sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A ocultação de Netuno pela Lua em 06 de setembro 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 06 de setembro próximo a Lua +1000% iluminada e numa elongação solar de 178°, novamente ocultará o planeta Netuno, nesta oportunidade com uma magnitude visual de 7,8. Trata-se de mais uma rara oportunidade da realização do registro da ocultação (figura. 1) do mais exterior dos planetas existentes no sistema solar; sendo este evento diurno, ainda assim e passível de ser registrado visualmente por observadores munidos de pequenos instrumentos óticos com aberturas de 150mm ou maiores como: lunetas e telescópios.

Conforme podemos vislumbrar numa rápida análise da figura 1 (projeção Mercator), todo o evento será observável na região austral da América do Sul (Argentina, Brasil, Chile e Uruguai) e regiões da Antártida.

Netuno 

Netuno é o planeta mais externo no sistema solar e um digno representante dos gigantes gasosos; seu diâmetro equatorial possui 49.500 quilômetros; a história da descoberta deste planeta remonta as pequenas irregularidades no movimento observado de Urano e Netuno, estes descobertos em 13 de março de 1781 por William Herschel e em 23 de setembro de 1846 por Johann Gottfried Galle e também e Louis d'Arrest no Observatório de Berlim, após as análises matemáticas feitas por Urbain Jean Joseph Le Verrier (CAMPOS, 2015).

Esta será a oitava e última oportunidade de se observar uma ocultação deste planeta neste ano, sendo que das 13 ocultações previstas, quatro foram passíveis de acompanhamento na América do Sul sendo esta oportunidade, a mais favorável neste período. Um novo ciclo de ocultações deste planeta iniciar-se-á em 2023, quando então observadores no extremo sul da Austrália terão a oportunidade de registrar esse evento com Netuno apresentando uma magnitude visual de 7.9 naquela oportunidade.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

_______, Olá Plutão e Caronte. Prazer em conhecer-lhes! Sky and Observers, 14 Julho 2015. Disponível em: <https://goo.gl/T6ELiK> Acesso em: 17 Jan. 2017.

- HAMILTON, Calvin J. Netuno. Disponível em: <http://astro.if.ufrgs.br/solar/neptune.htm> Acesso em: 17 Jan. 2017.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 21 Abr. 2017.

ROBINSON, Rob. IOTA (Webmasters Homepage) <http://www.lunar-occultations.com/iota/iotandx.htm> - Acess in 16 Jan. 2017.

O asteroide (24) Themis em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 20 de outubro próximo, o asteroide Themis estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.002), quando então sua magnitude chegará a 11.5, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 24 Themis foi descoberto em 05 de abril de 1853 pelo astrônomo amador italiano Annibale De Gaspari (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. Seu nome é uma alusão à deusa da justiça. Têmis filha do céu e da terra. Este nome foi proposto pelo astrônomo italiano Angelo Secchi (1818 - 1878) pioneiro da espectroscopia estelar (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

O asteroide (64) Angelina em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 22 de outubro próximo, o asteroide Angelina estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.049), quando então sua magnitude chegará a 11.1, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 64 Angelina foi descoberto em 04 de março de 1861 pelo astrônomo alemão Ernest Wilhelm Tempel (1821 - 1889) no Observatório de Marselha. Seu nome é homenagem de Benjamin Vals à estação astronômica do Barão de von Zach em Notre Dame des Anges, sobre as montanhas de Mimet, próximo a Marselha. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


O asteroide (7) Iris em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 30 de outubro próximo, o asteroide Iris estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.699), quando então sua magnitude chegará a 6.9, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 7 Iris foi descoberto em 13 de agosto de 1847 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. Seu nome é homenagem a Íris ou Íride, filha de Taumas e Electra, e mensageira de Juno, em particular, e dos deuses, cuja aparição era anunciada pelo arco-íris. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

O asteroide (44) Nysa em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 03 de novembro próximo, o asteroide Nysa estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.978), quando então sua magnitude chegará a 9.6, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 44 Nysa foi descoberto em 27 de maio de 1857 pelo astrônomo Herman Goldschmidt (1802-1866) no Observatório de Paris. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

A maldição dos cometas

Nelson Alberto Soares Travnik (*)
nelson-travnik@hotmail.com
Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum

Acostumados a regularidade dos movimentos dos astros, nossos antepassados não podiam deixar de surpreender-se com a passagem inesperada de uma bola luminescente com uma cauda luminosa riscando o céu.

Presentes em todas as culturas, a história dessas “estrelas de cauda” é pontilhada de maus agouros. Os povos da antigüidade quando observavam um cometa eram possuídos pelo pavor. Eles surgiam de repente, sem nenhum aviso, de qualquer ponto do céu quebrando assim a harmonia da esfera celeste. Esse fenômeno social, ligando a figura dos cometas a presságios funestos, aparece em todas as culturas formadoras da civilização ocidental. Os babilônios os viam como barbas celeste, os gregos com cabelos esvoaçantes e os árabes como espadas flamejantes. Na Idade Média eram também encarados como espadas, adagas, barbas, cabelos eriçados ou crucifixos voadores.

Parece que os romanos acreditavam seriamente que o grande cometa de 34 a.C., ano da morte de César, fosse a alma do ditador deixando a Terra. Em abril de 1066, o cometa Halley apareceu no momento em que Guilherme, o Conquistador, invadia a Inglaterra. Os cronistas da época são unânimes: os normandos guiados por um cometa invadem a Inglaterra! Os ingleses são efetivamente derrotados na batalha de Hastings e Mathilde, esposa de Guilherme representa a aparição do cometa na celebre tapeçaria de Bayeux. O mesmo cometa Halley surge na primavera de 1456, justamente à época da guerra dos turcos e cristãos dirigida por Maomé e o papa Calisto III. Os cristãos vêem nele um alfanje e os muçulmanos uma cruz. O papa ordena o repicar dos sinos, convida os fiéis a fazerem preces e excomunga o cometa. Em 1519 no México, um cometa apareceu no céu provocando grande temor e Montezuma II que mandou castigar seus astrônomos sacerdotes por não o terem previsto. Os incas no Peru encaravam os cometas como avisos de fúria do deus-sol INTI e supõe-se que para acalmá-lo foram realizados sacrifícios de crianças. O famoso cirurgião Ambroise Paré em seu livro ‘Monstros Celestes’ escreveu que o cometa de 1528 era tão horrível e espantoso que algumas pessoas morreram de medo, outros caíram doentes e era enviado pelos anjos para advertir-nos do pecado. Em 1577 a aparição de um cometa teria envenenado as fontes com seus gases e muita gente e o gado haviam morrido. Na nglaterra a rainha Elizabeth I foi proibida de olhar o cometa.

Em 1582 um cometa passou sobre a Dinamarca e segundo alguns relatos engendrou monstros horríveis e os que viram foram denominados “os filhos do cometa” e recusados de receber o batismo pelos padres. Um outro cometa, o de 1614, foi visto em Castela com chifres e quatro letras enigmáticas. Em 1618 um cometa gigante teria provocado a terrível peste desse ano. A chegada de um cometa em 1667 constituiu uma ameaça pessoal a Afonso VI, rei de Portugal que, ao vê-lo, foi para o terraço e descompõe o astro ameaçando-o com uma pistola! Os cometas parecem ter também exercido um papel de importância na vida de Napoleão Bonaparte. Um cometa apareceu a olho nu no dia do seu nascimento em 15/08/1769 e um outro foi visível no dia de sua morte em 05/05/1821.
Efeito de um cometa caindo na Terra segundo uma gravura de 1857 e a Lua sorri da nossa desgraça.

Em 1910 com a astronomia a ser mais divulgada, a grande aparição do cometa Halley foi marcada por episódios desconcertantes. Nos EEUU, em Oklahoma, autoridades policiais chegaram no exato momento em que um grupo de fanáticos da seita ‘Select Followers’ iam sacrificar uma jovem para livrar a Terra da ira do cometa. Em muitas cidades, procissões e filas imensas se sucediam nos confessionários levando os padres a exaustão enquanto na Hungria um cidadão se suicida. O pânico se apodera pelas previsões de que a Terra mergulhada na cauda do cometa seria envenenada uma vez que além de outros gases presentes na cauda, havia sido detectado o cianogênio, o gás mais mortal que conhecemos. O curioso é que poucos sabiam que nosso planeta em duas ocasiões, 1819 e 1861, já havia atravessado a cauda de um cometa sem ser molestada. Apesar dos conhecimentos  astronômicos atuais, em plena Era Espacial, a superstição e a imaginação popular ainda encontram lugar atribuindo aos cometas sinal de alguma catástrofe eminente ou um aviso do céu para a vinda de um novo líder espiritual. Em 1970 durante o conflito árabe-israelense, o cometa Bennett causou pânico em uma aldeia árabe cuja população chegou a tomá-lo por um artefato de guerra judeu! Em março de 1997 em San Diego, California, EEUU, 39 pessoas membros da seita ‘Heavens Gate’ se suicidaram na certeza de encontrar um UFO que vinha atrás do cometa Hale Bopp e que os levariam para uma civilização superior à da Terra. Esses episódios recentes nos levam a acreditar que ainda irão acontecer bizarros acontecimentos ligados a aparição desses astros que nos encantam sempre com suas aparições.

(*) Nelson Alberto Soares Travnik é diretor do Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum - SP e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O Eclipse Total do Sol em 21 de agosto 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 21 de agosto ocorrerá o quarto (e último eclipse de 2017), sendo que nesta oportunidade o eclipse será total e visível de forma total em grande parte da América do Norte (cortando costa a costa os Estados Unidos), A faixa de totalidade terá início ao norte do oceano pacífico, finalizando-se também na porção setentrional do oceano Atlântico de acordo com a figura 1. 

Nas demais regiões (ao norte e ao sul) das Américas, isso também incluí as regiões Oeste da África e da Europa, bem como também o nordeste da Ásia, o eclipse será observado de forma parcial conforme é apresentado inclusive nas tabelas enumeradas de 1 a 6. 

Regiões de visibilidade parcial

No continente africano o eclipse poderá ser observado das seguintes localidades: Cabo Verde, Marrocos e Senegal, onde o eclipse poderá ser observado em seu término (para algumas nações isso se dará junto à linha oceânica do Atlântico), junto ao horizonte oeste conforme apresentado na tabela 1.

De igual forma isso também ocorrerá no continente europeu quando então algumas localidades situadas naquela região; isso inclui partes da Alemanha, Andorra, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Ilhas Faroé, Islândia, Noruega, Países Baixos (Holanda), Portugal e Reino Unido (Escócia, Irlanda e Ilha de Man) de acordo com a tabela 2 abaixo.

Regiões ao Sul da América do norte onde a tabela 3 abaixo, inclui a América central nas seguintes localidades: Aruba, Barbados, Belize, Costa Rica, Cuba, Ilhas Cayman, Rep. Dominicana, El Salvador, Guadalupe, Guatemala, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Panamá, Porto Rico, São Cristóvão e Nevis e a região de Trinidad e Tobago. Este evento terá uma melhor visibilidade em Marigot na região do Caribe.

Na América do Sul onde a tabela 4 abaixo inclui localidades no Brasil, Colômbia, Equador, Suriname e Venezuela a cidade de Paramaribo no Suriname localidade de Macapá no Brasil poderá ter a maior cobertura de disco solar eclipsado nesta região.

Conforme acima ainda mencionado, a linha central da totalidade deste eclipse terá início na porção norte do oceano pacífico, entretanto a localidade de Anadyr no extremo nordeste da Rússia poderá observar a fase inicial deste eclipse junto a linha do horizonte do Oceano Glacial Ártico conforme apresentado na tabela 5 abaixo.


As regiões adjacentes, o cone de sombra e a duração do Eclipse

Conforme poderemos vislumbrar pela figura 2 as regiões norte e sul do cone de sombra observarão este evento de forma parcial; assim a tabela 6 abaixo apresentará as circunstâncias gerais de visibilidade para Bermudas (Hamilton), Canadá e México. 

A sombra inicia-se em algum ponto do norte do oceano pacífico sobre as coordenadas de latitude: 39.852°N e longitude: -170.999W e fina. O instante máximo do eclipse o território norteamericano próximo às localidades de Columbia - MO, Carbondale - IL e Nashville - TN, quando então a duração da totalidade está estimada em 2.40s. O eclipse se encerra sobre o oceano Atlântico em algum ponto sobre as coordenadas de latitude: 11.139°N e longitude: -28.010W cerca de 640 km a sudoeste de Praia em Cabo Verde conforme figura 2.

Já para localidades do território norteamericano a visibilidade de essas circunstâncias estão apresentadas na tabela 7. 

Sobre a linha central da totalidade, o eclipse abrange os seguintes estados: Oregon, Idaho, Montana (pequena porção ao sul do Condado de Beaverhead), Wyoming, Nebraska, Kansas, Iowa (pequena porção a sudoeste do condado de Fremont), Missouri, Illinois, Kentucky, Tennessee, Carolina do Norte, Geórgia e Carolina do Sul (CAMPOS, 2016). 

Assim sendo a tabela 8 apresenta as circunstâncias de totalidade para algumas localidades destas regiões.

Certamente esses observadores novamente darão razão ao astrônomo norte-americano, o conhecido “caçador de eclipses” Jay Myron Pasachoff quando compara a diferença entre observar um eclipse solar parcial e um total; à sensação é de assistirmos uma ópera ou ficar do lado de fora do teatro; não devemos pensar que Pasachoff está exagerando, entretanto o registro científico de qualquer evento astronômico, quando compartilhado é extremamente gratificante, visto que além de observador, passamos também a condição de participantes do fenômeno.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 28 Abr. 2016.

- ____________. Sky and Observers, O Eclipse Anular do Sol em 01 de setembro 2016: Disponível em: < http://goo.gl/uBFYSg> Acesso em:  08 Jan. 2017.

- ESPENAK, Fred. NASA's GSFC" - Eclipse Web Site - Available in <http://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEdecade/SEdecade2011.html> - acess on: 10 July 2017.