segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O céu do mês – Fevereiro 2016

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Companheiros e companheiras das jornadas observacionais,

Ao reflexo do mês anterior, este período também promete uma ótima temporada de eventos celeste bastante prolífico a observação celeste. Os registros de imagens e as fotografias do céu que costumeiramente vem apresentando nos sites voltados à disseminação da astronomia e seus diversos canais de informação vêm comprovando o quanto esses registros de imagens são importantes. Desta forma também e logo no início deste período, a Lua, o diminuto Mercúrio e o brilhante planeta Vênus, juntar-se-ão novamente numa conjunção matutina em 06 de fevereiro próximo. Zubenelhakrabi será uma ótima oportunidade quanto ao registro das ocultações de estrelas pela Lua, uma vez que brindará suas ocultações por 2 vezes neste período, seno que na primeira oportunidade o continente africano será a melhor região e na segunda, América Central e região do Hawaii no oceano pacífico poderão acompanhar esse evento. Já na segunda quinzena deste período, observadores no hemisfério norte além de poderem novamente acompanhar nova ocultação da brilhante Aldebarã e outras brilhantes estrelas da constelação do Touro. A Lua novamente será um grande facilitador para a identificação das estrelas Spica e também do planeta Marte ao fim deste período. Relembrando então algumas constelações já mencionadas nestes posts mensais, lembrei-me da história de Apolo que, com vontade de tomar água, pediu a um corvo para buscar numa taça de uma fonte natural. Como não obteve sucesso ele colocou o Corvo no seu como castigo e também a Taça, nosso ponto celeste de apreciação deste mês que revelará algumas boas surpresas. Noites estreladas para todos!

Nota:

Às 00:00h (Hora de Brasília) do dia 21 de fevereiro próximo, termina o Horário de Verão em parte do território brasileiro, que esteve em vigor nas regiões determinadas pelo Decreto n° 6.558 de 08 de Setembro de 2008.

Assim sendo, as regiões afetas: a) – SUL, estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná; b) SUDESTE, estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais e, c) CENTRO-OESTE, estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, retornam para o Fuso de -03:00 (UTC = Tempo Universal Coordenado).

Notícias da AWB (Astronomers Without Borders)

Algumas das mais belas astrofotografias disponíveis no mundo agora estão disponíveis para venda na loja da AWB, uma vez que astrofotógrafo Babak Tafresh fez a doação de algumas impressões fotográficas 18" x 12" (45 cm x 30 cm) para arrecadação de fundos para os programas internacionais da AWB. Fundador da organização astrofotográfica internacional The World At Night (TWAN). Babak (abaixo na figura 2 com o astrônomo amador Kleber Ribeiro do CEAMIG - Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais) também é um jornalista freelance de ciência e divulgador da astronomia utilizando todas as mídias. 

Em 2009 (IYA 2009), ele recebeu o Prêmio Lennart Nilsson, o mais reconhecido no mundo para a fotografia científica, por sua contribuição global para a fotografia do céu noturno. Atualmente, ele faz parte do Conselho de Administração da AWB.

Exoplanetas nomeados pela IAU

Nomes de Deuses, monstros e cientistas. Esse foi o resultado final da votação publica mundial realizada pelo WG Public Naming of Planets and Planetary Satellites (Grupo de Trabalho de Nomeação de Planetas e Satélites Planetários) da União Astronômica Internacional (IAU). Você poderá encontrar a listagem dessas 14 estrelas e também dos 31 novos nomes (figura. 3) e até fazer seu download através do link: http://nameexoworlds.iau.org/names.

Ocultações de estrelas pela Lua (Diurnas)

Rho Sagittarii

Em 06 de fevereiro a Lua -6% iluminada e com a elongação solar de 28°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral F0III/IV. Esse evento poderá ser observado de forma diurna na região setentrional do continente africano e também nas regiões norte e nordeste da América do Sul; entretanto regiões do mar do caribe e também parte da região insular da América Central, poderão acompanhar esse evento durante o crepúsculo matutino, antecedendo o nascer do Sol, de acordo com a figura A, apresentada no quadro 1.

Zaniah (eta Virginis)

Em 25 de fevereiro, a Lua -94% iluminada e uma elongação solar de 151° ocultará a estrela Zaniah (eta Virginis) de magnitude 3.9 e tipo espectral A2IV. Esse evento poderá ser observado de forma diurna em grande parte da América do Sul, sendo que no oceano pacífico o evento ocorre ainda durante o período noturno chegando sua visibilidade as Ilhas do Hawaii conforme a figura B, apresentada no quadro 1. 

Ocultações de estrelas pela Lua (Noturnas)

Zubenelhakrabi (Gamma Librae) 

Em 02 de fevereiro, a Lua -39% iluminada e uma elongação solar de 78º ocultará a estrela Zubenelhakrabi (Gamma Librae) de magnitude 3.9 e tipo espectral G8.5III. Esse evento poderá ser observado no Oeste da África e Atlântico Norte (Praia - Cabo Verde) de forma noturna, sendo nas regiões equatoriais e costa leste do oceano Índico este evento ocorrerá na parte diurna, conforme a figura A, apresentada no quadro 2. 

Entretanto em 29 de fevereiro novamente, a Lua -63% iluminada e com uma elongação solar de 105º ocultará Gamma Librae. Esse evento então poderá ser observado de forma diurna na América Central e em grande parte da região norte do Oceano Pacífico chegando sua visibilidade nas Ilhas do Hawaii já dentro da faixa noturna de acordo com a figura B, apresentada no quadro 2.

A Ocultação Diurna de Dabih Major (beta Capricorni) em 07 de fevereiro

Em 07 de fevereiro a Lua -2% iluminada e com uma elongação de 15°, ocultará a estrela Dabih Major (beta Capricorni) de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado de forma diurna ao Sul do continente africano (África do Sul) e também na região austral da América do Sul (Argentina e Chile) conforme demonstra a figura no quadro 3.

As circunstâncias gerais de visibilidade para algumas das principais localidades destas regiões estão apresentadas na tabela 2 abaixo.

As ocultações de Hyadum II, Theta2 Tau e Aldebaran em 16 fevereiro

Em 16 de fevereiro próximo, as brilhantes estrelas da constelação de Touro Hyadum II, Theta2 Tau e Aldebaran serão ocultadas pelo disco lunar se seguinte sequencia: 

Hyadum II (delta 1 Tauri)

A Lua 59% iluminada e com a elongação solar de 100°, ocultará delta 1 Tauri de magnitude 3.8, classe e tipo espectral K0-IIICN0.5, sendo este evento visível numa estreita região austral da América do Sul (Argentina e Chile) conforme apresentado na figura A do quadro 4, bem como ainda as circunstâncias gerais de visibilidade para algumas das principais localidades desta região estão apresentadas na tabela 3 abaixo.

Theta 2 Tauri

A Lua então +60% iluminada e com a elongação solar de 101°, ocultará a brilhante estrela theta 2 Tauri de magnitude 3.4 e tipo espectral A7 III. Desta forma evento poderá ser observado no norte e nordeste da Ásia de forma diurna sendo que na região das Ilhas Aleutas e mar de Bering ela ocorre durante o crepúsculo matutino; entretanto regiões ao norte dos Estados Unidos e em todo o Canadá, esse evento ocorre em período noturno de acordo com a figura B, apresentada no quadro 4.

Aldebaran (alpha Tauri)

Novamente marcará este mês novamente a nova ocorrência da ocultação da brilhante estrela Aldebaran de magnitude 0.9 e tipo espectral K5+III que ocorrerá em 16 de fevereiro com a Lua +61% iluminada e com a elongação solar de 103°. Nesta oportunidade então o evento poderá ser acompanhado em partes da América do Norte e norte do Oceano Pacífico; entretanto em grande parte da Ásia esse evento poderá ser acompanhado durante a fase diurna de acordo com o apresentado na figura C do quadro 4.

Lambda Geminorum

Em 19 de fevereiro a Lua então -88% iluminada e com a elongação solar de 139º, ocultará a estrela lambda Geminorum de magnitude 3.6 e tipo espectral A3V. Esse evento poderá ser observado no norte da América do Norte conforme demonstra a figura D, apresentada no quadro 4.

Zavijava (Beta Virginis) 

Em 24 de fevereiro a Lua -96% iluminada e com uma elongação solar de 158 º ocultará Zavijava de magnitude 3.6, classe e tipo espectral F9V. Esse evento então poderá ser observado de forma diurna na região sul do oceano pacífico próximo à Nova Zelândia, Nova Caledônia e regiões adjacentes; entretanto em território australiano e sudoeste da Ásia este evento poderá ser observado no período noturno conforme demonstra a figura E, apresentada no quadro 4.

Apami-Atsa (Theta Virginis)

Em 26 de fevereiro a Lua -88% iluminada e com uma elongação solar de 139º ocultará Apami-Atsa (Theta Virginis) de magnitude 4.4, classe e tipo espectral A1. Esse evento então poderá ser observado de forma diurna na América Central sendo que na região central da América do Norte ele ocorrerá dentro do crepúsculo matutino e na região oeste dos Estados Unidos, Canadá e extremo nordeste da Ásia ele poderá ser acompanhado no período noturno conforme demonstra a figura E, apresentada no quadro 4. Os registros de ocultação desta estrela apresentam-se como altamente interessante, uma vez que se trata de um sistema múltiplos de estrelas de acordo com a figura 4 abaixo.
 
No Sistema Solar!

Nós até poderemos por alguns instantes pensar que nas primeiras horas do início deste mês, somente o gigantesco planeta Júpiter (magnitude -2.4) estará roubando o cenário celeste; você não estará enganado! Júpiter que terá sua magnitude estimada em -2.5 até o final deste mês uma vez que também está aumentando gradativamente seu diâmetro aparente; prenúncio de que estamos muito próximos de sua oposição que ocorrerá no próximo mês. Voltaremos ainda a falar mais um pouco desse gigantesco planeta e seu conjunto de satélites naturais. Depois desse espetáculo, nós não precisaremos esperar muito, pois a Lua (mag. -10.9) e o planeta Marte (neste momento, com sua respectiva magnitude estimada em 0.8) na constelação de Libra, estarão cerca de 3º Sul da Lua. A brilhante Zubenelgenubi uma subgigante branco-azulada de magnitude 2.7, classe e tipo espectral A3IV que nesta constelação,  poderá ser facilmente localizada próximo ao disco do planeta Marte que aumentando também suas respectivas elongações pronunciando mais uma excepcional oposição que ocorrerá em maio próximo. 

O primeiro sábado deste mês estará encantando foliões carnavalescos, madrugadores e astrofotógrafos atentos com mais um belo alinhamento celeste na manhã do dia 06 de fevereiro, quando então novamente a Lua (magnitude -7.0 e -6.5% iluminada), o brilhante planeta Vênus (-4.0) e o ligeiro Mercúrio (0.5) todos com visibilidade matutina neste período, estarão na constelação de Sagittarius conforme apresenta a figura 5 abaixo; importante ainda mencionar que Mercúrio estará em sua máxima elongação (25,6° Oeste) nesta data, sendo seu afélio previsto para o dia 21 quando então este planeta encontrar-se-á cerca de 0.46665 ua do Sol.

Um fato de menção importante. Quando destacamos o alinhamento planetário de 07 de janeiro passado, o atento observador Hélio de Carvalho Vital novamente utilizando uma câmera SX60 HS Canon PowerShot, na cidade do Rio de Janeiro-Brasil, registrou Vênus e Saturno em 09 de janeiro às 07:45 (Tempo Universal); A separação angular aparente entre os dois planetas era de apenas 11 minutos de arco (VITAL, 2016) como podemos apreciar na galeria fotográfica da figura 6 abaixo.

Saturno neste mês, também estará aumentando suas respectivas elongações e poderá ser facilmente localizado na constelação de Ophiuchus (Serpentário) com sua respectiva magnitude em torno de 0.5 conforme podemos vislumbrar na tabela 4 abaixo. Segundo as efemérides ele estará atravessando lentamente essa região do céu, permanecendo lá durante todo o ano de 2016.

Urano nesta época ainda poderá ser observado na primeira parte da noite, mas agora com sua respectiva magnitude visual estimada em 5.9, continua sendo uma ótima referência para sua correta identificação em meio as brilhantes estrelas da constelação de Peixes a brilhantes 73 Psc (mag. 6.0) WW Piscium (mag. 6.1) e agora acrescento outra: 80 Piscium (Epsilon Psc) de magnitude 5.5, classe e tipo espectral F2V. As observações de Netuno (magnitude 8.0) e do planeta anão (1) Ceres (mag. 9.2) ficarão bastante comprometidas nesta época em virtude da proximidade de sua conjunção com o Sol (AMORIM, 2015). Essas condições somente voltarão a ficarem favoráveis na segunda quinzena de março próximo uma vez que ambos estão localizados na constelação de Aquarius. O longínquo e distante (134340) Plutão na constelação de Sagittarius agora terá sua visibilidade matutina; antecedendo ao nascer do Sol suas respectivas elongações voltam a aumentar, entretanto sua magnitude de 14.2 somente faz com que ele possa de alguma sorte ser identificado em equipamentos óticos de médio e grande porte. 

Sol = O quadro 5 abaixo, apresenta alguns elementos úteis a observação solar neste mês como: e (P.H) = Paralaxe Horizontal, (PO°) = Ângulo de Posição da extremidade Norte do disco solar, (+) E; (-) W, (BO°) = Latitude heliográfica do centro do disco solar (+) N; (-) S, (LO°) = Longitude heliográfica do meridiano central do Sol e ainda, (NRC) Número de Rotação Solar de Carrington da série iniciada em novembro 1853 9,946.

Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 7.

A ocorrência das apsides lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Perigeu ocorrendo em 11/02 às 02:43 (UT = Universal Time), as quando a Lua estará cerca de 364.357 km do centro da Terra e Apogeu ocorrendo em 27/02 às 03:29 (UT = Universal Time), quando a Lua estará cerca de 405.382 km do centro de nosso planeta; em 08/02 juntamente a fase nova, ocorrerá o início da lunação de número 1152.

Os eventos mútuos dos satélites galileanos

Voltemos novamente nossa atenção ao planeta Júpiter e seus principais satélites naturais, uma vez que nestes próximos meses teremos uma grande quantidade de eventos mútuos entre satélites e envolvendo também o próprio disco Joviano. Desta forma procurei simplificar ao máximo essas informações que estão apresentadas na tabela 5.
 
Eventos mútuos

O principal evento do dia 19 de fevereiro será o início do trânsito de Io às 8h09.5m (UT); entretanto Europa terá  terminado seu trânsito pelo disco Joviano 8h16.9m (UT), este fato fará com que por cerca de 6.6 minutos, teremos evento mutuo envolvendo estes 2 satélites (Io e Europa) com uma sombra (de Io) na frente do disco de Júpiter.

Já os principais eventos que ocorrerão em 29 fevereiro ocorrerão na seguinte sequência: 20h32.4m (UT) a sombra do satélite Europa, fará imersão no disco de Júpiter, já 20h56.4 será o próprio satélite que estará iniciando seu trânsito pelo disco Joviano; às 22h33.7m (UT), a sombra do satélite Io inicia sua imersão em frente ao disco de Júpiter; neste instante poderá ser observado em frente ao disco do planeta o trânsito simultâneo das sombras de Io e Europa; sendo que às 22h45.0m (UT) será o próprio satélite Io inicia seu trânsito pelo disco Joviano. Serão 23h21.1m (UT) quando a sombra de Europa fará a emersão de sua sombra do disco Joviano, entretanto Io e sua sombra continuam atravessando o disco Joviano o que será finalizado já após 00h49.6m (UT) portanto já 01 de março. A duração prevista para este evento de múltipla sombra, está estimada em cerca de 48 minutos.

Asteroides

Neste mês teremos uma boa quantidade de asteroides em oposição. Isto e o que indica as páginas listadas no Almanaque Astronômico Brasileiro de 2016 (download livre em: http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf), sendo que todos eles estão bem dentro do alcance de nossos instrumentos e também em áreas bastante conhecidas da esfera celeste, desta forma em 05 de fevereiro (40) Harmonia estará localizado muito próximo a estrela Xi Cancri (mag 5.1) uma gigante amarela de tipo espectral G8.5III (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/yt4S52); a fase lunar também favorecerá as observações de (80) Sappho (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/vmhfD6) muito próximo a estrela 22 Hya (Theta Hydrae) uma estrela branca da sequência principal de magnitude 3.8 e classe espectral A0V; (97) Klotho (carta de busca e efemérides disponíveis em:  http://goo.gl/fV6B5t) quando então 2 Leo (de magnitude 5.4, classe espectral G1V) e 10 Leonis (de magnitude 5.0 e classe espectral K1III) essa uma gigante alaranjada serão ótimas referências para sua localização e também (52) Europa (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/s9hi7o); 30 leonis (de magnitude 3.5 e classe espectral A0Ib) uma supergigante branca menos luminosa e 16 Leonis (de magnitude 5.3 e classe espectral M1III) uma gigante vermelha facilitarão sua identificação. A fase lunar ainda estará favorável quando então (5) Astraea (que teve seu periélio em 31 de janeiro último) estará em oposição em 15 de fevereiro próximo (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/Jb2AEo), esta simples consulta já indicará que Regulus (aquela estrela branca azulada e brilhante) de magnitude 1.3 e classe espectral B7V será a referência para localização deste brilhante asteroide, quando sua magnitude então estará estimada em 8.7. Embora já tenhamos passado a fase  lunar cheia, um bom equipamento ótico de médio porte será mais que suficiente para identificarmos em meio às estrelas da constelação de Hydra o asteroide (25) Phocaea, (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://skyandobservers.blogspot.com/2016/02/o-asteroide-25-phocaea-em-2016.html); então 39 Hydrae (magnitude 4.1 e classe espectral G7III) uma gigante amarela e também 38 Hya (Kappa Hydrae) de magnitude 5.0, classe espectral B5V de coloração azul serão uma boa referência a essa localização.

Cometas

C/2013 US 10 CATALINA

Os excepcionais registros fotográficos realizados por observadores do hemisfério setentrional mostram o quando este cometa está despertando a atenção dos observadores; embora desfavorável os observadores do hemisfério austral, o cometa  C/2013 US 10 CATALINA permanecerá todo este mês na constelação de Camelopardalis (Cam), mesmo assim apresentamos as efemérides para esse período na tabela 6 abaixo.

CONSTELAÇÃO:

Crater 

Novamente voltemos à história mitológica do Deus Apolo mandou para o céu como castigo um Corvo, e juntamente com ele uma taça (Crater) e uma Hidra (Hydra). Em maio de 2014, tivemos a oportunidade mencionar naquele post mensal (veja em: http://goo.gl/KmQ1l0) a história deste corvo, sendo que agora nossa atenção prender-se-á na Taça (Crater) figura 8 abaixo, sendo que oportunamente mencionaremos também a Hidra. Mas será mesmo essa região totalmente desprovida de interesse para observações mais acuradas? Creio que não.

Constelação austral compreendida entre as ascensões retas de 10h48min e 11h54min, e as declinações de -6,º5 e -24,º9. Limitada ao sul pela constelação de Hydra (Hidra Fêmea), a oeste por Hydra e Sextans (Sextante), ao norte por Leo (Leão) e Virgo (Virgem) e a leste por Corvus (Corvo), ocupa uma área de 282 graus quadrados. Suas seis estrelas mais brilhantes lembram realmente uma taça. Seu nome designa a Taça utilizada pelo Corvo (Veja Corvus); Taça. (MOURÃO, 1987). 

Vamos conhecer um pouco mais essa região celeste. Embora a estrela mais brilhante desta constelação seja Delta Crt de magnitude 3.5 e classe espectral G9III, uma gigante amarela; Alkes (Alfa Crateris), uma gigante alaranjada de magnitude 4.0 e classe espectral K0IIIb será ainda a terceira estrela mais brilhante dessa região. Antecedendo a ela teremos Gamma Crt, uma estrela branca da sequência principal de magnitude 4.0 e classe espectral A7V(n) sendo um pouco mais brilhante. Na realidade essa é um sistema múltiplo de estrelas; entretanto disponível somente os dados de magnitude da secundária está estimada em 7.9.

Beta Crateris e uma estrela subgigante branca de magnitude visual estimada em 4.4 e classe espectral A2IV, sendo que sua distância ao Sol é estimada em cerca de 339 anos luz de distância. Zeta Crt, uma gigante amarela de magnitude 4.7 e classe espectral G8.5III que encontra-se um pouco mais distante do Sol (354 al) e também uma binária entretanto somente resolvida com telescópios da classe 1.00 metro de abertura. Binária também é Theta Crt de magnitude 4.7 e classe espectral B9V, uma azul da sequencia principal cujo par já foi observado em grande telescópios, mas que foi classificada (WDS, 2014) como provavelmente óptico, muito fraca. Epsilon Crt por sua vez, de magnitude visual 4.8 e classe espectral K5III é uma estrela gigante alaranjada, cuja distância estimada ao Sol e de cerca de 374 anos luz e Eta Crt de magnitude visual estimada em 5.1, classe espectral A1III e uma gigante branca uma pouco mais próxima, cerca de 250 anos-luz de distância.

Objetos de Céu Profundo em Crater

E bem frequente que em uma breve visualização de uma carta celeste, olharmos essa região celeste e imaginar que ela está desprovida de objetos celestes plasticamente belos e que os existentes não estão acessíveis aos instrumentos óticos de pequeno porte. Entretanto a constelação de Crater guarda algumas boas surpresas aos observadores proprietários de telescópios com aberturas ótica instrumental entre 15, 20 ou 30 centímetros, condições excepcionais de céu e sobretudo, que estejam bem afastados dos efeitos danosos da poluição luminosa. A magnitude visual desses objetos podem num primeiro momento até causar algum desânimo. Entretanto há algumas galáxias espirais existentes (imagens apresentadas no quadro. 6 abaixo), naquela região celeste, que serão alguns dos objetos Deep-Sky que trataremos em seguida.

NGC 3672

Com um telescópio de 15 centímetros, esta galáxia é uma névoa fraca e difusa. O baixo brilho superficial do halo é de cerca de 2’x 1’’, elongado no sentido N-S. É muito mais brilhante com 25 centímetros, mostrado como um eixo alongado no ângulo de posição de 10 graus, com um núcleo estelar. Já com 30 centímetros de abertura, mostra uma grande oval com uma concentração fraca e uniforme para um núcleo tênue. Em geral, o halo estende-se a 3’.25 x 1’.2. Com 250 vezes de aumento, a parte central é de aproximadamente 2’x 0’.9 e parece assimétrica, com o lado Sul se estendendo mais que o Norte. (LUGINBUHL e SKIFF, 1998). Sua magnitude visual e estimada em 11.4, Brilho superficial 13.5 e suas coordenadas são: AR (Ascensão Reta)= 11h25m50.24s e Decl (Declinação): -09º 53’ 25.6” (J2000.0). 

NGC 3513

Localizada a 11’ SE da NGC 3511, com aberturas de 15 centímetros está galáxia apresenta-se apenas uma fraca névoa circular sem brilho central. Já com abertura de 25 centímetros, a galáxia forma um triângulo com duas estrelas de magnitude 9.5 ao S e SO. O halo é 2’x 1’ elongado no sentido SE-NO e contém um núcleo estelar. Uma tênue estrela é visível no lado leste a 1’.9 do centro. Ela aparece com cerca de 1’.5 de diâmetro com abertura de 30 centímetros (LUGINBUHL e SKIFF, 1998). Sua magnitude visual e estimada em 11.5, Brilho superficial 13.4 e suas coordenadas são: AR (Ascensão Reta)= 11h04m 36.86s e Decl (Declinação): -23º 20’ 18.7” (J2000.0).

NGC 3511

Com abertura de 15 centímetros, esta galáxia possui um baixo brilho superficial e é difícil de ver. O halo é uma faixa elongada, aproximadamente no sentido L-O, de 2'.5 x 1 de dimensão. A galáxia ampla e tênue é de 4'x 1' com 25 centímetros de abertura, alongada em um ângulo de posição de 75 graus. Um "stellaring" é visível ao norte do centro, e uma estrela de magnitude 12.5 acha-se a leste. Com 30 centímetros, é mostrado em 5'x 1' com uma ampla parte central e sem núcleo. Três estrelas (incluindo as magnitudes 12.5) são visíveis na nebulosa: em ordem decrescente de brilho, elas acham-se a 1’.7 E, 2’.1 OSO e 35" NE do centro. (LUGINBUHL e SKIFF, 1998). Sua magnitude visual e 11.0; Brilho superficial 13.5 e suas coordenadas são: AR (Ascensão Reta)= 11h04m 12.91s e Decl (Declinação): +23º 10’ 19.9” (J2000.0).

NGC 3637

A galáxia NGC 3637 encontra-se a 3’ NE de uma estrela de magnitude 6.5. Com abertura de 15 centímetros, a NGC 3637 aparece como um ponto pequeno, mas facilmente visível. É um contorno circular e concentrado para um núcleo estelar fraco. Já com 25 centímetros, a estrela de magnitude de 6.5 possui um tom avermelhado, e a galáxia parece um pouco elongada no sentido NE-SW. Com 30 centímetros de abertura, aparece com um diâmetro de 1’.5 de diâmetro; o halo circular é abruptamente concentrado em um pequeno centro intrincado, com cerca de 20" de diâmetro, mas nenhum núcleo é discernível. Diferentemente do núcleo, o halo exibe muito pouca concentração e parece achatado no lado SE. Apenas 1’.7 NW da estrela brilhante, com 25 centímetros mostrará a NGC 3636 como um ponto circular uniformemente brilhante com cerca de 45" de diâmetro. A estrela brilhante interfere com a visualização num equipamento de 30 centímetros. O pequeno objeto é de cerca de 50" de diâmetro e tem ainda uma concentração moderada e uniforme para um núcleo estelar. (LUGINBUHL e SKIFF, 1998). Sua magnitude visual 12.7, Brilho superficial 13.6 e suas coordenadas são: AR (Ascensão Reta)= 11h21m 32.16s e Decl (Declinação): -10º 20’ 24.8” (J2000.0).

IC 2627

Ao ser observada com abertura de 30 centímetros, este objeto mede cerca de 1’.5 x 1' em ângulo de posição de 90 graus, com um leve brilho granular ao centro. Vários "stellarings" aparecem nas regiões médias, mas nenhum é visto centralizado ou é suficientemente proeminente para ser um núcleo. (LUGINBUHL e SKIFF, 1998). Sua magnitude visual 11.0, Brilho superficial 13.9 e suas coordenadas são: AR (Ascensão Reta)= 11h10m 43.05s e Decl (Declinação): -23º 49’ 20.2” (J2000.0).

NGC 3571

Esta galáxia é fraca, mas claramente visível com aberturas a partir de 15 centímetros, com cerca de 6’ Sul de uma estrela de magnitude  13.5. Com 75 vezes de aumento, é elongada no sentido E-O. Com 30 centímetros, o halo se estende a 2’.75 x 1’ em um ângulo de posição de 90 graus. É bem moderadamente e uniformemente concentrada para as regiões internas alongadas e com um núcleo estelar tênue.  Com aumentos na ordem de 250 vezes, a parte interna de 30" é intrincada ao longo do eixo maior (LUGINBUHL e SKIFF, 1998). Sua magnitude visual 11.0, Brilho superficial 13.1 e suas coordenadas são: AR (Ascensão Reta)= 11h12m19.49s e Decl (Declinação): -18°22 '21.5" (J2000.0).

Nota

"Um "stellaring" é qualquer manifestação parecida com estrela que aparece sobre a superfície de um objeto nebuloso. Em galáxias, podem ser estrelas verdadeiras da Via Láctea sobrepostas sobre ela, ou uma nuvem estelar brilhante ou região HII dentro da galáxia que parece estelar devido ao modesto poder telescópico em uso". (AAAA, 2016).

Estrelas Variáveis em Crater

A constelação de Crater também tornar-se-á uma boa oportunidade para os observadores de estrelas variáveis e novamente a seleção abaixo, são oriundas das circulares obtidas junto a AAVSO (American Association of Variable Stars Observers) bem como também, uma análise na listagem de estrelas variáveis para aquela região celeste e cujas efemérides para os próximos períodos entre máximos e mínimos encontraremos no quadro 7 abaixo.

Como podemos facilmente concluir, a fonte generosa que representa essa região celeste ilustra muito bom o que poderemos observar, dessa forma o nosso incentivo às observações astronômicas e para as mesmas sejam reportadas aos diversos institutos e associações e um pedido constante. Eu tenho certa que este mês de fevereiro será um período muito promissor aos observadores que não perderão as oportunidades elencadas acima, ou mesmo não deixarão que alguma condição climática adversa seja a causa de desânimos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. 115p. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.

- BURNHAM Jr, Robert. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23568-8 p. 723/725.– Inc. New York – USA, 1977.

- AMORIM, Alexandre. Anuário Astronômico Catarinense 2016. Florianópolis: Ed: do Autor, 2015. 182p.
  
- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- ALMEIDA, Guilherme de. RÉ, Pedro. Observar o Céu Profundo. ISBN-972-707-278-X. Ed. Plátano Edições Técnicas, 1ª Edição, Julho 2000; Lisboa Portugal. 339p.

- YOUR SKY – Available in: <http://www.fourmilab.ch/yoursky/catalogues/starname.html> - Acess in: 05 Ago. 2014.

- Washington Double Star Catalog (WDS) - Double Star Database. Available in < http://stelledoppie.goaction.it/index2.php?iddoppia=56064 > – Acess in: 17 Jan. 2016.

- AAVSO. LPV Circular for Dec 23, 2015 to Jan 22, 2016! [E-Mail]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br 22 Jan. 2016, 01:21 (PM).

- AWB. Newsletter January 13, 2016 [E-Mail] Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br  14 Jan. 2016 1:37 (AM). 

- LUGINBUHL. Christian B; SKIFF. Brian A. - Observing Handbook and Catalogue of Deep-Sky Objects. Cambridge University Press. 1998 - ISBN: 9780521625562.

- AAAA (Home Page). Available in: <http://www.astromax.org/aa02801.htm> - Acess in 23 Jan 2016

- IAU (International Astronomical Union) - Available in: <http://nameexoworlds.iau.org/names> - Acess in: 22 Jan. 2016.

- The Sky.Org - Available in: <https://in-the-sky.org/data/data.php> (Webmaster: © Dominic Ford). Acess in:  21 Jan 2016.

- O'MEARA, Stephen James. MOORE, Patrick - The Caldwell Objects - Cambridge University Press / S&T, 2002. Disponível para Download em: <http://akclas.ru/books/caldwell.pdf> - Acesso em 29 Abr 2015.

- VITAL, Hélio Carvalho. Imagens da Conjunção Próxima de Vênus e Saturno! E-Mail [Personal Communication]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br 10 Jan. 2016, 05:57 11:06 (AM).

O asteroide (25) Phocaea em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 25 de fevereiro próximo, o asteroide Phocaea estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.954), quando então sua magnitude chegará a 12.2, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 25 Phocaea foi descoberto em 06 de abril de 1853 pelo astrônomo pelo astrônomo francês Jean Chacornac (1823 – 1873) no Observatório de Marselha. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. 115p. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.


O asteroide (28) Bellona em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 07 de março próximo, o asteroide Bellona estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.061), quando então sua magnitude chegará a 10.1, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 28 Bellona foi descoberto em 01 de março de 1854 pelo astrônomo alemão Robert Luther (1822 - 1900) no Observatório de Düsseldorf. Seu nome é alusão à deusa da guerra Bellona, esposa de Marte, assim designado em virtude da guerra da Criméia (1854 - 1853) pelo astrônomo J. E. Encke; Belona. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. 115p. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.


O asteroide (37) Fides em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 09 de março próximo, o asteroide Fides estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.000), quando então sua magnitude chegará a 10.6, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 
  

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 37 Fides foi descoberto em 5 de outubro de 1855 pelo astrônomo alemão Robert Luther (1822 - 1900) no Observatório de Dusseldorf. Seu nome é uma homenagem a Fides, deusa romana da paz e da honestidade (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.


O asteroide (10) Hygiea em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 15 de março próximo, o asteroide Hygiea estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.423), quando então sua magnitude chegará a 9.4, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 10 Hygiea foi descoberto em 12 de abril de 1849 pelo astrônomo italiano Annibale De Gaspari (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. Seu nome é uma alusão à deusa da saúde, filha de Esculápio (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.


O asteroide (6) Hebe em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 17 de março próximo, o asteroide Hebe estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.638), quando então sua magnitude chegará a 9.8, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 
 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 6 Hebe foi descoberto em 01 de julho de 1847 pelo astrônomo amador alemão Karl Ludwig Hencke (1793 - 1866) no Observatório de Dricsen. Seu nome é uma homenagem à deusa da juventude, Hebe, filha de Júpiter e Juno. Hércules a esposou no céu. O nome foi proposto pelo astrônomo Gauss. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. 115p. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.


Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu: o que estamos aprendendo?

Janeiro 2016

Aléxia Lage de Faria
alagef@gmail.com

“Vejo uma certa ordem no universo, e a matemática é uma maneira de fazê-la visível.” 
May Sarton (1912-1995)

O Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu tem como objetivo criar e manter a cultura da observação e reconhecimento da esfera celeste entre os associados recém-ingressos nos quadros do CEAMIG – Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CAMPOS, 2014). Os membros se reúnem aos sábados para estudo teórico e/ou prático e mensalmente realizam observações, quando as condições do tempo assim permitem. 

Durante as reuniões do grupo, realizadas no período de 20/12/2015 a 23/01/2016, os seguintes tópicos foram estudados:
1º - Técnicas de observação: campo visual, turbulência atmosférica e as observações astronômicas (em andamento).

2º - O céu profundo: aglomerados globulares e nebulosas (em andamento).

Na parte prática, foi iniciado formalmente o Programa Observacional de Nebulosidade – PON, em 1°de dezembro de 2015. Os resultados que serão apresentados, referem-se, portanto, à coleta de estimativas realizadas durante todo o mês de dezembro de 2015. 

E o que estamos aprendendo no Programa Observacional de Nebulosidade?

. O objetivo deste programa é diariamente estimar a nebulosidade do céu, em percentagem (%), em uma determinada área, e sempre no mesmo horário. Ao final, serão calculadas as médias individuais mensais do índice de nebulosidade e, por fim, a média geral do índice para cada mês do ano. 

. As estimativas, embora sejam coletadas em bairros distintos, são todas realizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

. A metodologia empregada é bastante simples e composta pelos seguintes passos:

1. Utilizando a Folha de Registro, conforme mostrado na Figura 1, preencher o cabeçalho informando o Nome do Observador, o Horário da Observação em Tempo Universal (TU), Ano, Latitude, Longitude e Altitude (em metros) do local de observação.
 
Figura 1 - Folha de Registro do Programa Observacional de Nebulosidade.
Fonte: CEAMIG, 2015.

2. Para cada dia do mês, à mesma hora (com tolerância de ±15 minutos), estimar em percentagem (%) a nebulosidade do céu, sempre no mesmo local, e anotá-la na Folha de Registro. Exemplo: 100% = céu totalmente encoberto.

3 .Enviar os dados anotados na Folha de Registro, semanalmente, ao responsável pela coleta de estimativas dos observadores. As informações enviadas serão inseridas em uma planilha que efetuará os cálculos para obtenção dos Índice Médio Mensal Individual (IMMI) e Índice Médio Mensal Final (IMMF), bem como gerará os respectivos gráficos de cada um desses índices.

4. O Índice Médio Mensal Individual (IMMI) é calculado somando-se todas as estimativas de um observador (em %), realizadas em um determinado mês, dividindo-se pelo número de dias de observação. Seu resultado representa a média de nebulosidade (em %) obtida em um determinado mês, para um dado observador.

IMMI =  (∑ 〖Estimativas coletadas no mês por um dado observador〗)/(Número de Dias de Observação)
 
5 . O Índice Médio Mensal Final (IMMF) é calculado somando-se todas as estimativas de todos os observadores (em %), realizadas em um determinado mês, dividindo-se pelo número de observadores. Seu resultado representa a média de nebulosidade em um determinado mês (em %).

IMMF=  (∑〖Estimativas coletadas no mês por todos os observadores〗)/(Número de Observadores)

6 . A partir deste mês, será também informada a Produtividade Observacional (PO). É calculada somando-se a quantidade de estimativas de todos os observadores, realizadas em um determinado mês, e multiplicando-se o valor encontrado por 30s (tempo médio considerado para a coleta de cada estimativa, em segundos). Seu resultado representa a quantidade de tempo gasto com a coleta de estimativas de todos os observadores, podendo ser expresso em minutos ou horas.
 
PO=(∑ 〖Quantidade de estimativas de todos os observadores) x 30s〗

Para reportar as estimativas coletadas, foi definida uma Sintaxe de Reporte, conforme explicado na Figura 2 abaixo.
Figura 2 - Sintaxe de Reporte das estimativas do Programa Observacional de Nebulosidade.
Fonte: CEAMIG, 2015.

Na Figura 3, é apresentado o reporte de nebulosidade dos meses de novembro e dezembro de 2015.
Figura 3 - Reporte de Nebulosidade de novembro e dezembro/2015.
Fonte: CEAMIG, 2015.

O resultado do Índice Médio Mensal Individual (IMMI), para cada observador, pode ser visto na Figura 4:
Figura 4 - Índice Médio Mensal Individual de dezembro/2015.
Fonte: CEAMIG, 2015.


Os resultados do Índice Médio Mensal Final (IMMF), referentes aos meses de novembro e dezembro de 2015, podem ser vistos na Figura 5:
 
Figura 5 -  Índice Médio Mensal Final de novembro e dezembro/2015.
Fonte: CEAMIG, 2015.

Por fim, foram gastos 59,5 minutos para a realização da coleta de todas as estimativas no mês de dezembro, conforme mostrado na Figura 6. 
 
Figura 6 -  Produtividade Observacional de dezembro/2015.
Fonte: CEAMIG, 2015.

No próximo informativo, serão apresentados os resultados do programa referentes ao mês de janeiro/2016. 

Referências:

CAMPOS, Antônio Rosa. (arcampos_0911@yahoo.com.br). [Ceamig] Grupo de Estudos de Reconhecimento do Céu! [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por ceamig@yahoogrupos.com.br em 24 nov. 2014.

CEAMIG – CENTRO DE ESTUDOS ASTRONÔMICOS DE MINAS GERAIS. Programa Observacional de Nebulosidade. Dados referentes aos meses de novembro e dezembro de 2015, coletados pelo Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu - GREC. Belo Horizonte: CEAMIG, 2015.

Porque 2016 é um ano bissexto?

Nelson Alberto Soares Travnik
nelson-travnik@hotmail.com
Observatório Astronômico de Piracicaba – SP

A cada quatro anos temos um ano de 366 dias e com isto este mês teremos mais um dia em fevereiro. Para os nascidos no dia 29, é a oportunidade de comemorar o aniversário no dia certo. Para alguns, são anos cercados de mitos, tradições e crendices.

A palavra bissexto vem do latim bissextus que significa, duas vezes sexto, ou seja, que o ano tem 366 dias (duas vezes o número 6). Na prática o calendário é um conjunto de regras baseadas na astronomia. Grande parte da humanidade utiliza o calendário gregoriano, criado sob iniciativa do papa Gregório XIII (1512-1585) e introduzido a partir de 24/02/1582. O ano bissexto surgiu em 238 a.C. em Alexandria, no Egito, durante a monarquia de Ptolomeu III (246 – 222 a.C.). Foi então decretada a adição de um dia a cada quatro anos para compensar o excesso de 6 horas na duração do ano de 365 dias. As raízes portanto do ano bissexto está no Egito. 

Contudo verificou-se mais tarde que simplesmente o acréscimo de um dia a cada 4 anos não resolvia o erro acumulativo com o passar dos anos. Algo precisava ser feito e disso se encarregou o imperador Júlio César (100 -44 a.C.) . Em 46 a.C. apoiado nos estudos do astrônomo grego Sosígenes, instituiu o seu Calendário Juliano. No inicio tudo funcionava bem. Com o tempo entretanto, simplesmente adicionar 1 dia a cada 4 anos não resolvia o problema uma vez que há um diferença entre o dia solar de 24 horas que adotamos, com o dia sideral (rotação verdadeira da Terra) que é de 23h 56m 04s. Essa diferença entre um e outro de 3m 56s, fez com que após mais de 16 séculos as estações do ano não estavam acontecendo na época prevista. 


O equinócio da primavera no Hemisfério Norte caia por volta do dia 12 de março em vez do dia 21 e isto estava causando grande transtorno para a agricultura e assim alguém tinha que fazer alguma coisa. Esse alguém  como mencionado, foi o papa Gregório XIII (figura acima) que para isto consultou o astrônomo, filosofo e cronologista Luigi Giglio (1510-1576) e depois o matemático, sábio e jesuíta alemão Christopher Clavius (1538-1612). O objetivo da mudança era mudar o equinócio da primavera (no Hemisfério Norte) para 21 de março e desfazer o erro de 10 dias existente na época. O primeiro morreu em 1576 antes que a reforma fosse concluída e então coube a C. Clavius estabelecer as novas regras do novo calendário. Este preconizava que para corrigir a diferença observada no Calendário Juliano só seriam bissextos os anos seculares divisíveis por 400. 

Dessa forma a diferença (atraso) de 3 dias em cada 400 anos observado no Calendário Juliano desapareceu. Baseados nos estudos feitos por esses dois cientistas, o papa Gregório XIII editou a bula “Intergravissimas” de 24/02/1582 decretando a reforma do calendário que utilizamos até hoje. Foi um trabalho que demandou 5 anos. Apesar dos ajustes nos anos bissextos, o ano do Calendário Gregoriano ainda tem cerca de 26 segundos a mais que o período orbital da Terra que descreve uma elipse ao redor do astro-rei. Esta falha entretanto só acumula um dia a mais em 3.323 anos. Portanto daqui a 3.323 anos vai haver um dia a mais. Com isto surge a pergunta: é viável novo calendário? Longe disso, visto que os ciclos naturais dos dias, meses e anos não são redondos, pares perfeitos. São frações, números quebrados e ai começa um problemão. 

Por isso tentativas de mudança já foram feitas mas não vingaram e, por enquanto, tudo fica como está. Por fim, como tudo envolve o tempo, você já se perguntou o que é o tempo ? Nesse sentido, recordando o físico alemão Albert Einstein, “o tempo como é conhecido, não passa de uma “invenção”.

Nelson Travnik é astrônomo e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

XX Encuentro Nacional de Astronomía - Bolívia - 2016

XX ENCUENTRO NACIONAL DE ASTRONOMÍA

Tarija 22, 23 y 24 de julio de 2016


Circular Nº 1
CONVOCATORIA

El Observatorio Astronómico Nacional y la Asociación Boliviana de Astronomía, convocan a la comunidad boliviana de astrónomos profesionales, personas dedicadas a la Astronomía y aficionados/as a la Astronomía, al XX Encuentro Nacional de Astronomía que se realizará en la ciudad de Tarija los días viernes 22, sábado 23 y domingo 24 de julio de 2016.

Objetivos del Encuentro

1. Presentación, divulgación y exposición de trabajos a cargo de observadores/as, asociaciones y agrupaciones astronómicas.

2. Incentivar la observación astronómica y la enseñanza de la Astronomía.

3. Trabajar en la formulación de propuestas para una mayor cooperación entre los grupos de aficionados/as y agrupaciones astronómicas del país.

4. En el marco del XX Encuentro se llevará a cabo un taller de observación  astronómica con invitados internacionales.

Por medio de la presente convocatoria se invita a los interesados/as en  participar del evento, a presentar sus trabajos observacionales y teóricos relacionados a la Astronomía.

Plazos respecto a los trabajos a ser presentados

20 de junio de 2016
Inscripción de trabajos, enviando el nombre del mismo, el nombre del autor o autores y la institución y organización a la que pertenecen (si corresponde).

30 de junio de 2016
Envío de resúmenes y modalidad de presentación (oral o en panel), debiendo enviar sus resúmenes e indicar los medios que necesitan para la exposición de sus trabajos y el espacio requerido en caso de usar la modalidad de panel. La extensión de los resúmenes no debe exceder las 200 palabras, sintetizando el contenido y los resultados que se presenten, sin incluir figuras ni cuadros.

22 de julio de 2016
Durante la realización del evento, los disertantes deberán entregar una copia de su trabajo a los organizadores para la elaboración de las memorias del XX Encuentro Nacional de Astronomía.

Los trabajos deberán tener la siguiente estructura: título, nombres del autor o autores, dirección, resumen, introducción, parte experimental, resultados, conclusiones y bibliografía.

Otros detalles sobre la organización del XX Encuentro Nacional de Astronomía se pondrán a consideración en la siguiente circular.

Contactos:
Dr. Ing. Rodolfo Zalles Barrera
Director 
Observatorio Astronómico Nacional
rozalles@hotmail.com

Lic. Mirko Raljevic
Presidente
Asociación Boliviana de Astronomía
mirko.raljevic@gmail.com

Pável Balderas Espinoza
Coordinador
pavelba@hotmail.com