna-se o objeto astronômico mais brilhante da esfera celeste. A figura 4 abaixo, apresenta uma imagem da superfície deste planeta excluindo nuvens de sua atmosfera.

A importância do registro desses eventos, além de possibilitar ao astrofotógrafo incremento no acervo fotográfico contribui também sempre de forma pró-ativa, com que clubes, núcleos e grupos de estudos astronômicos; bem como ainda planetários e observatórios voltados para essas atividades observacionais, possam planejar as atividades de modo a receber o público, contribuindo assim com a difusão da ciência astronômica.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- ____________. Sky and Observers, A ocultação de Vênus pela Lua em 08 setembro 2013! Disponível em: < https://goo.gl/hf1PV7> Acesso em:  08 Jan. 2018.

- HERALD, David. Occult v 4.0.8.18, (IOTA). Disponível em <http://www.lunar-occultations.com/iota/occult4.htm>. Acesso em: 09 set. 2014. Windows 7/ Professional.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.11 (David Herald - IOTA) - acesso em: 08 Jan. 2018.

A ocultação de TYC 6820-00161-1 por (29) Amphitrite em 17 de fevereiro 2018!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Na madrugada de 17 de fevereiro próximo, o asteroide (29) Amphitrite, ocultará a estrela TYC 6820-00161-1 de magnitude 11.4 na constelação de Ophiuchus, proporcionando uma rara oportunidade da realização do registro deste tipo de fenômeno aos observadores localizados em sua região de abrangência (Figura 1) apresentada abaixo (PRESTON, 2017).

Regiões de Abrangência 

Numa rápida análise da figura acima, podemos observar que o evento ainda na fase noturna do dia, terá uma excelente visibilidade na América do Sul, já a figura 2 (Google, 2017) indica que o início da projeção da sombra, recairá sobre a região do oceano pacifico junto à costa do Equador e norte do Peru, Bolívia e Brasil, encontrando a faixa crepuscular matutina já no oceano Atlântico.

Uma vez na superfície deste continente, ela recairá sobre as seguintes regiões: Equador: La Liberdad, Loja, Machala, Santa Rosa e Zamora; Peru: Tumbes; Bolívia; Magdalena e Riberalta, no Brasil: (Acre), Brasiléia e Cruzeiro do Sul; (Rondônia) = Costa Marques, Rodrigues Alves e Pimenteiras do Oeste; (Mato Grosso) Chapadão, Cáceres e Pontes e Lacerda; (Mato Grosso do Sul) Aparecida do Taboado, Camapuã,  Coxim, Inocência, Rio Verde de Mato Grosso e Três Lagoas; (Goiás) Chapadão do Céu, Lagoa Santa e Itajá; (Minas Gerais), Aparecida de Minas, Arceburgo, Barroso, Canoas, Itajubá, Iturama, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Limeira do Oeste, União de Minas e São Francisco de Sales; (Rio de Janeiro) Angra dos Reis, Paraty, Mangaratiba e Saí; (São Paulo) Adamantina, Andradina, Araçatuba, Bauru, Botucatu, Campinas, Caraguatatuba, Dracema, Fernandópolis, Guararapes, Jundiaí, Lins, Marília, Pereira Barreto, Ribeirão Preto, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Ubatuba e Votuporanga.

(29) Amphitrite e TYC 6820-00161-1

No caso desta ocultação, a luz combinada do asteroide e da estrela cairá em 0.70 magnitude, chegando a 11.3 igualando a magnitude de (29) Anphitrite num período de tempo estimado em 8.3 segundos; em sua próxima oposição que ocorrerá em 15 de junho próximo, (29) Amphitrite encontrar-se-á com uma magnitude visual estimada em 9.5 na constelação de Scorpius. 

Em 1981 Edward F. Tedesco e Robert E. Sather do Lunar and Planetary Laboratory da University of Arizona, publicaram dados fotométricos de UBV e análises das curvas de luz observadas entre março de 1956 e maio de 1977, com a finalidade de obtenção de fase de um coeficiente linear de 0,030 = / - 0.002. Segundo a publicação Amphitrite é um objeto interessante para estudos posteriores, pois é o melhor exemplo conhecido de um grande asteroide com uma superfície muito áspera e/ou variada.

Em 1985 esse asteroide foi previamente selecionado para um sobrevoo, aproveitando a oportunidade do lançamento da sonda Galileo, entretanto essa missão não se realizou (BEGGS, 2014).

Muito pouco se sabe sobre TYC 6820-00161-1 que embora se encontre na constelação de Ophiuchus, poderá ser facilmente localizada se utilizarmos como referências as estrelas e aglomerados conforme carta de busca apresentado na figura 3.

Suas coordenadas equatoriais (ascensão reta e declinação) são: AR: 17 10 02.9019  Decl: -28 01 41.886  (J2000.0) respectivamente. 

Segundo o observador brasileiro Antonio Padilla Filho (REA/Brasil), o registro das ocultações por observadores não-profissionais não tem muitos adeptos no nosso país. O campo é fértil para a produção de dados precisos se forem utilizados equipamentos adequados, que hoje estão ao alcance de qualquer pessoa que tenha interesse e o mínimo de recursos (PADILLA FILHO, 2016).

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- PADILLA FILHO, Antonio. Sky and Observers, A ocultação de TYC 5667-00417-1 por 236 Honoria. Disponível em: <http://goo.gl/l7n3Z8>, Acesso em 22 maio 2017. 

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 21 Abr. 2017.

- PRESTON, Steve. (Steve's Asteroid Occultation Index Page) Availabe in: <http://www.asteroidoccultation.com/2018_02/0217_29_54198_Summary.txt> - Acess in: 25 June 2017..

- BEGGS, James M. JPL/NASA, Press Release #1062. Disponível em: <http://www.jpl.nasa.gov/releases/80s/release_1985_1062.html> - Acesso em 04 mai. 2014.


- Aladim Sky Atlas. Availabe in: <http://www.cdsportal.u-strasburg.fr/?target=TYC%6820-00161-1> Acess in: 28 June 2017.

O asteroide (45) Eugenia em 2018!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 18 de março próximo, o asteroide Eugenia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.003), quando então sua magnitude chegará a 10.8, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 45 Eugenia foi descoberto em 27 de junho de 1857 pelo astrônomo Herman Goldschmidt (1802-1866) no Observatório de Paris. Seu nome é uma homenagem a Eugênia de Montijo, esposa de Napoleão III. (MOURÃO, 1987). 

Conforme descrito na IAUC No. 8817, Marchis F. e M. Baek, da Universidade da Califórnia, em Berkeley; e P. Descamps, J. Berthier, D. Hestroffer, e F. Vachier do Institut de Mécanique Celeste et de Calcul des Efemérides, Paris, relatam a descoberta de um novo satélite em órbita de (45), Eugenia. O S/2004 (45) 1 foi detectado após análise cuidadosa de três observações coletadas com filtros de banda-K- utilizando o Very Large Telescope "YEPUN" e seu sistema de óptica adaptativa (NACO) em fevereiro 2004 14,15404, 15,14620 e 16,15435 UT, o satélite aparecendo numa  distância de cerca de "0,4 do primário num Ângulo de Posição (PA) 156, 321, e 124 graus, respectivamente.  Baseado num raio de brilho integrado  cerca de 7,9 entre o satélite e o primário, o diâmetro do S/2004 (45) 1 é calculado em cerca de 6 km.  O parâmetro orbital  do referido satélite apresenta uma massa para o sistema de acordo com a massa a partir dos estudos anteriormente conhecidos do satélite (45) Eugenia I (Petit-Prince;. cf IAUCs 7129, 7503).

Hermann Mayer Salomon Goldschmidt teve seu nome imortalizado na superfície lunar, quando uma cratera localizada próxima do polo norte lunar (diâmetro: 113 Km, profundidade: 1,3 Km, coordenadas selenográficas LAT: 73° 00' 00 N, LON: 003° 48' 00 W) foi nomeada oficialmente em 1935 pelo Working Group for Planetary System Nomenclature (WGPSN), da International Astronomical Union (IAU). Os descobrimento de Hermann Goldschmidt são ao total 14 asteroides.

Esse relevo foi registrado fotograficamente em  07 de agosto de 2011, (22:58:02 UT). Essa imagem poderá ser visualizada em: http://vaztolentino.com.br/imagens/7590-O-grande-descobridor-de-asteroides-Hermann-GOLDSCHMIDT


Notas:
1 = Nota: (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


- IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

TOLENTINO, Ricardo J. Vaz; (VTOL) Disponível em: <http://vaztolentino.com.br/imagens/7590-O-grande-descobridor-de-asteroides-Hermann-GOLDSCHMIDT> - Acesso: 13 Nov. 2017.

O asteroide (18) Melpomene em 2018!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 21 de março próximo, o asteroide Melpomene estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.135), quando então sua magnitude chegará a 10.2, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 18 Melpomene foi descoberto em 24 de junho de 1852 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. Seu nome é alusão à musa da tragédia na mitologia grega. (MOURÃO, 1987).

Durante a ocultação da estrela SAO 114159 em 11 de dezembro de 1978 observada por quatro observadores, dentre eles R. M. Williamon do Fernbank Observatory, Fernbank Science Center, Atlanta, Geórgia. Foi relata a observação de um evento secundário provavelmente associado com a ocultação. Isso torna o asteroide (18) Melpomene suspeito de possuir satélites menores, cujo diâmetro e estimado em 48 km e localizado a 750 quilômetros a partir de Melpomene.

John Russell Hind teve seu nome imortalizado na superfície lunar, quando uma cratera de 29 Km de diâmetro e 3 Km de profundidade, localizada nas coordenadas selenográficas LAT: 07° 54' 00? S e LON: 007° 24' 00? E, foi nomeada oficialmente em 1935 como HIND, pelo Working Group for Planetary System Nomenclature (WGPSN), da International Astronomical Union (IAU). Hind também descobriu e observou estrelas variáveis, além de descobrir Nova Ophiuchi 1848 (V841 Ophiuchi), a primeira nova dos tempos modernos (desde a supernova SN 1604).

Esse relevo foi registrado fotograficamente em duas oportunidades pela equipe do Vaz Tolentino Observatório Lunar (VTOL), em 24 de agosto de 2012 e 01 de maio de 2013. A composição de ambas imagens poderá ser visualizada em: http://www.vaztolentino.com/imagens/7587-Cratera-HIND


Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.





- TOLENTINO, Ricardo J. Vaz; (VTOL) Disponível em: <http://www.vaztolentino.com/imagens/7587-Cratera-HIND> - Acesso: 13 Nov. 2017.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O Eclipse Total da Lua em 31 de janeiro 2018!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

I – Introdução

Em 31 de janeiro próximo teremos a ocorrência do primeiro eclipse lunar deste ano, cuja região de visibilidade total engloba grande parte do leste Asiático e do oceano pacífico, (ilhas da Polinésia, Estados Federados da Micronésia e Melanésia) Oceania e oeste da América do Norte, conforme apresentado na figura 1.

Ele será observado próximo à linha do nascer (horizonte leste) na região subcontinental indiana, Oriente Médio, região da Ásia central até a região da cordilheira dos Montes Urais na Rússia, abrangendo assim grande porção do leste europeu.

Uma pequena porção da costa oeste da América do Sul (região da Cordilheira dos Andes: Colômbia, Equador, Peru e Venezuela), América Central (incluindo partes das ilhas do Caribe) e América do Norte, acompanharão este fenômeno com a Lua muito próxima de seu ocaso. O instante máximo ocorre às 13h29m51s (TU), quando a lua então estará no zênite em algum ponto sobre o pacífico norte entre as coordenadas de Latitude 17.000N e 161.000W; a duração da totalidade encontra-se estimada em 76.9 minutos (CAMPOS, 2017).

Os instantes de contato primários e as principais fases deste eclipse, também são apresentados na figura acima com tempos estimados em UTC = Tempo Universal Coordenado (em inglês: Coordinated Universal Time) sendo que a figura 2 apresenta as condições de umbra e penumbra no instante da totalidade.

II – Avaliações da coloração segundo a Escala de Danjon

Outro fato curioso é que a Lua permanecerá poderá ficar brilhante durante todo o evento, caso não haja influência significativa de aerossóis provenientes de grandes explosões vulcânicas; sua magnitude umbral deverá ser 1.317.

Felizmente temos como avaliar essa coloração. O astrônomo francês André-Louis Danjon (1890 - 1967) propôs uma escala de cinco pontos úteis para avaliar o aspecto visual e o brilho da Lua durante a fase de totalidade dos eclipses lunares. Os valores "L" (inseridos na tabela 1) para várias luminosidades são definidos da seguinte forma:


III – Conclusão

Um eclipse mais claro ou escuro, certamente a gigantesca tela lunar revelará essa informação aos observadores somente durante a ocorrência deste eclipse. Da mesma forma que os eclipses de 09 dezembro de 1992, 29 de novembro de 1993 e 16 maio de 2003 mostraram-se significativamente mais escuros que o previsto. Os eventos vulcânicos responsáveis por esses efeitos foram identificados, destacando-se dentre eles: a violenta explosão do Monte Pinatubo em Junho de 1991 e a erupção do Monte Reventador em Novembro de 2002 (VITAL, 2007).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez.

- ________________. O Eclipse Total da Lua em 04 de abril 2015! – Sky and Observers. Disponível em <https://goo.gl/a854A4> Acesso em: 16 Dez. 2017.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- VITAL, Hélio Carvalho. Monitorando Explosões Vulcânicas na tela Lunar. REA/Brasil. REPORTE Nº 12, págs. 67/69. 2007. Disponível em: < http://www.rea-brasil.org/reportespdf/reporte12-artigo11.pdf > Acesso em: 05 mar. 2015.

O Planeta anão (1) Ceres em 2018!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 31 de janeiro próximo, o Planeta anão Ceres estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.995), quando então sua magnitude chegará a 6.9, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 


Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 1 Ceres foi descoberto em 01 de janeiro de 1801 pelo astrônomo italiano Giuseppe Piazzi (1746 — 1826) no Observatório de Palermo. (Mourão, 1987). Tendo recebido inicialmente a designação de Ceres-Ferdinandea, em homenagem à deusa romana da agricultura e a Ferdinando IV (1751 - 1825) rei da Sicília (Schmadel, 2003). (1) Ceres foi designado como Planeta Anão (Dwarf Planet) durante a 26ª Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, ocorrida entre 14 a 25 de agosto de 2006, em Praga na República Checa (IAU, 2006).   



Em 2015 a missão espacial DAWN realizou esta fotografia da superfície de (1) Ceres com a cratera 'Occator aqui representada em cores falsas apresentando diferenças na composição da superfície. Esta cratera mede cerca de 60 milhas (90 quilômetros) de largura. A coloração azul está geralmente associada com um material brilhante, e parece ser consistente com sais, tais como sulfatos. É provável que os materiais de silicato também estão presentes (DAWN, 2016).


Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.



- Dawn Home (NASA-JPL). <http://dawn.jpl.nasa.gov/multimedia/images/image-detail.html?id=PIA20180> - Acess in. 11 Jan. 2017.