terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O Almanaque Astronômico Brasileiro de 2015!

Nobres amigos (as)!

Novamente tenho a alegria de informar-lhes que já se encontra disponível para download na Home Page do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais - CEAMIG, o "Almanaque Astronômico - 2015".

O endereço é:

Aproveito a oportunidade para novamente agradecer as manifestações recebidas pelas edições anteriormente publicadas e informando que sugestões de melhoria são sempre bem recebidas e implementadas na medida do possível.

Funcionando sempre como um valioso canal de divulgação dessas efemérides e informações, as notas mensalmente postadas no blog Sky and Observers (http://skyandobservers.blogspot.com/) peri passu as diversas informações constante nesta efeméride, vem atuando como um elo valioso para consultas e complementação dos elementos deste Almanaque Astronômico que agora está disponível. Assim nele as frequentes consultas para os fenômenos visíveis além das fronteiras do Brasil, já ganharam o contorno americano e caminham para uma contemplação maior dos que também tenham visibilidade nos demais continentes; muito embora não sejam todos os fenômenos abordados, eles não deixarão de ser mencionados de alguma forma. 

Chamo a atenção dos demais observadores para os seguintes fenômenos que teremos a oportunidade de acompanhar em 2015:

a) Ocultações:

a.1) - O reparecimento de Urano durante a ocultação luar que ocorrerá em 15/05, sendo o todo o evento (reparecimento e desaparecimento) acompanhado em Rio Branco-AC;
a.2) - Novamente outra ocultação de Urano, nesta oportunidade visivel no extremo sul do Brasil em 05/08. 

Nota (1)

Não menos importante, mas que devemos ressaltar de alguma forma os seguintes eventos:
(N-1.A) - Ocultações de Dabih Major em 10/05; 31/07 e 24/09; 
(N-1.B) - Ocultações de Ancha (Theta Aquarii) em 12/05; 02/08; 26/09 e 17/12;
(N-1-C) - Ocultação de Subra (Omicron Leonis) em 24/05;
(N-1-D) - Ocultações de Hyadum II (delta 1 Tauri) em 02/10 e 26/11;
(N-1-E) - Ocultação de Zaniah (eta Virginis) em 05/12.

b) Asteroides:

Dentre os diversos asteroides cujas respectivas condições observacionais serão favoráveis nas oposições, destacam-se as seguintes:

b.1) - Oposição de  (3) Juno em 29/01, mag. 8.1;
b.2) - Oposição de  (8) Flora em 15/02, mag. 9.1;
b.3) - Oposição de  (7) Iris em 06/03, mag. 8.9;
b.4) - Oposição de (44) Nysa em 23/03, mag. 9.4;
b.5) - Oposição de (20) Massalia em 20/04, mag. 9.3;
b.6) - Oposição de (64) Angelina em 22/04, mag. 10.9;
b.7) - Oposição de (11) Pathenope em 24/04, mag. 9.7;
b.8) - Oposição de (18) Melpomene em 02/05, mag. 10.3;
b.9) - Oposição de  (2) Pallas em 12/06, mag. 9.4;
b.10) - Oposição de (68) Leto em 31/07, mag. 9.8;
b.11) - Oposição de (65) Cybele em 13/08, mag. 11.0;  
b.12) - Oposição de  (9) Metis em 06/09, mag. 9.2;
b.13) - Oposição de  (4) Vesta em 29/09; mag. 6.2;
b.14) - Oposição de (15) Eunomia em 03/10; mag. 7.9;
b.15) - Oposição de (39) Laetitia em 07/11; mag. 9.5, e
b.16) - Oposição de (16) Pysche em 09/12; mag. 9.4.

c) Cometas:

Em paridade as condições observacionais com que são analisadas os asteroides, os cometas cujo periélio dar-se-ão este ano, são apresentadas as efemérides cuja magnitude esteja dentro do limite observacional dos instrumentos óticos (binóculos, lunetas e telescópios) de pequeno e médio porte. Assim as expectativas são:

- C/2014 Q2 (Lovejoy) em janeiro,
- 19P/Borrelly em maio,
- C/2014 Q1 (PANSTARRS) em Julho, 
- 141P/Machholz em agosto,
- 22P/Kopff em outubro,
- 10P/Tempel e C/2013 US10 (Catalina) em novembro.

d) Eclipses:

Em 2015 teremos a ocorrência de 04 (quatro) Eclipses, sendo 02 eclipses solares (não visíveis no Brasil) e 02 (dois) eclipse totais da Lua; na primeira ocorrência do eclipse lunar de 04 de abril de 2015 a região de visibilidade ocorrerá no Leste da Ásia, Oceania e Oeste dos Estados Unidos. Entretanto a situação será bastante propícia aos observadores americanos no que se refere ao eclipse de 28 de setembro de 2015, quando este poderá ser acompanhado também por observadores localizados na África, Europa e Ásia, bem como também vasta região coberta pelos os oceanos atlântico e pacífico.

Cabe aqui mencionar e agradecer ao amigo Hélio de Carvalho Vital (Coordenador da Secção Lunissolar da REA - Rede de Astronomia Observacional) pela quantidade de informações sobre esses eclipses; instantes de imersão e emersão das principais crateras lunares, bem como ainda a Escala de Brilho de Danjon para avaliação por partes dos observadores. A qual fica aqui registrado nosso interesse em conhecer os dados obtidos destas observações que já remontam 25 anos de observações registradas. 

Nesta presente edição, e importante mencionar a excepcional fotografia do Aglomerado Globular Omega Centauri de Luiz Henrique Duczmal que ilustra essa capa, escolhida entre os associados(das) do CEAMIG como a mais bela das incluídas no Blog do Grupo de Aquisição de Imagens no ano de 2014; a diagramação foi realizada por Breno de Castro Campos. Deixo assim registrada a todos os partícipes daquela equipe a minha admiração por excepcional trabalho e sincera gratidão.  

Espero que a publicação seja novamente útil e que, contando sempre com a colaboração de todos(as) que fazem da astronomia uma festa, disseminem essas efemérides no âmbito de suas respectivas associações, clubes, grupos, núcleos, observatórios e planetários; locais onde a ciência astronômica e sua prática observacional é uma constante.

Por oportuno, aproveitando a época para desejar a todos os amigos(as), votos de boas festas e um profícuo ano de 2015 cheio de muita saúde, paz, harmonia e prosperidade.

Um grande abraço,

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG - REA/Brasil - AWB

"Aquele que não comunica aos outros o que conhece perece com a murta do deserto, cujo perfume se perde para todos... Até o último dia então serei inteiramente da ciência e dos meus semelhantes." François Arago

O asteroide (3) Juno em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 29 de janeiro próximo, o asteroide Juno estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.688), quando então sua magnitude chegará a 8.1, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 3 Juno foi descoberto 01 de setembro de 1804 no Observatório Lilienthal pelo astrônomo Karl Ludwig Harding (1765 – 1834). Possui um diâmetro de 250 km, com albedo relativamente elevado (0.2). Seu período de rotação de 7,21 horas. Descreve uma órbita de 1.594 dias, com um semi-diâmetro de 2,67 ua, uma excentricidade de 0.256 e uma inclinação de 13º. O nome é uma alusão a Juno, filha de Saturno e de Réia, esposa de Júpiter, rainha do céu, deusa da luz e do casamento. (Mourão, 1987)

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> acesso em 02 dez. 2014.

O asteroide (69) Hesperia em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 17 de janeiro próximo, o asteroide Hesperia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.164), quando então sua magnitude chegará a 10.3, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.
 
Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 69 Hesperia foi descoberto em 29 de abril de 1861 pelo astrônomo pelo astrônomo italiano Giovanni Virgilio Schiaparelli (1835 - 1910) no Observatório de Milão. O nome é uma homenagem à Hispéria, uma das Hespérides, filhas de Atlas (ou Zeus) e Têmis. Hiespéria deriva do grego Hesperos, que significa tarde, e também designou na Grécia o planeta Vênus, quando aparece à tarde, como estrela do Pastor; Hesperia. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> acesso em 02 dez. 2014.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O céu do mês – Dezembro 2014

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

A ocasião agora proporcionada pelas festividades é também uma boa oportunidade de delinear nossos projetos e realizações vindouras.  A interessante apreciação por parte dos alunos (as) do Curso de Iniciação de Astronomia e Astrofísica, ministrado pelo CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais) ao longo deste ano que brevemente finalizar-se-á, repercutiu de forma bastante proativa aos que até então trabalharam para mais essa realização. O principal motivo é que eles de forma bastante dinâmica, agora começam a colocar em prática o que somente conheciam de forma superficial, ou seja, a observação do céu. Doravante eles assim como nós, dispomos de nova ferramenta de auxilio no planejamento para que objetivos observacionais propostos como meta sejam atingidos, quiçá coroados de êxitos. 

Tomando por base os dados publicados no Almanaque Astronômico de 2015, conseguimos mensalmente elaborar um novo post, buscando sempre e da melhor forma possível, traduzir o que se pode extrair daquelas informações. Exemplo disso são as propícias ocultações de Urano que iniciaram em agosto último, abrindo um ciclo de ocultações deste planeta pela Lua (a qual ficarão imperdíveis, uma vez que o atual ciclo finaliza-se em dezembro próximo) que voltará novamente a repetir-se em 2022. 

Ainda que a chegada do solstício (será Verão no hemisfério Sul) recomenda outras atividades de lazer, não percamos a oportunidade, pois a fase Lua quando propícia favorecerá bastante à observação de Objetos Deep-Sky disponíveis este mês, que em especial, apresenta simplesmente a Galáxia do Cata-vento (M33) como que sinalizando com sua presença em meio às estrelas de um Triangulum Celeste, a melhor rota a seguir. 

Amigos (as) e companheiros (as) de jornadas observacionais! O convite para apreciações da esfera celeste dia a dia é renovado; lancemos e revigoremos nosso ânimo, pois é assim que chegamos ao céu.  

As Ocultações de Urano pela Lua

A primeira ocultação de Urano este mês ocorrerá em 02 de dezembro, com a Lua +77% iluminada e com a elongação solar de 123º. O planeta terá magnitude estimada de 5.8, podendo ser observado nas regiões adjacentes ao Círculo Polar Ártico de acordo com a figura A apresentada no quadro 1. 

Já a segunda ocultação de Urano este mês ocorrerá em 29 de dezembro, com a Lua +54% iluminada e com a elongação solar de 95º. O planeta terá magnitude estimada de 5.8, podendo ser o fenômeno observado nas regiões adjacentes ao Círculo Polar Ártico, bem como ainda nordeste da Ásia e América do norte de acordo com a figura B apresentada no quadro 1 e circunstâncias apresentadas na tabela 2. 

Ocultações de estrelas pela Lua 

Hyadum II (delta 1 Tauri)

Em 05 de dezembro a Lua +100% iluminada e com a elongação solar de 172°, ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Esse evento poderá ser observado no Oriente médio, Sul da Europa, África setentrional e nordeste da América do Sul de acordo com a figura A, apresentada no quadro 2. Informações adicionais postadas em http://skyandobservers.blogspot.com.br/2014/12/a-ocultacao-de-hyadum-ii-delta-1-tauri.html

Lambda Geminorum

Em 09 de dezembro a Lua -92% iluminada e com a elongação solar de 148°, ocultará a estrela lambda Geminorum de magnitude 3.6 e tipo espectral A3V. Esse evento poderá ser observado na região ocidental da Europa, região norte do oceano Atlântico, América do Norte até o oceano pacífico de acordo com a figura B, apresentada no quadro 2. 

(Subra) Omicron Leonis

Em 12 de dezembro a Lua -72% iluminada e com uma elongação solar de 116°, ocultará a estrela omicron Leonis (Subra) de magnitude 3.5. Esse evento poderá ser observado no sudeste na África setentrional, Oceano Atlântico e nordeste da América do Sul de acordo com a figura C, apresentada no quadro 2. Informações adicionais postadas em http://skyandobservers.blogspot.com.br/2014/12/a-ocultacao-de-omicron-leonis-subra.html

Rho Sagittarii

Em 23 de dezembro a Lua +3% iluminada e com a elongação solar de 18°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral K1III. Esse evento poderá ser observado de forma diurna em grande parte da Ásia, região norte da África e Europa de acordo com a figura D, apresentada no quadro 2.

Dabih Major (beta Capricorni)

Em 24 de dezembro a Lua +8% iluminada e com a elongação solar de 32°, ocultará a estrela Dabih Major de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado no sudeste da Ásia de forma noturna; já nas demais localidades dessa região, englobando também a região meridional da África o evento ocorre de forma diurna de acordo com a figura E, apresentada no quadro 2. 

Omicron Pisces (Torcular) 

Em 30 de dezembro a Lua +67% iluminada e com a elongação solar de 110°, ocultará a estrela Omicron Piscis (Torcular) de magnitude 4.3 e tipo espectral G8III. Esse evento poderá ser observado no norte da América do norte e também no nordeste da Ásia de acordo com a figura F, apresentada no quadro 2. 


Planetas, asteroides e cometas!

As ocultações de Urano (5.8) que ocorrerão este mês (já acima mencionadas), de forma indireta demonstram a facilidade de utilizar-se a Lua como referencial para a localização deste planeta junto às estrelas da constelação de Pisces; neste intervalo (entre um evento e outro) este planeta ainda encontrar-se-á estacionário em 22/12. Netuno (7.9) por sua vez, continua sua longa jornada atravessando a constelação de Aquarius e diminuindo gradativamente suas elongações. Enquanto isso Mercúrio (-1.0), Vênus (-3.9), Saturno (0.5) e os diminutos (134340) Plutão e (1) Ceres, estarão neste inicio de mês, mergulhados na imensa claridade do Sol. Se você dispõe de tempo hábil para observações que antecedam ao alvorecer do dia, Júpiter (-2.4) estará chamando a atenção principalmente em 12 de dezembro próximo, quando ele estará alinhado com a Lua e também próximo a brilhante Regulus (mag. 1.4) e demais estrelas da constelação de Leão; De acordo com a tabela 3 esse planeta nesta época apresentará um diâmetro aparente maior que 40 segundos de arco, quando um ligeiro incremento na magnitude é observado. 

Todavia as condições próximas ao início da segunda quinzena neste período estarão mais propícias para Saturno, que começará a ganhar condições observacionais a contar de 11 de dezembro quando estará visível próximo ao horizonte leste no crepúsculo matutino. Ao início da noite do dia 25, Marte (1.1) e Lua formarão um belo par celeste onde ambos estarão alinhados, produzindo uma conjunção celeste que poderá ser acompanhada à visão desarmada. Já no dia 26 próximo, Vênus (-3.9) já deverá ter condições de ser observado na linha do horizonte oeste; dentro do crepúsculo vespertino e um pouco mais baixo no horizonte poder-se-á buscar a localização de Mercúrio que também estará naquela área do Céu. 


Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 3:

A ocorrência das apsides (Perigeu e Apogeu) lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Apogeu em 12/12 às 23:04 (UT), quando a Lua estará a 404.583 km do centro de nosso planeta. Perigeu em 24/12 às 16:44 (UT), quando a Lua então estará somente 364.730 km do centro da Terra.

Asteroides

Embora as melhores oportunidades de observação de asteroides venham a ocorrer no próximo mês, neste período teremos uma boa oportunidade de observar (23) Thalia (mag. 9.1), muito embora as fases lunares não sejam muito propícias neste início de mês. Mas na noite do último dia deste ano ainda, o asteroide (10) Hygiea (mag. 10.0) estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.737) bem próximo a brilhante Mebsuta (3.0) em Gemini. 

Cometas

Neste período certamente o cometa Lovejoy (C/2014 Q2) estará bastante favorável as observações conforme apresentado na tabela 4. Ainda visível neste inicio de mês na constelação de Vela, ele poderá ser localizado na constelação de Columba a partir de 17 de dezembro, quando então cruzará aquela área do céu por 10 dias, chegando em 27/12 à constelação de Lepus com magnitude favorável aos telescópios de médio porte.

Enquanto isso, o cometa Pan-STARRS (C/2012 K1) poderá ser acompanhado na constelação de Phoenix também até o dia 17 próximo quando então chega à constelação de Sculptor. Com a magnitude estimada em torno de 10 (tabela 5), este cometa também estará favorável às observações com telescópios de médio porte.

CONSTELAÇÃO:

Triangulum

Essa é uma constelação que também chegou aos dias atuais através do Almagesto, a obra do astrônomo e matemático egípcio Claudius Ptlomeus (Sec. II d.C). Sendo uma das menores constelações (em extensão) conhecidas diversos autores mencionam (de forma correta) a não existência de brilhantes estrelas nesta região céu. Nem por isso suas estrelas deixam de caracterizar aquela região celeste de grande importância ao estudo do céu (figura 3).

Alpha Trianguli, ou ainda pela sua designação própria Methallah e uma gigante branco-amarelada de magnitude 3.4 classe e tipo espectral F5III que se encontra cerca de 65 anos luz do Sol, sendo também uma variável tipo ELL. Beta Trianguli na realidade a mais brilhante estrela dessa constelação, na outra ponta dessa figura geométrica celeste, tem uma magnitude visual de 3.0 sendo uma gigante branca de tipo e classe espectral A5III, sendo que Gamma Trianguli e uma estrela branca da sequencia principal de magnitude 4.0 de tipo e classe espectral A0V. 

Fora deste contexto 6 Trianguli destacará naquela constelação, e também por ser uma região bastante escura uma dupla física, que pode ser facilmente identificadas com telescópios de 100mm de abertura, cujos componentes possuem 5.2 e 6.6 de magnitudes estando em AP (Ângulo de Posição) 78º e separação de 3.9”. 
Objetos Deep Sky do Triangulo

Certamente iremos falar de M33, mas inicialmente vamos partir da hipótese que você esteja com um céu cujas condições observacionais sejam favoráveis. Então você inicialmente não poderá de deixar de observar as galáxias NGC 672 de magnitude 10.9, cuja fácil localização próxima da brilhante Alpha Trianguli tornará esse objeto celeste de fácil identificação devido também a sua dimensão 7.5 x 2.6 '. Próximo a Gamma Trianguli você encontrará a NGC 925 de magnitude 10.1, de dimensões um pouco maior que a primeira (10.9 x 6.2 ') ela também poderá ser facilmente localizada no campo da ocular. Não se assuste com a magnitude, então sugiro a utilização de aberturas da ordem de 250mm e 100 vezes de aumento.

M33

É praticamente unânime entre os astrônomos que M33, seja um dos mais brilhantes objetos celestes pertencentes ao nosso Grupo Local de Galáxias, sendo também a espiral mais próxima deste sistema formado por suas maiores representantes (Andrômeda M31 e a própria Via-Láctea).

Justamente por ser um objeto difuso, mas também brilhante com magnitude visual estimada em 5.7, o observador francês Charles Messier (1730 -1817) o classificou por número 15 em seu celebre catálogo, elaborado com o objetivo de registrar objetos difusos para não causar confusão com cometas.  

Esta galáxia, segundo a classificação inicial realizada por Edwin Powell Hubble em 1926, a qual é utilizada até os dias atuais, M33 é uma Espiral Normal dentro de numa subclassificação proposta ainda por ele como Sc. Mas de fato este brilhante objeto foi observado por diversos observadores como William Herschel, J. E. Bode, John Herschel e Thomas William Webb. Contudo foi William Parsons, o terceiro conde de Ross quem identificou a estrutura e braços em espiral em na galáxia do Tringulum (Burnham, 1978) ou Cata-vento M33.

Alguns observadores mencionam alguma dificuldade em observar com pequenos aumentos essa galáxia, entretanto eu recomendo a utilização inicialmente de binóculos, para na sequência aplicar aumentos maiores em telescópios de pequena abertura ótica. Mas ressalto que será necessário estar afastado da poluição luminosa. Observadores que utilizam aberturas óticas de 12 polegadas ou acima já conseguem obter detalhes dessa estrutura.

Certamente eu farei algumas outras observações dessa galáxia, buscando identificar um pouco mais a estrutura de seus braços em espirais que segundo algumas literaturas mencionam são mais azuis, devido a presença de estrelas supergigantes do tipo B. Eu ainda não prestei atenção a esse detalhe mas isso certamente já está anotado em minha caderneta para as próximas jornadas observacionais. Esses e outros detalhes já realimenta o ânimo para buscar maiores detalhes nesta região do céu. 

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2014. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2013. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf> Acesso em: 08 set. 2014.

- AMORIM, Alexandre. REA/BRASIL, Florianópolis, set. 2014. Disponível em < http://rea-brasil.org/cometas/prog2014.htm>. Acesso em: 16 set. 2014.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 06/08/2014.

- BURNHAM Jr, Robert. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23673-0 pp. 1896–1903.– Inc. New York – USA, 1978.

- FERREIRA JÚNIOR, João Amâncio. GAI-CEAMIG, Coordenação do Grupo de Aquisição de Imagens do CEAMIG, Belo Horizonte, jul. 2014. Disponível em: < http://ceamig.blogspot.com.br/>. Acesso em: 25 set. 2014.

- WALKER, John. Fourmilab Switzerland (2014), Disponível em <http://www.fourmilab.ch/yoursky/catalogues/starname.html> - Acesso em 05/08/2014.

A ocultação de Omicron Leonis (Subra) pela Lua em 12 de dezembro 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 12 de dezembro próximo a Lua -72% iluminada, ocultará a estrela Omicron Leonis (Subra) de magnitude 3.5 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande região da África; América Central e norte e nordeste da América do Sul.

Desta forma, observadores localizados no continente africano (Angola, África do Sul, Benin, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Moçambique, Nigéria, Senegal, São Tomé e Príncipe, Togo e Zâmbia) poderão acompanhar o fenômeno em sua totalidade (desaparecimento e reaparecimento), exceto Saint Denis nas Ilhas Reunião no oceano índico, onde o evento poderá ser observado na fase inicial (desaparecimento) conforme tabela 1.
Cruzando o oceano atlântico na região equatorial, este evento também será observado em sua segunda fase (reaparecimento) na região leste do mar das Antilhas na América Central (Barbados, São Cristóvão e Nevis e Trinidad e Tobago), conforme tabela 2.
Ainda na região do atlântico, o evento poderá ser observado no norte e nordeste da América do Sul (Brasil e Venezuela), sendo que em localidades de ambas as nações o evento poderá ser acompanhado conforme mencionado na tabela 3 abaixo.
 
Além das circunstâncias de gerais de visibilidade acima mencionadas, apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange também ilhas localizadas no oceano atlântico e oceano índico.

Omicron Leonis (Subra)

Omicron Leonis (Subra) de magnitude 3.5 e tipo espectral A5V F6II (WDS, 2014) é uma estrela quádrupla interessante, provavelmente física, cujos demais componentes triplos são muito fechados. Conforme podemos observar na ilustração da figura 3, Omicron Leonis B descreve uma orbita em torno da estrela principal Omicron Leonis A, em torno de 14,5 dias. Esses fatos fazem como que registros observacionais de ocultações dessa estrela sejam sempre interessantes. 


Sites recomendados:
"Como observar"
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/observar.htm
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987, 914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2014. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2013. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf> Acesso em 08 set. 2014.

- HERALD, David. Occult v 4.0.8.18, (IOTA). Disponível em <http://www.lunar-occultations.com/iota/occult4.htm>. Acesso em: 09 set. 2014. Windows 7/ Professional.

- WDS Washington Double Star Catalog: Epoch 2014.01. Disponível em: <http://www.handprint.com/ASTRO/>. Acesso em: 10 set. 2014.

A ocultação de Hyadum II (delta 1 Tauri) pela Lua em 05 de dezembro 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 05 de dezembro próximo, a Lua + 100% iluminada, ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande região da África em sua porção setentrional; oriente médio da Ásia; Sul da Europa, atlântico norte e mar mediterrâneo, América Central e norte e nordeste da América do Sul (Brasil).

 Desta forma, observadores localizados na região oeste do continente africano (Argélia, Burkina Faso, Cabo Verde, Etiópia, Egito, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Níger, Senegal e Tunísia) acompanharão ambas as fases do evento, sendo que na região asiática do oriente médio (Arábia Saudita, Irã, Iraque, Israel, Kuwait, Omã e Iêmen) os desparecimentos e reaparecimentos são observados. Entretanto Índia e o Paquistão acompanharão somente o desaparecimento da estrela, conforme podemos visualizar nas tabelas 1 e 2 abaixo.
Este evento também será observado na porção sul e sudeste do continente europeu (Albânia, Chipre, Espanha, Grécia, Itália, Malta e Portugal) e regiões ao sul do Mar Mediterrâneo bem como ainda o estreito de Gibraltar, conforme tabela 3.
Já na região do oceano atlântico o evento poderá ser observado na América Central (Barbados, São Cristóvão e Nevis e Trinidad e Tobago), quando aqueles observadores poderão acompanharão somente observar o reaparecimento de Hyadum II conforme podemos apreciar na tabela 4 abaixo.
Observadores localizados no norte e nordeste da América do Sul (Brasil) poderão acompanhar o evento. Entretanto nas regiões de Belém (PA), Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Palmas (TO) somente poder-se-á observar o reaparecimento da estrela; já nas demais localidades mencionadas na tabela 5 (abaixo) o evento poderá ser acompanhado dentro da faixa crepuscular do dia.
Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange toda a região citada.
Hyadum II

Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. (AAVSO, 2009) é uma estrela variável cuja magnitude e estimada entre 3.72 e 3.77. O alto interesse nas observações das ocultações dessa estrela prende-se ao fato dessa estrela ser um conjunto binário fechado conforme podemos vislumbrar através da figura 3.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987, 914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2014. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2013. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf> Acesso em 08 set. 2014.

- HERALD, David. Occult v 4.0.8.18, (IOTA). Disponível em <http://www.lunar-occultations.com/iota/occult4.htm>. Acesso em 09 set. 2014. Windows 7. Professional.

- AAVSO: Editor: Rebecca Turner. Present Plot a light curve, check recent observations and Search VSX. Disponível em <http://www.aavso.org/vsx/index.php?view=detail.top&oid=40206>. Acesso em 10 set. 2014.

O asteroide (10) Hygiea em 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 31 de dezembro próximo, o asteroide Hygiea estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.737), quando então sua magnitude chegará a 10.0, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.
Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 10 Hygiea foi descoberto em 12 de abril de 1849 pelo astrônomo italiano Annibale De Gaspari (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. Seu nome é uma alusão à deusa da saúde, filha de Esculápio (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2014. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2013. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf> Acesso em 08 set. 2014.

- NASA-JPL. Manager by Donald K. Yeomans. Development. Alan B. Chamberlin. Alan B. Chamberlin. Informations the Ephemerides, Solar System Bodies, Orbital Elements, Orbit Diagrams and Discovery Data. Disponível em: <http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top>. Acesso em 17 junho 2013.

Astrônomos comemoram o Dia Nacional da Astronomia!

nelson-travnik@hotmail.com

A grata efeméride foi escolhida durante o 2º Encontro de Astronomia do Nordeste, celebrado em Recife/PE, de 30 de junho a 3 de julho de 1978, quando astrônomos aprovaram por unanimidade o título de “Patrono da Astronomia Brasileira” a D. Pedro II (1825-1891). A escolha do dia 2 de dezembro celebra a data de nascimento do imperador, tido como o mais erudito governante do País. A partir da escolha a efeméride ganhou força e a data passou a comemorar o Dia Nacional da Astronomia, o Dia do Astrônomo.

MOTIVOS

Foram muitos. Como astrônomo amador, modernizou o Imperial Observatório do Rio de Janeiro criado por seu pai, D. Pedro I, contratando astrônomos europeus de renome para aqui trabalhar. Tinha um quarto privativo no Observatório para descansar após horas de observação. Instalou um observatório no telhado do Palácio Imperial de São Cristovão, hoje Museu Nacional, onde atendia alunos ministrando conhecimentos da ciência do céu. Mesmo sob forte oposição do Parlamento, concedeu verbas necessárias para três missões científicas para que os astrônomos pudessem observar a rara passagem do planeta Vênus pelo disco solar em 6/12/1882, fenômeno que iria se repetir somente em 8/6/2004. Os dados obtidos foram um sucesso permitindo calcular com precisão a distância Terra – Sol. Junto com o astrônomo Luiz Cruls, o imperador efetuou a primeira análise espectroscópica de um cometa e observou o eclipse solar de 1857. Mantinha contato com renomados astrônomos europeus dentre eles Camille Flammarion que o convidou para a inauguração do seu Observatório de Juvisy em 29/7/1887. Na ocasião D. Pedro II inaugurou a luneta de 24 cm, concedeu a Flammarion a "Ordem da Rosa" e plantou uma árvore nos jardins do observatório que existe até hoje! Uma placa ao lado da árvore assinala o gesto do nosso imperador. Costumava dizer que se não fosse imperador gostaria de ser professor.

Acredita-se que tamanha devoção ao céu veio através do litógrafo e artista francês Louis Boulanger (1798-1874) e de Frei Pedro de Santa Mariana (1782-1864). D. Pedro II doou vários instrumentos seus ao Imperial Observatório e importou um círculo mural, uma pendula sideral, uma luneta meridiana e aparelhos magnéticos e meteorológicos.

Mas faltava um telescópio de grande porte e ele foi encomendado na Inglaterra. Desgraçadamente o navio que transportava o instrumento chegou ao Rio justamente na ocasião da Proclamação da República e os republicanos não perderam tempo: mandaram o telescópio de volta! Em 1890, já no exílio, D. Pedro II foi homenageado com o nome do asteroide Brasília de número 293, descoberto no Observatório de Nice, França, pelo astrônomo A. Charlois (1864-1910). Sua devoção a astronomia certamente levou seu espírito muito além do asteróide, para junto das estrelas. 

Nelson Travnik é diretor do Observatório Astronômico de Piracicaba, SP, e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

sábado, 1 de novembro de 2014

O céu do mês – Novembro 2014

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Certamente são as ciências e a artes de uma maneira geral que inspira a humanidade no caminho infinito das estrelas. Dessa forma, música e poesia, aliadas a aguerrida vontade de conhecer o céu, resultam na alegria e motivação necessária para colocar em papel todo esse conjunto de acontecimentos que vêm das estrelas; agora então afinados por esse diapasão e antecedendo ao nascer do Sol neste primeiro dia, Mércurio estará visível nos instantes iniciais do crepúsculo matutino ao lado da brilhante estrela Spica. Aos primeiros sinais da noite neste primeiro dia ainda, após o fim do crepúsculo náutico a Lua já estará presente no céu indicando na constelação de Aquarius sua proximidade ao longínquo Planeta Netuno. Que seria dos poetas e trovadores então sem a Lua por testemunha e dos astrônomos para apreciar as nuances de suas fases? A Uranometria de John Bayer em 1603, talvez seja a retratação celeste fiel dessa interpretação ao novo mundo, que cerca de 1 século passado estava descortinando naquela comunidade de pensadores do século XVII; amante da natureza, valeu-se Bayer desse conhecimento angariado junto a marujos e comerciantes que singravam o oceano naqueles tempos. Naquela obra viram surgir no céu um novo nome passeriforme, originário das florestas tropicais americana. Tucana então fixou ninho no encanto e na magia que recompensa fielmente um observador do céu noturno após a pausa de sua jornada numa noite de observação bem sucedida; mesmo sendo um chilrear rouco, ouçamos essa voz!


Ocultação de Urano pela Lua

Em 04 de novembro a Lua +94% iluminada e com a elongação solar de 151°, ocultará o planeta Urano de cuja magnitude encontra-se estimada será de 5.7. Esse evento poderá ser observado na Islândia e as regiões adjacentes ao Círculo Polar Ártico de acordo com a figura A apresentada no quadro 1 e também circunstâncias locais constante na tabela 2.

Ocultações de estrelas pela Lua 

Hyadum II (delta 1 Tauri)

Em 08 de novembro a Lua -97% iluminada e com a elongação solar de 159°, ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Esse evento poderá ser observado no oceano pacífico e sudeste da Ásia de acordo com a figura B, apresentada no quadro 1.

Lambda Geminorum

Em 11 de novembro a Lua -75% iluminada e com a elongação solar de 120°, ocultará a estrela lambda Geminorum de magnitude 3.6 e tipo espectral A3V. Esse evento poderá ser observado na Ásia e no leste europeu de acordo com a figura C, apresentada no quadro 1.

(Subra) Omicron Leonis

Em 14 de novembro a Lua -48% iluminada e com uma elongação de 88°, ocultará a estrela omicron Leonis (Subra) de magnitude 3.5. Esse evento poderá ser observado no sudeste da Ásia e na Oceania (Austrália) de acordo com a figura D, apresentada no quadro 1.

Rho Sagittarii

Em 26 de novembro a Lua +15% iluminada e com a elongação solar de 46°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral K1III. Esse evento poderá ser observado na América do Norte (Canadá e Estados Unidos) de acordo com a figura E, apresentada no quadro 1.

Dabih Major (beta Capricorni)

Em 27 de novembro a Lua +25% iluminada e com a elongação solar de 59°, ocultará a estrela Dabih Major de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado na região oeste da América do Norte e Oceano Pacífico de acordo com a figura F, apresentada no quadro 1. 

Planetas, asteroides e cometas!

No primeiro dia deste mês então o diminuto Mercúrio (-0.5) na constelação de Virgo estará em sua máxima elongação (18.6º W) matutina; as madrugadas então neste mês de primavera (no hemisfério Austral) terá a presença de Júpiter (-2.1) na constelação de Leão; sempre que possível faça uma visita telescópica a este gigante gasoso, pois seus satélites maiores apresentam uma configuração diferente. Isso será um bom início de manhã, pelo menos até que o planeta Vênus (-3.9), por enquanto bem próximo ao disco solar aumente suas elongações sendo elas mais favoráveis a partir da segunda quinzena do mês de dezembro. Em contra ponto, diminuindo cada vez mais suas elongações Marte (1.0) poderá ser observado nas primeiras horas do crepúsculo vespertino; com o alinhamento de Marte ao longínquo (134340) Plutão (magnitude 14.2), visto que ambos estarão na constelação de Sagittarius (tabela. 3), fiquei fascinado coma ideia de um possível observador com um telescópio de 400mm possa identificar ambos naquela região do céu (a representação gráfica de Plutão, está inserida no interior circulo menor indicado pela seta vermelha). A figura 2, mostra o quanto é rica e conhecida aquela área do céu.


Saturno (0.5) ficará mergulhado na claridade do dia, devido a sua conjunção solar no dia 18 próximo. Este dia também marcará seu apogeu estando ele cerca de 10.9342308 ua ou cerca de 1.635 milhões de quilômetros da Terra (Campos, 2013). Urano (5.7), lentamente atravessando a constelação de Pisces será facilmente observado nas regiões próximas ao Ártico devido à ocorrência de sua ocultação no dia 08 próximo; enquanto isso Netuno (7.9) no limite dos gigantes gasosos do Sistema Solar encontra-se em Aquário e diminuindo a cada dia suas elongações.  (1) Ceres (8.8), também mergulhado na claridade solar estando próxima a sua conjunção com o Sol agendada para o mês seguinte.

Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 3:

A ocorrência das apsides (Perigeu e Apogeu) lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Apogeu em 15/11 às 01:57 (UT), quando a Lua estará a 404.336 km do centro de nosso planeta. Perigeu em 27/11 às 23:12 (UT), quando a Lua então estará somente 369.824 km do centro da Terra.

Asteroides

No mês anterior mencionamos a oportunidade de observações do asteroide (46) Hestia, chegando o mesmo a magnitude de 10.5 encontrando-se o mesmo na constelação de Aries. Entretanto 3 oportunas janelas observacionais se abrem neste período quando então em 03 de novembro teremos a oposição do asteroide (78) Diana naquela mesma constelação, atingindo magnitude de 11.4. (52) Europa, este foi objeto de postagem nessas páginas em agosto de 2013, novamente poderá ser observado com uma magnitude 10.5 na constelação de Cetus na noite de 05 de novembro. Mas será (6) Hebe o melhor asteroide a ser observado neste mês, pois sua magnitude de 8.1 facilmente o denunciará na constelação de Eridanus em 15 de novembro, quando então ele estará cerca de 1.212 ua da Terra.

Cometas

Ainda neste início de mês o cometa Pan-STARRS (C/2012 K1) esteja na constelação de Pictor, Já no dia 6 próximo ingressa na constelação de Dorado (tabela 4); atravessando consequentemente neste período ainda as constelações de Reticulum, Horologium, terminando o mês em Phoenix.

O cometa Oukaimeden (C/2013 V5); poderá ser observado nas primeiras horas após o ocaso do sol na constelação de Libra (tabela. 5) nos primeiros dias deste mês, fiquei mesmo surpreendido com a quantidade de fotografias que vi deste interessante objeto.

A surpresa para este fim de ano e para o início do próximo será o cometa Lovejoy (C/2014 Q2). Este cometa foi descoberto por Terry Lovejoy em 17 de agosto de 2014 através de um telescópio Schmidt-Cassegrain de 0,2m f/2,1 + CCD, quando o objeto estava com magnitude 14,8. (Amorim, 2014). As efemérides apresentadas na tabela 6, já demonstram que suas observações estão favoráveis aos observadores do hemisfério Sul entre as constelações Vela e Puppis.

CONSTELAÇÃO:

Tucana

Estão certos os diversos autores mencionarem que não existe uma profusão de estrelas brilhantes delineando a constelação Austral de Tucana. Entretanto a profusão de relatos observacionais existentes sobre ela é unânime ao afirmarem a beleza dos objetos Deep-Sky que ali encontramos. Como sou um “otimista incorrigível”, buscarei da melhor forma possível, assim como John Bayer em 1603, insistir e apresentar algumas das principais estrelas dessa constelação (figura. 4)

Alpha Tucanae, uma binária espectroscópica de magnitude visual de 2.8; estrela gigante laranja e classe espectral K3III, ela encontra-se aproximadamente cerca de 200 anos luz, podendo ser representada como o extenso bico característico dessa ave. Em seu dorso, encontramos Gamma Tucanae, uma estrela gigante branco-amarelada de magnitude 3.9, tipo e classe espectral F4III que na realidade e a segunda estrela mais brilhante dessa constelação; já Beta1 Tucanae e Beta3 Tucanae na realidade referem-se a um sistema múltiplo de estrelas ligadas gravitacionalmente cujo mais brilhante Beta1 Tucanae, tem a magnitude visual, classe e tipo espectral B9IV; enquanto Beta3 Tuc 5.0 tem a magnitude visual estimada em 5.0, classe e tipo espectral A1IV. Beta2 Tucanae (não apresentada na figura) por estar muito próxima (visualmente) a Beta1 e uma estrela azul de magnitude 4.5, classe espectral A1IV, todo esse sistema encontra-se cerca de 150 anos-luz em média do Sol. Configura ainda em outra parte desta constelação Zeta Tucanae é uma estrela branco amarelada de magnitude 4.2, tipo e classe espectral F9.5V. Essa estrela apresenta um movimento próprio muito elevado, devido a sua proximidade ao Sol, estimado em apenas 28 anos-luz de distância.

Entretanto essa constelação ainda e hospedeira de algumas estrelas interessantes; chamará atenção Eta Tucanae, uma estrela branca de magnitude 5.0 e classe e tipo espectral A2V; Epsilon Tucanae, uma estrela azul de magnitude 4.4, tipo e classe espectral B8V e ainda Kappa Tacanae de magnitude 4.2, classe e tipo espectral F5V. Essa última então faz parte na realidade de um sistema múltiplo totalizando 4 estrelas. 

Objetos Deep-Sky

A diversidade de objetos de céu profundo que podemos distinguir naquela região celeste, levará os observadores a utilização de um telescópio de médio porte; 300mm de abertura ótica já será o suficiente ou até mesmo um simples planisfério celeste para a visão desarmada. Aquela região fica muito mais evidenciada quando as noites não tem a presença da Lua; lembro-me que facilmente em ocasiões propícias e ainda afastado dos grandes centros urbanos consegui vislumbrar aquela região com um simples telescópio refrator. Hoje com o instrumental existente os objetos Deep-Sky naquela região celeste ficarão muito mais deslumbrantes, mas reitero que as condições de seu posto observacional devam ser propícias.

O Aglomerado Globular NGC 362 de magnitude visual 6.4 se resolverá com essa abertura ótica ou até menores quando não temos a interferência da luminosidade lunar e ainda levando se levarmos em conta as condições existentes da poluição luminosa no nosso ponto observacional. Com alguns binóculos (boa ótica) ele apresentar-se-á no campo visual, como uma estrela levemente desfocada e para não haver desgaste sugiro utilizar um tripé para apoio desse equipamento. No telescópio será facilmente observada sua região nuclear bem brilhante. 

Mas quando mencionamos aquela região fica impossível deixar (por algum motivo) de mencionar dois objetos celestes de céu profundo que, fatalmente são alvos prediletos durante as realizações de Star Parties. NGC 104, mas facilmente reconhecível por seu nome popular: 47 Tucanae de magnitude 3.9 será sempre observado e eu não fico admirado se aquela expressão admirativa Uau! surgir entre os participantes de primeira jornada observacional; os motivos que os levam a isso são explicáveis. O simples fato de 47 Tacanae possuir maior brilho que muitos objetos celestes naquela região, e ainda, ao lado da exuberante Pequena Nuvem de Magalhães (NGC 292), faz com que esses dois objetos de céu profundo, saltem do fundo do céu diretamente para a visão contemplativa de um simples binóculo de campo, o  diâmetro angular de 31 minutos de arco de 47 Tucanae ocupará boa parte da área no campo de visão ocular.

NGC 292 – A Pequena Nuvem de Magalhães

Certamente esses companheiros celestes (A Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães) devem ter impressionado extraordinariamente a tripulação do navegante português Fernão de Magalhães (1480-1521, aproximadamente) [...] a serviço da cora Espanhola [...] em sua épica viagem as “ilhas das especiarias”, principalmente as Molucas, pela rota do Ocidente (Tufano, 1969). Este fato além da realização épica da primeira viagem de circunavegação global ser um episódio de enorme significância histórica culminou também com o batismo daquelas companheiras nuvens com nome deste navegador, que viera a falecer nas Filipinas em 1521.

Por quase três anos embarcados certamente aquela tripulação tivera a oportunidade de contemplar durante o período noturno esta área do céu a tal ponto, não escapar a valiosa interpretação do cronista daquela expedição, o italiano Antonio Pigafetta. A sua capacidade de captar detalhes daquela região celeste é fidelíssima quando menciona: “existem várias pequenas estrelas agrupadas, na forma de duas nuvens um pouco separada uma da outra, e um tanto obscuras” (Westerlund, 1997).

A magnitude visual da Pequena Nuvem de Magalhães (por sua sigla em inglês: SMC = Small Magellanic Cloud) na realidade uma das galáxias satélites (de forma irregular) da nossa Via-Láctea (figura. 5), encontra-se estimada em 2.3, sua dimensão (4º.7 x 2º.6) faz com que ela ganhe um destaque significativo em meio as estrelas daquela constelação. A Distância da Pequena Nuvem é cerca de 210 mil anos-luz, fazendo com que ela esteja localizada no halo da nossa galáxia. 

Pouco mais de um século passado, estrelas da Pequena Nuvem de Magalhães foram objetos de análise da astrônoma Henrietta Leavitt, quando em 1912 descobriu-se a relação entre período de pulsação de brilho de uma certa classe de estrelas (variáveis cefeídas) e sua luminosidade (Ratcliffe e Ling, 2006). O que faz com que sejam essas estrelas de importância fundamental para determinação de distâncias galácticas. As recente informações sobre um arqueamento no disco de hidrogênio neutro da Via—Láctea descoberto em 1957, implica diretamente no movimento próprio dessas galáxias em torno da nossa galáxia (Reddy, 2006). 

Eu não tenho dúvidas que novas e boas novidades oriundas daquela área do céu ainda estão a caminho do conhecimento; enquanto isso nas seguras asas dessa celestial ave, podemos apreciar um dos mais belos cenários de céu profundo; a  utilização de telescópios, binóculos ou mesmo a visão desarmada (fato que já é uma atividade muito compensadora) com o auxilio de um modesto planisfério celeste móvel ou carta celeste será apenas um detalhe a mais desde que você esteja olhando para o céu. 

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2014. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2013. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf> Acesso em: 08 set. 2014.

- AMORIM, Alexandre. REA/BRASIL, Florianópolis, set. 2014. Disponível em < http://rea-brasil.org/cometas/prog2015.htm>. Acesso em: 16 set. 2014.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 06/08/2014.

- TUFANO, Douglas. Grandes personagens da nossa história. v. 1. São Paulo, Abril, 1969, p. 6. Disponível em: <http://literatura.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-02314-1.pdf>. Acesso em 23 set. 2014.

- FERREIRA JÚNIOR, João Amâncio. GAI-CEAMIG, Coordenação do Grupo de Aquisição de Imagens do CEAMIG, Belo Horizonte, jul. 2014. Disponível em: < http://ceamig.blogspot.com.br/>. Acesso em: 25 set. 2014.

- WESTERLUND, Bengt E. The Magellanic Clouds. In: ____(Org.). Introduction. Cambridge astrophysics series, 29. Cambridge: 1997. p. 01-06.

- RATCLIFFE, Martin;  LING, Alister. O Céu Profundo: As Nuvens de Magalhães. Astronomy Brasil. São Paulo, Ed. Duetto, v.1, n.8, p. 39, dez. 2006.

- REDDY, Francis. Roubo de Estrelas, Galáxias satélites deformam a Via-Láctea. Astronomy Brasil. São Paulo, Ed. Duetto, v.1, n.1, p. 22, mai. 2006.

O asteroide (23) Thalia em 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 03 de dezembro próximo, o asteroide Thalia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.862), quando então sua magnitude chegará a 9.1, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.
Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 23 Thalia foi descoberto em 15 de dezembro de 1852 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. Seu nome é uma alusão à musa grega da comédia (Mourão, 1987).

Notas:

1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2014. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2013. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf> Acesso em 08 set. 2014.

- NASA-JPL. Manager by Donald K. Yeomans. Development. Alan B. Chamberlin. Alan B. Chamberlin. Informations the Ephemerides, Solar System Bodies, Orbital Elements, Orbit Diagrams and Discovery Data. Disponível em: < http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top>. Acesso em 17 junho 2013.