sábado, 1 de agosto de 2015

O céu do mês – Agosto 2015

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Amigos (as),

Talvez seja o pensador Leonardo da Vinci (1452-1519) que legou ao mundo várias obras primas (quem não conhece a "Mona Lisa") aquele que mais acertou em uma frase (Melhor do que ter uma grande beleza, é ter um grande coração.) o que se passa agora diante das imagens e diversas informações que chegam das distantes fronteiras do Sistema Solar e ao visualizamos essas imagens (134340) Plutão mais uma vez surpreende. Isto é fato! Mas o céu neste mês continuará seu espetáculo e as surpresas não deixarão de acontecer, senão vejamos: ocorrência de duas apsides lunares (perigeu), o asteroide (21) Lutetia (este já visitado pela Rosetta da ESA (European Space Agency), em oposição, as ocultações proporcionadas pela Lua de brilhantes estrelas e também pelo Planeta Urano (observada na América do Sul), os cometas C/2013 US 10 e C/2014 Q1 que já causaram boas surpresas, são alguns dos imperdíveis tópicos deste mês. A identificação dos satélites naturais de Saturno poderá vir a ser uma ótima atividade para aqueles que possuem um telescópio de abertura pequena ou média, capaz de resolver este planeta, fazendo a devida distinção entre satélites e estrelas da constelação de Libra. Quiçá ainda (quem sabe!) não será a constelação austral Scutum e uma região bem muito favorável para apontar nossos telescópios e binóculos? Certamente todos nós estaremos com os olhos bem atentos no céu. Noites estreladas para todos! 

Ocultações de estrelas pela Lua 

Aldebaran (alpha Tauri)

Em 08 de agosto a Lua -30% iluminada e com a elongação solar de 66°, ocultará a brilhante estrela Aldebaran (Alpha Tauri) de magnitude 0.9 e tipo espectral K5+III. Esse evento poderá ser observado no continente asiático (Rússia e parte do oriente médio) e leste da Europa de acordo com a figura A, apresentada no quadro 1.

Hyadum II (delta 1 Tauri)

Em 08 de agosto também, a Lua neste instante com -32% iluminada e com a elongação solar de 69º, ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Esse evento poderá ser observado no sudeste da Oceania e também na Nova Zelândia conforme com a figura B, apresentada no quadro 1.

Zubenelhakrabi (Gamma Librae)

Em 22 de agosto a Lua 47% iluminada e com a elongação solar de 86°, ocultará a estrela Zubenelhakrabi (Gamma Librae) de magnitude 3.9 e tipo espectral G8.5III. Esse evento poderá ser observado na Oceania (partes da Austrália e Nova Zelândia) conforme demonstra a figura C, apresentada no quadro 1.

Rho Sagittarii

Em 26 de agosto a Lua 86% iluminada e com a elongação solar de 136°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral K1III. Esse evento poderá ser observado na Ásia de acordo com a figura D, apresentada no quadro 1. 

Dabih Major (beta Capricorni)

Em 27 de agosto a Lua 93% iluminada e com a elongação solar de 150°, ocultará a estrela Dabih Major de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado no sudeste da Ásia, partes da Oceania, Oceano Índico e de forma diurna na costa leste da África de acordo com a figura E, apresentada no quadro 1. 

Ancha (Theta Aquarii)

Em 29 de agosto a Lua 100% iluminada e com a elongação solar de 176°, ocultará a estrela Ancha (Theta Aquarii) de magnitude 4.2 e tipo espectral G8. Esse evento poderá ser observado na Austrália, sul da Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão, norte da Tasmânia, Ilhas Fiji, Samoa Americana, Ilhas Marshall e regiões adjacentes de acordo com a figura F, apresentada no quadro 1. 

Ocultações Lunares na América do Sul

Ancha (Theta Aquarii)

Em 02 de agosto próximo, a Lua -96% iluminada e uma elongação solar de 156° ocultará a estrela Ancha (Theta Aquarii) de magnitude 4.1 e tipo espectral G8. Esse evento poderá ser observado de forma diurna na costa oeste da África e de forma noturna em grande parte da América do Sul acordo com a figura A, apresentada no quadro 2. Informações adicionais encontram-se postadas em: http://goo.gl/aDRsGi

Ocultação de Urano em 05 de agosto

Em 05 de agosto a Lua -69% iluminada e uma elongação do Sol 112°, ocultará o planeta Urano (5.8). A fase de desaparecimento do planeta poderá ser observada na América do Sul (Argentina, Brasil, Chile e Uruguai) de acordo com a figura 2 abaixo. Informações adicionais encontram-se postadas em: http://goo.gl/aEkUKR


No Sistema Solar!

Desta vez, durante o crepúsculo vespertino do dia 07 de agosto, o diminuto planeta Mercúrio (0.7), muito próximo (0.5º N) ao planeta Júpiter (-1.7) e também a brilhante estrela Regulus (0.9º N) de magnitude 1.4, estarão emoldurando o poente logo após o ocaso do Sol. Tomará ainda parte neste excepcional quando de conjunção, o brilhante planeta Vênus (-4.1), sendo que deveremos entre outras situações, procurar um horizonte oeste totalmente livre de obstrução e contar com a sorte das condições climáticas favoráveis; poderemos ver uma Ilustração deste evento na figura 2 abaixo; isso marcará a interrupção de um período bastante profícuo de observações de Júpiter (-1.7) e Vênus, quando diversas associações realizaram atividades observacionais com o publico desses brilhantes planetas. 

Já na segunda quinzena deste mês, as condições observacionais de Marte (1.7), já na constelação de Câncer (conforme tabela 2), começam a ficar mais favoráveis uma vez que suas elongações vão aumentando devendo já em 31 de agosto próximo elas estarão estimadas em 23.2º W.  

Pelo menos até a primeira quinzena de novembro as condições observacionais de Saturno (0.5) estarão favoráveis, embora suas elongações continuem a diminuírem lentamente, então uma boa ideia, é aproveitar para familiarizarmos com a posição (e consequentemente identificação) de seus satélites naturais e suas respectivas magnitudes. Desta forma poderemos encontrar na figura 3, além da configuração formada em torno de Saturno para o dia 15 deste mês as respectivas efemérides para 00:00 (UT) neste dia.

Na medida em que suas elongações vão aumentando, ficam mais fáceis a busca pela localização de Urano (5.8) na constelação de Pisces, eu recomendo que no dia 15 de agosto procuremos pelo seu disco (3.60" de diâmetro), próximo a Zeta Psc (uma interessante dupla de magnitude 5,2 tipo e classe espectral A7IV). Já Netuno (7.8) em meio as estrelas da constelação de Aquário, sendo que a Lambda Aqr (ou 73 Aqr), uma variável pulsante (máximo 3,57 e 3,8 mínimo) tipo (SR ou Variáveis Semi-regulares) e classe espectral M2.5III (AAVSO, 2015), será uma ótima referencia para localização de seu disco também.

Certamente as cordilheiras recém-descobertas a margem sudoeste da Tombaugh Regio em (134340) Plutão, situa-se entre planícies geladas e terreno escuro (TALBERT, 2015), mas sem dúvidas a imagem (dentre tantas outras) que ficará gravada na mente de da maioria dos apaixonados (como eu) pela pesquisa planetária será a do grande coração (figura 4) relevada pela Long Range Reconnaissance Imager (LORRI). Os dados que já foram recebidos (e ainda continuam a chegar), são simplesmente impressionantes e posso dizer com certeza: Olá Plutão e Caronte. Prazer em conhecer-lhes! (vejam em: http://goo.gl/0tRPxD)

Enquanto isso se procede a sonda Dawn da NASA preparou para iniciar uma manobra de espiral que a colocará numa altitude menor que 1.500 km acima do planeta anão (1) Ceres  (GREICIUS, 2015), sendo então sua maior novidade a oposição ocorrida em 25 de julho passado (veja em: http://goo.gl/eBIwAq). 

Sol = O quadro 3 abaixo, apresenta alguns elementos úteis a observação solar neste mês como: e (P.H) = Paralaxe Horizontal, (PO°) = Ângulo de Posição da extremidade Norte do disco solar, (+) E; (-) W, (BO°) = Latitude heliográfica do centro do disco solar (+) N; (-) S, (LO°) = Longitude heliográfica do meridiano central do Sol e ainda, (NRC) Número de rotação Solar de Carrington da série iniciada em novembro 1853 9,946.  
Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 5:

A ocorrência das apsides lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Perigeu em 02/08 às 10:12 (TU), quando a Lua então estará somente a 362.134 km do centro da Terra; Apogeu em 18/08 às 02:34 (TU), a Lua estará a 405.851 km do centro de nosso planeta. Entretanto um novo Perigeu ocorrerá em 30/08 às 15:25 (TU), quando então a lua estará somente a 358.288 km do centro da Terra.

Asteroides

As oposições dos asteroides neste mês ocorrerão em uma das áreas celestes mais conhecidas entre os astrônomos (as) amadores. Eu não tenho dúvidas que as regiões fronteiras da constelação de Capricornio e Aquário, são bastante conhecidas; então em 03 de agosto o asteroide (100) Hecate (veja uma carta de busca e efemérides em: http://goo.gl/NmCTjL) poderá ser facilmente identificado com magnitude 10.7 mas proximidades de 7 Cap, uma gigante alaranjada, classe espectral K2 III com a magnitude de 10.7; em 13 de agosto então (aproveitando a fase da Lua) um boa tentativa será buscar no campo da ocular de nossos telescópios o asteroide (65) Cybele (carta de busca e efemérides em:  http://goo.gl/XWfEBN) com uma magnitude de 11.0, mas desta vez próximo a 18 Aqr, outra gigante alaranjada, classe espectral K0 III e magnitude 5.4. Outra grande oportunidade será em 16 de agosto, quando novamente teremos a oportunidade de procurar pelo asteroide (21) Lutetia (que recebeu a visita em 10 de julho de 2010, da Espaçonave Rosetta da ESA (European Space Agency), nesta data com magnitude estimada em 9.3, (carta de busca e efemérides em: http://goo.gl/V60r52); ele poderá ser facilmente encontrado próximo a 43 Cap, uma gigante amarela, classe e tipo espectral G8 III semelhante a Capela, mas de magnitude visual de 4.7. 

Cometas

C/2014 Q1 PANSTARRS

As excepcionais fotografias realizadas pelos observadores de todo o planeta se confirmaram, quando reportamos em dezembro 2014 (vejam em: http://goo.gl/6h0rsp) nossas expectativas observacionais para o Cometa C/2014 Q1 (PANSTARRS), junto às páginas do Almanaque Astronômico Brasileiro (publicação disponível para download em: http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf) do CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), que apresenta um conjunto de efemérides para os principais planetas (clássicos e anões), asteroides e cometas anualmente. 

Foi notória a sua visibilidade em 18 de julho de 2015, quando o astrônomo amador Gleison Rodrigues Quintão também do CEAMIG, durante a Star Party realizada no Observatório Wykrota (IAU Code 859) realizou a imagem (figura 6), utilizando uma câmera T3i com objetiva de 300 mm. Entre os dias 15 e 21 de julho passado, diversos observadores brasileiros reportaram diversas observações com o cometa em torno da 5ª magnitude (AMORIM, 2015). 

C/2013 US 10 CATALINA

Embora tenhamos por muito pouco perdido a oportunidade de observamos durante nossa Star Party em 18 de julho último de realizar observações desse cometa, deveremos buscar essa oportunidade no início da segunda quinzena deste mês até mesmo pela fase da Lua. Este mês ele poderá ser localizado até o dia 03 próximo em Tucana (Tuc), no dia seguinte na constelação de Indus (Ind) onde permanece até o dia 07/08. Ele desloca-se  para constelação de Pavo (Pav) onde permanecerá até 17 de agosto, na sequência ele permanecerá na constelação de Apus (Aps) até o dia 21 próximo. Ele estará após esta data na Triangulum Australe (TrA) permanecendo ali até o dia 31 deste mês. Suas magnitudes e respectivas coordenadas são apresentadas na tabela 3 abaixo.

CONSTELAÇÃO:

Scutum

Scutum e uma constelação austral, compreendida entre as ascensões retas de 18h18min e 18h56min e as declinações de -4º e 16º,8. Limitada ao Sul por Sagittarius (Sagitário); a oeste por Serpens (Serpente), ao norte por Serpens e Aquila (Águia) e a leste por Aquila e Sagittarius, ocupa uma área de 109 graus quadrados. Seu nome primitivo, Scutum Sobieskii (Escudo de Sobiésqui) foi homenagem de Hevelius a Jan Sobiésqui (1624-1696), guerreiro e herói polonês, que se tornou mais tarde rei da Polônia com o nome de João III. Esta designação foi em 1922 simplificada para Scutum (Escudo), pela União Astronômica Internacional. (MOURÃO, 1987). 

Embora não seja essa constelação constituída de estrelas brilhantes (figura 7), ele será bastante surpreendente quando analisamos de uma maneira mais pormenorizada seus principais pontos de interesse observacional ao alcance do astrônomo amador; Assim Alfa Sct que possui uma magnitude visual de 3.8 e na realidade uma gigante de coloração alaranjada de classe e tipo espectral K3 III que se encontra cerca de 198 a.l do Sol; Beta Sct (uma estrela dupla) possui a magnitude de 4.2, sendo também uma gigante amarela de classe e tipo espectral G0Ib cuja luminosidade é cerca de 1.300 vez maior que o Sol. Gamma Sct, por sua vez já é uma estrela branca de tipo e classe espectral A2V de magnitude 4.7; Delta Sct, na realidade uma estrela variável de pulsante de curto período (0.1937697d) e baixa amplitude (4.6 - 4.79 entre máximos e mínimos), tipo e classe espectral F3IIIp, constitui um desafio para observadores visuais e equipados com CCD (BECK, 2010).  Zeta Scutum de magnitude 4.6 (classe e tipo espectral K0 III) e também uma gigante de cor alaranjada bem como também Epsilon Scutum, de magnitude 4.8 e uma estrela gigante amarela de tipo e classe espectral G8 III. 



NGC 6664 e 6712 - Aglomerados Aberto e Globular 

Embora seja Scutum uma das menores constelações que existem no firmamento, ela encontra-se numa região muito rica da Via Láctea, o que faz com que aquela região esteja repleta de nuvens e aglomerados (de estrelas), desta forma poderemos localizar com um telescópio refletor de 140mm muito próximo a Alfa Sct o Aglomerado Aberto NGC 6664, bastante disperso e com uma dimensão: 16.0 x 16.0', sua magnitude visual de 7.8 o colocando ao alcance de instrumentos de pequeno porte. Embora sua magnitude seja de 8.2, as dimensões de 4.3 x 4.3' do NGC 6712 mostram que ela seja um pouco menor, esse mesmo instrumento será ideal para encontrar a mancha difusa que formará esse aglomerado globular no campo da ocular.

Os Aglomerados Messier 26 e Messier 11

As estrelas Delta e Epsilon Sct serão ótimas referências para realizarmos a correta localização do Aglomerado Aberto M26 (ou NGC 6694) talvez seja ideal realizar essa procura utilizando binóculos 7x50 ou 10x50 conjuntamente com um tripé para boa estabilização da imagem, visto que apresentarão campos de visão bem próximos ajustando assim o campo a nossa pupila de saída. Mas isso não será necessário para localizar entre Eta Scutum (outra gigante de cor alaranjada de classe e tipo espectral K0 III com magnitude 4.8) e Beta Sct, o Aglomerado Aberto Messier 11, ou NGC 6705 (figura 8), uma vez que sua magnitude visual (5.8) assim mesmo sob excepcionais condições do céu e a ausência total de Poluição Luminosa, seja possível localizar esse asterismo a visão desarmada (olho nu). 

R Scuti - Uma variável RV Tauri

Desde a descoberta em 1795 realizada por Edward Pigott (1753 - 1825), essa variável que contém mais de 110.000 observações (BEKER, 2011), e tem sido uma das favoritas dos observadores; assim ela foi também incluída em um programa observacional sugerido para a seção de Estrelas Variáveis da REA e suas observações foram realizadas (no âmbito da REA) entre 1988-1990 (NAPOLEÃO, 1991). Já naquele profícuo período o observador Sérgio Lomonaco chamou a atenção para a riqueza daquele campo através da buscadora (CARVALHO, 1991), seguindo a orientação de outros observadores desta associação. 

Variáveis RV Tauri, são estrelas supergigantes alaranjadas - em sua maioria - que apresentam máximos e mínimos de brilho de intensidades diferentes, em ciclos superpostos. A variação pode chegar a três magnitudes e o período - medido entre dois mínimos consecutivos para estas variáveis - se situa entre 30 a 150 dias. Nesta categoria está incluída R Scuti, variável ideal para quem está começando, sendo uma das preferidas também pelos mais experientes. (PADILLA, 2001 e NAPOLEÃO, 2004). Desta forma então encontraremos na tabela 4 acima, efemérides geradas também pela AAVSO para o período 2015 – 2018, uma vez que sempre é bastante interessante o registro constante desta (e de outras também) variável.
Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em: 08 dez. 2014.

- ____________. Sky and Observers, Belo Horizonte; Agosto 2012: Disponível em: < http://skyandobservers.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.html> Acesso em 26 Jan. 2015.

- BURNHAM Jr, Robert. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23673-0 p. 2110.– Inc. New York – USA, 1978.

- AMORIM, Alexandre. REA/BRASIL, Florianópolis, Set. 2014. Disponível em <http://rea-brasil.org/cometas/13us10.htm>. Acesso em: 22 Abr. 2015.

- ____________. REA/BRASIL, Florianópolis, Set. 2014. Disponível em <http://rea-brasil.org/cometas/observ14q1.htm >. Acesso em: 22 Jul. 2015.

- ____________. Anuário Astronômico Catarinense 2015. Florianópolis: Ed: do Autor, 2014. 180p.
  
- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 11 Jan. 2015.

- PADILLA FILHO, Antonio. (2001. Rev. NAPOLEÃO, Tasso Augusto (2004) - REA/Brasil - <http://rea-brasil.org/variaveis/pmf1.htm> - Acesso em: 16 Jul. 2015.

- GREICIUS, Tony. NASA/JPL-DAWN - Mission Status Report 2015-238: http://www.nasa.gov/jpl/dawn-maneuvering-to-third-science-orbit - Acess in: 22 July 2015.

- TALBERT, Tricia.  NASA/ nasa.gov/ newhorizons - Acess in 22 July 2015. 

- BECK. Sara. J. AAVSO/vsots (July 16, 2010). Disponível em: http://www.aavso.org/vsots_delsct.  Acesso em:  09 Jul 2015.

- ____________. (June 20, 2011). Disponível em: http://www.aavso.org/vsots_rsct.  Acesso em:  16 Jul. 2015.

- NAPOLEÃO, Tasso Augusto. REA – Reporte nº 4. Dez. 1991 - Disponível para Download em: <http://rea-brasil.org/reportespdf/reporte04.pdf> Acesso em 16 Jul. 2015. 

- CARVALHO, Sérgio Lomonaco. [1991]. Correspondência pessoal.

- Manual para Observação Visual de Estrelas Variáveis - ISBN 1-878174-87-8. Ed. Português – set. 2011 – CEAAL, 70p. Disponível em: <http://www.aavso.org/sites/default/files/publications_files/manual/portuguese/PortugueseManual.pdf> - Acesso em 25 Mai. 2015.

A ocultação de Ancha (Theta Aquarii) pela Lua em 02 de agosto 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 02 de agosto próximo, a Lua -96% iluminada e uma elongação solar de 156°, ocultará a estrela Ancha (Theta Aquarii) de magnitude 4.1 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado numa grande extensão da superfície terrestre. 
 
Assim sendo, os observadores localizados no leste do continente africano (Angola, Benin, Burkina Faso, Gabão, Gana, Nigéria, São Tomé e Príncipe e Togo) e América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai), poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado nas tabelas 1 e 2 respectivamente.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange demais ilhas localizadas nos oceanos Atlântico e Pacífico.

Theta Aquarii 

Theta Aquarii também conhecida como Ancha, seu nome latino, que parece ter surgido na Idade Média, significa o quadril, pois ela está situada no quadril do aguadeiro (Mourão, 1987), e uma estrela gigante alaranjada de classe espectral G8III-IV que se encontra a 192 anos-luz do sol aproximadamente. A figura 3 abaixo apresenta maiores detalhes sobre esta estrela. 

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 08 dez. 2014.

- BURNHAM, Robert Jr. – Burnham´s Celestial Handbook (23567-X, 23568-8, 23673-0)– An Observer´s Guide to the Universe beyond the Solar System – Vol. One – Dover Publications, Inc. New York – USA, 1978. 

- Astronomical Software Occult v4.1.0.27 (David Herald - IOTA) - acesso em 19 dez. 2014.

- Cartes du Ciel - Version 3.8, Patrick Chevalley -  http://www.ap-i.net/skychart - acesso em 19/02/2013.

A ocultação de Urano pela Lua em 05 de agosto 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Na noite de 05 de agosto próximo, a Lua -69% iluminada e uma elongação do Sol 112°, ocultará o planeta Urano, magnitude 5.8 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado numa grande extensão do continente sul americano.

Desta forma os observadores localizados na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai, poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado na tabela 1 respectivamente.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange demais ilhas localizadas nos oceanos Atlântico (norte e sul) e Pacífico (sul).

Urano

Numa análise pessoal, creio que podemos creditar a descoberta de Urano em 13 de março de 1781 como um dos marcos iniciais na busca de objetos celeste dentro do Sistema Solar exterior, visto que o fantástico observador Sir William Herschel o identifica em mais uma observação através da ocular. Mencionado que vê um disco ligeiramente alongado (ângulo de fase de 3.0°); desta forma, o planeta Urano torna-se o primeiro descoberto com um telescópio. A imagem na figura 3 demonstra o quando ainda estamos aprendemos sobre esse fantástico planeta.

As ocultações de planetas pela Lua são fenômenos de rara beleza, onde seus registros constituem uma excelente oportunidade do astrofotógrafo, por exemplo, incrementar sua coleção, bem como ainda, ao astrônomo amador manter um registro significativamente importante desde que enviado para associações de pesquisas como a ALPO (Association Lunar and Planetary Observers), IOTA (International Occultation Timing Association) e no Brasil a REA (Rede de Astronomia Observacional).

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 08 dez. 2014.

- HERALD, David. Occult v 4.0.8.18, (IOTA). Disponível em <http://www.lunar-occultations.com/iota/occult4.htm>. Acesso em: 09 set. 2014. Windows 7/ Professional.

- VILLARD, Ray. News Release Number: STScI-2005-33, 22 Dec. 2005. Disponível em: <http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2005/33/text/> Acesso em 24 dez. 2014. 

- Cartes du Ciel - Version 3.8, Patrick Chevalley -  http://www.ap-i.net/skychart - acesso em 19 fev. 2013.

O asteroide (61) Danae em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 12 de outubro próximo, o asteroide Danae estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.009), quando então sua magnitude chegará a 11.3, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 
 
Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 61 Danaë foi descoberto em 09 de setembro de 1860 pelo astrônomo alemão Hermann Mayer Salomon Goldschmidt (1802 – 1866) no Observatório de Paris. Seu nome é uma alusão a Danae, filha de Acrísio, rei de Argos, e de Eurídice. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

O asteroide (15) Eunomia em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 03 de outubro próximo, o asteroide Eunomia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.697), quando então sua magnitude chegará a 7.9, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 
  
Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 15 Eunomia foi descoberto em 29 de julho de 1851 pelo astrônomo italiano Annibale De Gaspari (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. Seu nome é uma alusão a Eunomia, a uma das Horas, que personifica a ordem e a lei. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

O asteroide (4) Vesta em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 29 de setembro próximo, o asteroide Vesta estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.988), quando então sua magnitude chegará a 6.2, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 
  

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 4 Vesta foi descoberto em 29 de março de 1807 pelo astrônomo alemão Wilhelm Olbers (1758 - 1840) no Observatório de Bremen. Seu nome é uma alusão a Vesta, filha de Cronos e de Réia. Deusa da casa, particularmente do lar doméstico. Em Roma suas sacerdotisas (as Vestais) constituíam o corpo sacerdotal mais importante e também objeto do mais alto apreço. (Mourão, 1987).


Utilizando técnicas de mapeamento geológico uma equipe de 14 pesquisadores concluíram um mapeamento da superfície de (4) Vesta (figura. 1) usando dados fornecidos pela sonda Dawn (lançada em 27 de setembro de 2007). "A campanha de mapeamento geológico de Vesta levou cerca de dois anos e meio e os resultados obtidos com os mapas permitiram reconhecer uma escala de tempo geológico de Vesta para compará-lo a outros planetas" (Ciencia@NASA, 2014).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

- Ciencia@NASA. Science@NASA - Portal en idioma inglés. 13 Dez. 2014. Disponível em: <http://ciencia.nasa.gov/ciencias-especiales/17nov_vestamap/> - Acesso em 13 dez. 2014. 

O asteroide (45) Eugenia em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 17 de setembro próximo, o asteroide Eugenia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.120), quando então sua magnitude chegará a 11.2, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 
  
Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 45 Eugenia foi descoberto em 27 de junho de 1857 pelo astrônomo Herman Goldschmidt (1802-1866) no Observatório de Paris. Seu nome é uma homenagem a Eugênia de Montijo, esposa de Napoleão III. (Mourão, 1987). 

Conforme descrito na IAUC No. 8817, Marchis F. e M. Baek, da Universidade da Califórnia, em Berkeley; e P. Descamps, J. Berthier, D. Hestroffer, e F. Vachier do Institut de Mécanique Celeste et de Calcul des Efemérides, Paris, relatam a descoberta de um novo satélite em órbita de (45), Eugenia. O S/2004 (45) 1 foi detectado após análise cuidadosa de três observações coletadas com filtros de banda-K- utilizando o Very Large Telescope "YEPUN" e seu sistema de óptica adaptativa (NACO) em fevereiro 2004 14,15404, 15,14620 e 16,15435 UT, o satélite aparecendo numa  distância de cerca de "0,4 do primário num Ângulo de Posição (PA) 156, 321, e 124 graus, respectivamente.  Baseado num raio de brilho integrado  cerca de 7,9 entre o satélite e o primário, o diâmetro do S/2004 (45) 1 é calculado em cerca de 6 km.  O parâmetro orbital  do referido satélite apresenta uma massa para o sistema de acordo com a massa a partir dos estudos anteriormente conhecidos do satélite (45) Eugenia I (Petit-Prince;. cf IAUCs 7129, 7503).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

O asteroide (13) Egeria em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 15 de setembro próximo, o asteroide Egeria estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.026), quando então sua magnitude chegará a 10.7, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 
 
Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 13 Egeria foi descoberto em 02 de novembroo de 1850 pelo astrônomo italiano Annibale De Gaspari (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. Seu nome é uma alusão à ninfa romana Aricia, esposa de Numa, segundo rei de Roma. Este asteroide foi designado pelo astrônomo francês Joseph Urban Leverrier. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

O asteroide (9) Metis em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 06 de setembro próximo, o asteroide Metis estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.438), quando então sua magnitude chegará a 9.2, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 


Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 9 Metis foi descoberto em 26 de abril de 1848 pelo astrônomo irlandês Andrew Graham (1815 - 1848) no Observatório Markree. O seu nome é referência a Metis, primeira esposa de Zeus (Júpiter), uma feiticeira que lhe ofereceu uma poção mágica que Cronos, ao beber obrigou-a a devolver seus filhos. (Mourão, 1987).

Astrônomos chineses afirmam ter realmente fotografado um satélite de Metis girando em torno do asteroide com um período de 4,61 dias. A magnitude do satélite foi relatada ser mais fraca do que duas grandezas de Metis, e a separação angular foi de 1,2 segundos de arco, o que corresponde a 1100 km. Resultados semelhantes foram obtidos durante a ocultação de uma estrela secundária por astrônomos de Barquisimeto na Venezuela em 11 de dezembro de 1979. No entanto, os astrônomos americanos observaram Metis durante 1982 e 1983, quando na oposição do asteroide – a linha da Terra era perpendicular ao plano de rotação do satélite. Usando o Telescópio de Espelhos Múltiplos (Multiple Mirror Telescope) não encontraram nenhuma evidência de um satélite, mesmo sob excelentes condições de observação.

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.


- Sky & Telescope, 1981. 62, 545

Observación de Meteoros - Agosto 2015

CAMPAÑA DE LA SECCIÓN MATERIA INTERPLANETARIA
LIGA IBEROAMERICANA DE ASTRONOMÍA - LIADA

AGOSTO  2015

PERSEIDAS

El primer registro de esta lluvia de meteoros sucedió en agosto del año 36 después de nuestra era y fue hasta 1835 que se identificó como un fenómeno periódico que parecía brotar de la constelación Perseo, constelación visible para el hemisferio sur en el horizonte nor-este después de la media noche. Esta lluvia de meteoros es también conocida como “las lágrimas de San Lorenzo”. Su máxima actividad se produce entre el 10 y el 13 de agosto.

Las Perseidas es sin lugar a dudas una de las lluvias más importantes del año, asociado al también afamado cometa 109P/Swift-Tuttle. Este enjambre meteórico, con partículas no más grandes que un grano de arroz, es atravesado por la Tierra durante más de un mes, dado que se mantiene activo entre el 15 de julio y el 25 de agosto. Presentan una alta velocidad de 60 km/s, una partícula de apenas un gramo puede producir extraordinarios bólidos (meteoros muy brillantes) que nos deslumbran. La lluvia empieza suavemente a mediados de julio cuando la Tierra entra en los confines de la nube de desechos dejados por su cometa progenitor.

Entre el 10 y el 13 de agosto en el hemisferio norte las Perseidas pueden alcanzar 140 meteoros por hora en buenas condiciones atmosféricas con el radiante alto en el horizonte, en el hemisferio sur estos meteoros son visibles después de la media noche en la constelación Perseo pegados al horizonte nor-este y en menor cantidad al estar el radiante muy bajo la frecuencia horaria se reduce, aunque no por ello deja de ser un gran espectáculo. Solicitamos que se realice una observación continua por tantas horas como les sea posible las noches y madrugadas del 10, 11, 12 y 13 de agosto. 

Posición del radiante de las Perseidas del 10 al 13 de agosto.


Lluvias menores en agosto

Iota Acuáridas Sur (SIA) su máximo es el 4 de agosto con un promedio de 5 meteoros por hora.
Delta Acuáridas Norte (NDA) su máximo es el 9 de agosto con 4 meteoros por hora.
Kapa Cígnidas (KCG) su máximo es el 18 de agosto con 3 meteoros por hora.
Iota Acuáridas Norte (NIA) su máximo es el 20 de agosto con 3 meteoros por hora.
Eridánidas (ERI) su máximo es el 29 de agosto con THZ indeterminada.

Existen además tres radiantes muy interesantes: 
Alfa Ursa Mayóridas (hemisferio norte) que presentan un máximo entre el 13 y 14 de agosto con 5 meteoros por hora.
Tau Dracónidas el 2 de agosto con 10 meteoros por hora.
Bootidas observadas durante la campaña de las Perseidas, estas tres lluvias fueron detectadas por observadores experimentados puesto que se confunden con las Perseidas.

Estamos a su disposición para cualquier consulta.

Cielos Claros para todos.


Pável Balderas E. pavelba@hotmail.com 
Tarija-Bolivia
Coordinador General
Sección Meteoros 
LIADA 

Josep M. Trigo trigo@ieec.uab.es 
Barcelona-España
Co-coordinador
Sección Meteoros 
LIADA 

Observatório instala relógio de sol inédito no país

Nelson Travnik
nelson-travnik@hotmail.com
Observatório Astronômico de Piracicaba,SP - Brasil
Sociedade Astronômica da França

A nova atração é parte do Museu do Tempo que o Observatório Astronômico de Piracicaba/SP, órgão da Secretaria Municipal de Educação, estará oferecendo às escolas a partir de agosto.

Segundo o astrônomo Nelson Travnik, autor do projeto e construção, a idéia de um relógio do Sol com um canhão que dispara quando o Sol cruza o meridiano local, surgiu de uma visita feita ao Observatório de Paris em 2011. O projeto de fazer um semelhante afim de testar seu funcionamento, enriquecer o acervo do Observatório e propiciar mais uma atração nas visitas escolares, foi concretizado com sucesso. O primeiro modelo desse relógio foi feito na França por volta de 1800. Quando orientado corretamente, o canhão disparava ao meio dia. Segundo Travnik, a maior dificuldade encontrada foi o canhão modelo antigo, contornada contudo por uma doação do seu colega de São Paulo, Luigino Drioli. O trabalho de gravação foi executado em Americana por  Valdemar G. Terra Neto. O Observatório soma agora cinco relógios do Sol, cada um de um tipo diferente. 

LABORATÓRIO   A   CÉU   ABERTO

Pela gama de conhecimentos que proporciona, são até hoje largamente utilizados nas visitas aos observatórios e planetários.  Sua beleza estética, interesse, curiosidade que desperta nas pessoas e o valor pedagógico é inquestionável. Algumas escolas os possuem em suas unidades bem como estão presentes em praças, jardins e até em paredes de prédios e igrejas como vistos principalmente na Europa.  Ele é a mais antiga ferramenta do homem para medir o tempo, estabelecendo um calendário que permitiu conhecer  as épocas das estações do ano, imprescindível mesmo à sua sobrevivência nas latitudes elevadas. No Brasil o relógio do Sol mais antigo está na igreja de São Francisco Xavier,em Niterói, RJ,  fundada em 1572 pelo padre jesuíta José de Anchieta. 

MEDIR  O  TEMPO , UMA  ETERNA  PREOCUPAÇÃO

Impossibilitado de marcas as horas quando não havia Sol, surgem então os relógios de água, Clepsidra e os de areia, Ampulheta. Ninguém sabe exatamente quando surgiu o relógio mecânico e nem quem foi seu criador, mas é certo de que ele data do inicio do século XIV. O relógio de pendulo a partir de 1656, criado pelo astrônomo holandês Christiaan Huyghens (1629-1695), introduziu uma grande precisão nas medições do tempo. A seguir graças ao cronômetro de John Harrison (1693-1776), acertado com o meridiano de Greenwich (Londres), é que foi possível resolver o grande problema das navegações com a determinação das longitudes. Sempre na procura da precisão, aparecem os relógios digitais e a seguir os atômicos com uma precisão de tempo que chega ao nanosegundo ou seja, o milésimo do milionésimo de segundo e que funcionam com base na mecânica quântica. Graças a ele, largamente utilizados nas missões espaciais e em cálculos relativísticos, foi possível determinar que a Terra está mais lenta um segundo por ano. Anualmente   é feito um acerto entre a hora atômica e a hora astronômica. Em nosso País, a Hora Legal Brasileira é determinada por relógios atômicos instalados na Sala da Hora do Observatório Nacional do Rio de Janeiro/CNPq – MST.  Quem quiser saber a hora, com precisão, é só ligar para o Serviço da Hora: (21) 2580.6037.