quarta-feira, 1 de junho de 2016

O céu do mês – Junho 2016

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Companheiros e companheiras das jornadas observacionais! Certamente ainda continuamos a receber as surpresas dos registros efetuados no mês anterior pela passagem de Mercúrio pelo disco do Sol e também pela oposição de Marte. Mas ficará somente nisto. Absolutamente que não uma vez que já em 03 de junho (sexta-feira próxima), o verdadeiro soberano do tempo e senhor dos anéis Saturno encontra-se em oposição e os relatos que venho obtendo de observadores experientes são muito amimadores; este fato também será um dos motivos que fará com que eu prolongue a jornada observacional neste próximo fim de semana no Observatório Wykrota [859]! Desta forma ele roubará a atenção dos diversos participantes de outras Star Parties também, juntamente com a grande quantidade de eventos que ocorrerão na esfera celeste. Dentre os brilhantes asteroides em oposição, destacaremos (8) Flora nas proximidades de Saturno também. Repetindo a sequência de ocultações de brilhantes estrelas da constelação de Touro a Lua neste domingo de forma diurna ocultará Hyadum II, Theta 2 Tau e Aldebarã. No restante do período beta Vir, eta Vir, gamma Lib e rho Sagittarii também serão ocultadas pelo disco lunar e se você estiver em sua região de visibilidade terá a oportunidade de observar em fenômeno bem interessante. A proximidade do Solstício de junho favorece a observação e o reconhecimento de constelações bem conhecidas (Libra, Escorpião, Sagitário e a Ursa Maior estão entre as favoritas), uma ótima oportunidade de realização de “Star hopping” onde novamente durante a realização da última Star Party em 07 de maio passado, os integrantes do Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CEAMIG), tiveram a companhia e participação de diversos visitantes; desta forma convido a todos a conhecerem Apus (Ave do Paraíso) uma constelação austral introduzida pelos navegadores Pieter Dirkszoon Keyser e Frederick de Houtman no século XVI e XVII. Noites estreladas para todos!
 

Ocultação diurna de Mercúrio em 03 de junho

Durante a manhã do dia 03 de junho próximo, a Lua -4% iluminada e com a elongação solar de 24º ocultará o disco do planeta Mercúrio (diâmetro aparente = 8.54") neste instante com magnitude visual 0.6 conforme apresentado na figura 2.

Essa ocultação será  visível no hemisfério Sul abrangendo toda a região da África Meridional (Angola, África do Sul, Moçambique, Zâmbia e o Zimbábue), bem como as regiões austrais do oceano índico (Ilhas de Madagascar, Reunião, Maurício e Reunião) e do oceano atlântico (Ilhas Geórgia do Sul e arquipélago de Sandwich do Sul) e na Antártica. 

A tabela 2 abaixo apresenta as circunstâncias gerais de visibilidades para algumas das principais localidades naquela região do continente africano, sendo que é previsto a duração de +/-11.7 segundos para a imersão total do disco do planeta no limbo lunar; já na emersão do planeta é prevista a duração de +/-1.5 segundos para a emersão total de Mercúrio do limbo lunar. 

Ocultação de Netuno em 26 de junho

Em 26 de junho a Lua -69% iluminada e com a elongação solar de 113° ocultará o disco do planeta Netuno (diâmetro aparente = 2.27") neste instante com magnitude visual 7.9, cuja faixa de totalidade abrange grande parte das regiões centrais e norte da Europa, conforme apresentado na figura 3.  

É importante mencionar que é previsto a duração de +/-3.3 segundos para a imersão total do disco do planeta no limbo lunar; já na emersão do planeta é prevista a duração de +/-3.5 segundos para a emersão total de Netuno do limbo lunar. 

Ocultações de Estrelas na Constelação de Taurus pela Lua

Atravessando novamente o rico campo celeste da região de Touro em 04 de junho próximo, a Lua proporcionará uma série de ocultações; mas desta feita todas ocorrerão na faixa diurna do dia conforme abaixo mencionado. 

Hyadum II (delta 1 Tauri)
A Lua -1% iluminada e com a elongação solar de 8º ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Essa ocultação será visível de forma diurna no Atlântico Sul e porção austral do continente sul americano (Argentina, Chile, Brasil e Uruguai) e partes da Península Antártica de acordo com a figura A, apresentada no quadro 1.

Theta 2 Tauri

Em seguida, a Lua -1% iluminada e com a elongação solar de 8°, ocultará a brilhante estrela theta 2 Tauri  de magnitude 3.4 e tipo espectral A7 III. Esta ocultação então poderá ser observada de forma diurna em partes da Europa central e ocidental da Europa (exceto a Península Ibérica) incluindo o norte da Itália e ao norte a região da Península Escandinava. O norte da América do Norte (Canada e noroeste dos Estados Unidos incluindo a região do Alaska) e no extremo nordeste da Rússia asiática de acordo com a figura B, apresentada no quadro 1.

Aldebaran (alpha Tauri)

Novamente neste mês a Lua, então -0% iluminada e com a elongação solar de 6º, ocultará a brilhante estrela Aldebaran de magnitude 0.9 e tipo espectral K5+III. Esta ocultação poderá ser observada de forma diurna em grande parte dos oceanos Atlântico e Pacífico no hemisfério Norte e região norte do continente americano (grande região do Canadá e dos Estados Unidos) incluindo o sul da Groenlândia e as ilhas havaianas) conforme apresentado na figura C no quadro 1.

Ocultação de Zavijava (Beta Virginis) em 12 de junho

Em 12 de junho a Lua +54% iluminada e com a elongação solar de 95° ocultará Zavijava (beta Virginis) de magnitude 3.6 e tipo espectral F9V. Esse evento poderá ser observado de forma noturna em grande parte da África meridional, sendo que na região oeste da porção setentrional a ocultação ocorre da faixa crepuscular vespertina; já na região do Atlântico norte, norte do Mar do Caribe e costa leste da América do Norte a ocultação ocorrerá na faixa diurna do dia, conforme demostra a figura A apresentada no quadro 2. 

Ocultação de Zaniah (eta Virginis) em 13 de junho

Em 13 de junho a Lua +61% iluminada e com a elongação solar de 103° ocultará a estrela Zaniah (eta Virginis) de magnitude 3.9 e tipo espectral A2IV. Esse evento poderá ser observado de forma noturna na região equatorial dos estados da Micronésia e Melanésia (adjacente a linha internacional de datas = 180º), Papua, Papua-Nova Guiné e norte de Sulawesi e extremo norte da Austrália (Queensland - Cabo York). Nas demais regiões do sudeste asiático a ocultação ocorrerá na faixa diurna do dia, conforme demostra a figura B apresentada no quadro 2. 

Ocultação de Zubenelhakrabi (Gamma Librae) em 17 de junho

Em 17 de junho a Lua +93% iluminada e com a elongação solar de 148° ocultará a estrela Zubenelhakrabi (Gamma Librae) de magnitude 3.9 e tipo espectral G8.5III. Esta ocultação poderá ser observada em vasta região do sudeste da Ásia, oceano pacífico e oceano indico e região Sul da Ásia; nas regiões do Paquistão, grande porção sul do Afeganistão e Oriente Médio a ocultação ocorre na faixa crepuscular do dia abrangendo também o nordeste da África e a região do Mar Cáspio na Europa conforme demostra a figura C, apresentada no quadro 2.

Ocultação de Rho Sagittarii em 22 de junho

Em 22 de junho a Lua -97% iluminada e com a elongação solar de 161°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral F0III/IV. Essa ocultação será observada de forma diurna no oceano índico. Ainda nesta região (englobando as ilhas Seychelles, Maurício, Reunião e o leste da porção setentrional do continente africano onde o evento será rasante, ou mesmo um “miss”) o evento ocorrerá durante a fase crepuscular do dia; já em grande parte da África Meridional (incluindo Comores e Madagascar) e também da América do Sul (Argentina, Chile, Bolívia, Brasil, Chile e Paraguai) o fenômeno será observado na faixa noturna. Informações adicionais encontram-se postadas em: http://skyandobservers.blogspot.com/2016/06/a-ocultacao-de-rho-sagittari-pela-lua.html.

No Sistema Solar!

Quando mencionei nos post anterior que estamos num profícuo período em que os planetas do sistema Solar novamente despertarão ainda mais a atenção dos observadores em todo o planeta, alegremente pude constatar que uma avalanche de pessoas reuniram-se em observatórios, planetários e clubes de astronomia que tenho contato. Isso foi uma recompensa enorme a todos os amigos(as) que realmente fazem da astronomia uma grande festa e oportunidade de trocas de conhecimento. A boa notícia neste período e que Saturno já estará em oposição nesta sexta-feira próxima e a sua observação acaba fazendo com que muitas pessoas despertem um interesse a mais para a ciência! Então vamos lá: Após o trânsito de Mercúrio pelo disco do sol e as diversas iniciativas realizadas, fato é que já neste início de mês ele poderá ser observado antecedendo ao nascer do sol durante a fase crepuscular matutina (até mesmo sua ocultação pelo disco lunar será diurna), pois já no dia 05 próximo estará em sua máxima elongação (24ºW) ainda na constelação de Aries, em seguida ele estará em meio às estrelas da constelação de Touro permanecendo naquela região até o dia 30. A conjunção superior de Vênus (-3.9) ocorrendo no dia 06 próximo conforme podemos observar na tabela 1, fará com que ele esteja somente a 0.7' segundos de arco separado do centro do Sol, enquanto sua distância à Terra será de 1.73544 ua portanto sem condições de observação a partir da superfície terrestre. 
  
Ainda no mês anterior, uma boa quantidade de registros fotográficos realizados a partir da superfície terrestre, já evidenciaram a presença de nuvens do tipo I próximo à oposição de Marte, quando o astrofotógrafo Antônio Martini Júnior do Observatório Sagitário em Botucatu-SP detalhes da superfície marciana como: Sirtes Major, Hellas, Utopia, Sinnus Sabaeus e o Mare Tyrrhenum. Segundo Martini essa imagem foi realizada com um Telescópio Meade SC 10" contendo 1590 frames empilhados de 9600. 

Marte encontra-se na constelação de Libra nesta época, próximo as estrelas Lambda Lib (magn. 4.5) e Kappa Lib (magn. 4.9) e desde abril encontra-se em movimento retrógrado, estará bem próximo no final deste mês do Aglomerado Globular NGC 5897 de magnitude visual 8.6. Júpiter (-2.0) continua chamando nossa atenção em meio as brilhantes estrelas da constelação de Leão, a diminuição de suas respectivas magnitudes visuais, deve-se ao fato deste planeta estar encaminhando para o apogeo de sua órbita que ocorrerá em setembro próximo. Voltemos agora a nossa atenção novamente para Saturno (magn. 0.0) uma vez que essa oposição, será uma das melhores oportunidades (pelo menos até 2020), quando então seu diâmetro aparente passará dos 18,35". Nestas ocasiões a observação de Saturno fica mais evidenciada e em algumas épocas temos como perceber (desde que se utilize equipamentos de abertura de 450mm ou maiores) particularidades interessantes do planeta como uma sutil diferença de cores em sua alta atmosfera; já com aberturas mais modestas os anéis ficam ressaltados sendo possível também vislumbrar e identificar seus principais satélites naturais. Saturno encontra-se na constelação de Ofiúco, mas sua referência de localização para aqueles que estão dando seus primeiros passos no reconhecimento do céu e suas principais estrelas, será mesmo a conhecida constelação do Escorpião uma excelente dica para que se inicie um Star Hopping daquela região celeste. Marcará a segunda fase da noite a presença de Urano (5.9) na constelação de Peixes; um pouco mais cedo na constelação de Aquário poderemos também identificar Netuno (7.9). Novamente apresentamos na tabela 4 abaixo as efemérides visado a localização em meio as estrelas da constelação de Sagittarius do longínquo (134340) Plutão (magn. 14.1) e muito embora sua observação seja possível em instrumentos de 300mm, mesmo visualmente (e a partir desta abertura) podemos fazer uma plotagem com desenhos numa boa carta celeste com intervalos de 7 em 7 dias, para percebermos seu tímido deslocamento em meio as estrelas de Sagitário. 

Como foi informado, (1) Ceres  encontra-se na constelação da Baleia (Cetus), mas somente observável na segunda parte da noite uma vez que suas elongações começam a ficar mais favoráveis; desta forma já a partir do mês próximo ele terá um incremento de sua magnitude.

Sol = O quadro 3 abaixo, apresenta alguns elementos úteis a observação solar neste mês como: (P.H) = Paralaxe Horizontal, (PO°) = Ângulo de Posição da extremidade Norte do disco solar, (+) E; (-) W, (BO°) = Latitude heliográfica do centro do disco solar (+) N; (-) S, (LO°) = Longitude heliográfica do meridiano central do Sol e ainda, (NRC) Número de Rotação Solar de Carrington da série iniciada em novembro 1853 9,946.

O registro sistemático do Sol é uma necessidade constante, onde muitos observadores podem prestar uma valiosa colaboração, quando o registro de eclipses totais, a contagem do número de Wolf e a elaboração do Diagrama de Maunder (MOSER, 2012) são frequentemente disseminados. Nesta oportunidade o astrônomo Ricardo José Vaz Tolentino monitorou a Mancha Solar (Sunspot) AR 2533 (TOLENTINO, 2016). Novamente desse observador, temos um texto e ilustrações fotográficas de outra mancha solar, que poderá ser visto em: http://skyandobservers.blogspot.com/2016/06/a-mancha-solar-ar-2546.html. Diante disso, nós já podemos perceber o entusiasmo para o acompanhamento da mova mancha AR 2548. Eu reitero o convite para que todos conheçam os demais trabalhos desenvolvidos pelo Observatório Lunar Vaz Tolentino em: http://www.vaztolentino.com.br/.

Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 5.

A ocorrência das apsides lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Perigeu ocorrendo em 03/06 às 10:56 (UT = Universal Time), quando a Lua estará cerca de 361.141 km do centro da Terra e Apogeu ocorrendo em 15/06 às 12:01 (UT = Universal Time), quando a Lua estará cerca de 405.021 km do centro de nosso planeta; em 03/06 juntamente a fase nova, ocorrerá o início da lunação de número 1156.

E muito interessante registrar as imagens da Lua (99% iluminada) a 23° sobre o horizonte sudeste na região da Tijuca no Rio de Janeiro – Brasil. Nesta fotografia realizada pelo observador Hélio de Carvalho Vital foi utilizado o "alto zoom com uma Sony HX300 (sem telescópio), a qual foi posteriormente processada com o PhotoScape para aumento do contraste e da resolução" (VITAL, 2016).

Asteroide

Embora não seja (8) Flora um dos maiores asteroides mensurados em diâmetro, a sua elongação (174.9) favorável na época de sua oposição (12 de junho próximo) e a sua magnitude, o faz destacar-se em meio as estrelas da constelação de Ophiuchus, a carta de busca e efemérides disponíveis em:  http://goo.gl/esdVf9 serão uma boa referência ainda mais por indicar a presença de Saturno também naquela região.

Cometas

252 P/LINEAR

A favorável fase da lua no início deste período favorecerá aos registros e observações do cometa 252 P/LINEAR, e assim também ele foi observado no período anterior com instrumentação de pequeno porte, binóculos 7 x 50 e 10 x 50mm pelo observadores  Alexandre Amorim de Florianópolis-SC e Marco Goiato de Araçatuba-SP (AMORIM, 2016). A tabela 5 apresenta novamente as efemérides para o período.

C/2013 X1 Pan-STARRS

Os observadores A. Amorim (Florianópolis-SC) e Marco Goiato (Araçatuba-SP) deram continuidade as observações do cometa C/2013 X1 Pan-STARRS utilizando binóculos 7 x 50mm, 10 x 50mm e 20 x 100mm (AMORIM, 2016). A tabela 6 apresenta na segunda quinzena deste mês, uma magnitude visual estimada em 6.3 com o cometa cruzando uma região bem conhecida do céu. 

CONSTELAÇÃO:

Apus 

Constelação circumpolar austral, compreendida entre as ascensões retas de 13h 45min e 18h 17min, e as declinações de -67º,5 e -82º,9; limitada ao sul pela constelação de Octans (Oitante), a oeste por Chamaeleon (Camaleão) e Musca (Mosca), ao norte por Circinus (Compasso), Triangulum Australe (Triângulo Austral) e Ara (Altar), e a leste por Pavo (Pavão) e Octans (Oitante); ocupa uma área de 206 graus quadrados. (MOURÃO, 1987).

Essa constelação (figura. 7) foi introduzida no céu austral, pelos navegadores Pieter Dirkszoon Keyser e Frederick de Houtman no século XVI e XVII que nomearam doze constelações sendo que se referem quase exclusivamente a animais exóticos (ALMEIDA, 2000) e descrita a partir da publicação em 1603 da Uranometria de Bayer (MOURÃO, 1987).

Eu concordo com todos que esta constelação não possui estrelas brilhantes, mas veremos algumas estrelas que certamente prenderão a nossa atenção; Alfa Apodis é uma gigante alaranjada de magnitude visual 3.8 e classe espectral K3III encontrando-se a uma distância de 446.8 anos-luz de distância do Sol e a temperatura superficial dessa estrela (em Kelvins) e estimada entre 3500 a 5000. Beta Apodis também é outra gigante alaranjada, de magnitude visual 4.2 e classe espectral K0III, encontra-se cerca de 156.9 anos-luz do Sol sendo um sistema duplo cuja componente B possui uma magnitude de 12. Gamma Apodis, outra estrela gigante de coloração branco-amarelada possui uma magnitude visual de 3.8, classe espectral G8III está localizada a 156.1 anos-luz de distância do Sol; entretanto será Delta Apodis, um sistema estelar binário constituído por uma gigante vermelha e uma gigante laranja que prenderá a atenção dos observadores (WDS, 2016). A componente A (Delta¹ Apodis) uma gigante vermelha, possui uma magnitude visual de 4.6, classe espectral M5III e encontra-se cerca de 758.5 anos-luz de distância ao Sol, enquanto a componente B (Delta² Apodis) essa uma gigante alaranjada, possui uma magnitude visual de 5.2, classe espectral K3III e encontra-se cerca de 615.4 anos luz de distância do Sol. Interessante e atualmente bastante registrada pelo observador Andrew Pearce da Austrália encontra-se reportada junto a AAVSO (American Association of Variable Star Observers) neste último mês (AAVSO, 2016), Theta Apodis e uma estrela gigante vermelha variável com uma magnitude máxima de 4,6 e mínima de 6.2 e classe espectral M7III. 

Deep-sky em Apus

Alguns observadores até podem até mesmo mencionar que Apus seja um local onde não exista uma grande quantidade de objetos de céu profundo e isso é uma verdade, mas eles existem e perquirição desta região com telescópios de grande abertura eles surpreenderão os observadores. O Aglomerado Globular IC 4499 localizado nas coordenadas: AR (Ascensão Reta): 15h03m 14.4s e Decl (Declinação): -82º16' 52" (J2000.0), possui uma magnitude visual de 10,1. Localizado próximo a Gamma Apodis podemos localizar o Aglomerado Globular NGC 6101, ele possui uma magnitude visual estimada em 9.3  nas seguintes coordenadas: AR (Ascensão Reta): 16h25m 48.0s e Decl (Declinação): -72º 11' 60" (J2000.0). Ele possui as seguintes dimensões: 10.7 x 10.7 '. 

Talvez possa ser um pouco complicado localizar a Galáxia Espiral IC 4633 de magnitude visual 11.8 e dimensões aparentes 3.3′ × 1.9′, mas isso a dificuldade reside no fato de sua localização estar dentro de uma região com muita matéria do meio interestelar da própria Via Láctea. Suas coordenadas equatoriais são: AR (Ascensão Reta): 17h13m48.60s e Decl (Declinação): -77°32'10.0" (J2000.0).

As molduras existentes na esfera celeste e as ocorrências no firmamento previstas para este mês, novamente fará com que binóculos, telescópios (refletores e refratores) sejam empregados em profusão durante a realização de nossas jornadas observacionais em conjunto (Star Party) ou mesmo quando as oportunidades de observação individual vierem ocorrer. Este período assim como o anterior será bastante produtivo dependendo do empenho individual de cada observador. 

Sejamos nós os elementos persistentes em estar registrando de alguma forma, seja através de fotografias e ou plotagens em Cartas Celestes da posição dos planetas ou registro de alguma forma dos diversos fenômenos acima mencionados. Eu tenho a mais absoluta certeza que você ficará ainda mais apaixonado pelas diversas nuances que a esfera celeste proporciona sempre a todos nós.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. 115p. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.

- AMORIM, Alexandre. Anuário Astronômico Catarinense 2016. Florianópolis: Ed: do Autor, 2015. 182p.

- _______________ - Rea/Brasil Website (SECÇÃO DE COMETAS) - <http://rea-brasil.org/cometas/observ252p.html> (atualização em 14/05/2016). Acesso em: 25/05/2016.

- _______________ - Rea/Brasil Website (SECÇÃO DE COMETAS) - <http://rea-brasil.org/cometas/observ13x1.htm> (atualização em 14/05/2016). Acesso em: 25/05/2016. 

- ALMEIDA, Guilherme de. , Pedro. Observar o Céu Profundo. ISBN-972-707-278-X. Ed. Plátano Edições Técnicas, 1ª Edição, Julho 2000; Lisboa Portugal. 339p.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 28 Abr. 2016.

- MOSER, Paulo Roberto. REA/Brasil (Website), Maio 2012. Disponível em http://rea-brasil.org/solar/index.html - Acesso em 25/05/2016.

- TOLENTINO, Ricardo Jose Vaz. Re: Monitoramento da Mancha Solar AR 2546. - E-Mail [Personal Communication]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br 27 Abr. 2016 (13:45)

- ________________________. Nova Mancha Solar na Área! E-Mail [Personal Communication]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br 25 Mai. 2016 (12:41).

- VITAL, Hélio de Carvalho. Lua 99%Iluminada Hoje às 18:55. E-Mail [Personal Communication]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br 22 Mai. 2016 (9:13 PM).

- http://www.calsky.com/cs.cgi - Acess in 25 May. 2016.

- PLOTNER, Tammy. Universe Today space and astronomy news (Website) Update in: 26 Feb, 2016. Available in: <http://www.universetoday.com/19562/apus/> - Acess in 26 May. 2016.

- Washington Double Star Catalog (WDS) - Double Star Database, Data Last: (2015). Available in < http://stelledoppie.goaction.it/index2.php?iddoppia=65797> – Acess in: 26 May. 2016.

- AAVSO.ORG. AAVSO LPV Circular for Apr 20, 2016 to May 20, 2016! E-Mail [Personal Communication]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br 20 May. 2016, 14:21:44.

A ocultação de rho Sagittari pela Lua em 21 de junho 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Na noite de 21 para 22 de junho próximo, a Lua -97% iluminada e uma elongação solar de 161° ocultará a estrela rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral F0III/IV (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado numa grande extensão da superfície terrestre.
 
Assim sendo, os observadores localizados em grande parte da África Meridional (Angola, África do Sul, Madagascar, Moçambique, Quênia, Ruanda, Tanzânia, Uganda e Zâmbia) e na América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile e Paraguai), poderão acompanhar as fases distintas de desaparecimento e reaparecimento, conforme e apresentado nas tabelas numeradas de 1 e 2 abaixo.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange as respectivas regiões localizadas no oceano Atlântico sul como as ilhas: Ascensão, Tristão da Cunha e Santa Helena e regiões do oceano Índico como: Madagascar e o Canal de Moçambique. 

Rho Sagittarii

A designação de Bayer para rho Sagittarii (Sgr 1, 2 Sagittarii) é compartilhada por duas estrelas (figura 3). As duas estrelas estão separadas por 0,46 graus no céu. Porque também elas estão perto da eclíptica, podem ser ocultadas pela Lua e, muito raramente, por planetas. A próxima ocultação de rho Sagittarii por um planeta ocorrerá em 23 de fevereiro de 2046, quando será ocultada por Vênus.


Rho-1 Sagittarii é uma estrela de um tipo espectral F0III/IV que tem uma magnitude aparente de 3,93. Ela encontra-se cerca de 122 anos-luz da Terra.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. 115p. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 28 Abr. 2016.

O asteroide (71) Niobe em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 07 de julho próximo, o asteroide Niobe estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.078), quando então sua magnitude chegará a 10.5, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa contendo ainda uma legenda com o alfabeto greco, auxiliando a identificação de algumas estrelas de referência e objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 71 Niobe foi descoberto em 13 de Agosto de 1861 pelo astrônomo alemão Robert Luther (1822 - 1900) no Observatório de Düsseldorf. O nome é uma homenagem a Níobe, filha de Tântalo, irmã de Pélops, rei de Frígia, e esposa de Anfíon, rei de Tebas. O Nome foi escolhido pelos astrônomos reunidos em Dresden, em 20/21 de agosto de 1861. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. Disponível em: Acesso em 17 Nov. 2015.


O asteroide (44) Nysa em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 15 de julho próximo, o asteroide Nysa estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.768), quando então sua magnitude chegará a 10.6, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.  

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 44 Nysa foi descoberto em 27 de maio de 1857 pelo astrônomo Herman Goldschmidt (1802-1866) no Observatório de Paris. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


O asteroide (59) Elpis em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 30 de julho próximo, o asteroide Elpis estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.178), quando então sua magnitude chegará a 11.4, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 59 Elpis foi descoberto em 12 de setembro de 1860,no Observatório de Paris pelo astrônomo francês Jean Chacornac (1823 – 1873) (MOURÃO, 1987).

Embora descoberto em Paris, sua nomeação ocorreu na Áustria por Karl Ludwig von Littrow então diretor do Observatório de Viena, quando foi escolhido Elpis em alusão à condição política na Europa no momento da descoberta; mas o nome foi adotado de fato na Alemanha. (SCHMADEL, 2003).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- SCHMADEL, Lutz (2003). Dicionário de nomes planeta menor (6 ed.). Alemanha: Springer. p. 15. ISBN 978-3-540-00238-3.  


O asteroide (20) Massalia em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 01 de agosto próximo, o asteroide Massalia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.043), quando então sua magnitude chegará a 9.9, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 20 Massalia foi descoberto em 19 de setembro de 1852 pelo astrônomo pelo astrônomo A. de Gaspari, no Observatório de Nápoles. Em 1985, o astrônomo Dmitri Lupishko, anunciou que astrônomos da Universidade de Kharkov, na Ucrânia, haviam observado que este asteroide se deslocava no sentido contrário aos demais asteroides. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


Observación de Meteoros - Junio 2016

CAMPAÑA DE OBSERVACIÓN 
DE LA SECCIÓN MATERIA INTERPLANETARIA
DE LA LIADA

JUNIO 2016

Junio es un mes muy importante para la observación de meteoros, en especial en el hemisferio sur por los cielos despejados de la época. Muchos de estos radiantes también son visibles en el hemisferio norte.

ESCÓRPIDAS-SAGITÁRIDAS
La primera semana de junio podremos observar una zona fácil de identificar: el complejo de Escorpio-Sagitario con 7 corrientes meteóricas asociadas. Las Tasas Horarias Zenitales (THZ) de esos radiantes son bajas pero en su conjunto la observación es interesante con 5 y 15 meteoros / hora. Constituye una buena práctica dado que se pueden observar meteoros de velocidades moderadas-lentas de estos radiantes claramente distinguibles de los usualmente veloces esporádicos, antes y después de la medianoche.

Entre los radiantes proyectados en las proximidades de las Sagitáridas, podríamos destacar un par de ellos. Las Zeta Ofiúquidas en la constelación Ofiuco que posee un máximo en torno al 13 de junio con una THZ de unos 5 meteoros / hora. Puede presentar meteoros brillantes caracterizados por su velocidad moderada-lenta. Lo propio el radiante de las Omega Escórpidas alcanza su mayor actividad en torno al 15 de junio, presentando también meteoros de velocidades lentas.

Posición y desplazamiento de los principales radiantes activos en el complejo de Escorpio-Sagitario. Se muestran los desplazamientos para las Sagitáridas (SAG), Zeta Ofíuquidas (TOP) y Omega Escorpiónidas (OSC). También se muestran Lambda Sagitáridas (LSA) y Gamma Sagitáridas (GSA).

BOÓTIDAS
Otra lluvia importante a final de mes es la actividad de las Boótidas de Junio, después de la medianoche en la constelación Bootes. Producidas por restos del fragmentado cometa 7P/Pons-Winnecke, este enjambre de meteoroides ha sido sometido a grandes perturbaciones planetarias que han impedido durante décadas que la Tierra interceptase las cortinas de polvo dejadas por su cometa progenitor, la lluvia se pensaba inexistente cuando presentó un estallido de actividad en junio de 1998. Durante los siguientes años la actividad se mantuvo en un aproximado de 25 meteoros/hora en torno al 23 de junio, que podría estar activo hasta principios de julio.
Posición del radiante de las Boótidas de Junio.

LÍRIDAS
Hay otro radiante activo importante entre el 11 y el 30 de junio: las Líridas de Junio (JLY) en la constelación Lira con 6 meteoros, siendo el 16 su fecha de máxima actividad.

Esperamos sus reportes y consultas.

Pável Balderas Espinoza pavelba@hotmail.com
Tarija-Bolivia
Coordinador General
Sección Materia Interplanetaria 
LIADA - Liga Iberoamericana de Astronomía

Dr. Josep M. Trigo trigo@ieec.uab.es
Barcelona-España
Co-coordinador 
Sección Materia Interplanetaria 
LIADA - Liga Iberoamericana de Astronomía

A mancha solar AR 2546

Ricardo José Vaz Tolentino
Observatório Lunar Vaz Tolentino

Imagem: A bela mancha solar AR 2546, fotografada com apenas 1 frame, em 18 de maio de 2016, às 10:17:05. 

O belo grupamento de manchas AR 2546 iniciou sua jornada pelo hemisfério visível do Sol em 14 de maio de 2016, quando surgiu no limbo sudeste. A partir do dia seguinte, iniciaram-se as análises e medições dessa interessante formação da fotosfera solar.  De acordo com o website Space Weather Live (www.spaceweatherlive.com), a mancha solar AR 2546 apresentou as seguintes características nos últimos dias:

Mancha AR 2546 Quantidade de Manchas: Tamanho:      Classe Magnética:
15/05/2016                           1                  250 MH                     α
16/05/2016                           3                  410 MH                     α
17/05/2016                           2                  540 MH                     α

É bom lembrar que 1 MH (1 milionésimo da superfície do disco solar visível) corresponde a 3,04 milhões de Km2 e a classe magnética α  significa unipolar.

Imagem: A bela mancha solar AR 2546. Foto executada com apenas 1 frame em 18 de maio de 2016, 10:17:15.

Imagem: O hemisfério visível do Sol fotografado com filtro H-Alpha, mostrando as posições das manchas AR 2546 e AR 2544. Foto executada com apenas 1 frame em 18 de maio de 2016, 10:22:45.

Hoje, 18 de maio de 2016, a mancha AR 2546 apresenta-se como um conjunto de 5 manchas (1 enorme e 4 minúsculas), com 540 Mh de tamanho e classe magnética β (bipolar). Note que, durante a viajem de AR 2546 através do disco solar visível, ela comportou-se de forma muito dinâmica, transformando sua quantidade, evoluindo seu tamanho e mudando sua classe magnética.

Com o grupamento AR 2546 apresentando 540 MH de tamanho e lembrando que a superfície do planeta Terra (510.072.000 km2) tem aproximadamente 169 milionésimos do disco solar visível (ou 169 MH), é fácil calcular que, na grande área da fotosfera ocupada por AR 2546, caberiam aproximadamente 3,2 superfícies do planeta Terra.

Imagem: Para efeito de comparação, a imagem de Mercúrio (capturada no trânsito de 09/05/2016) é mostrada ao lado da mancha AR 2546. Foto da mancha AR2546 em 18 de maio de 2016, 10:18:27. Foto de Mercúrio em  09 de maio de 2016, 09:20:10. Fotos com apenas 1 frame.
Imagem: Em 18/05/2016, não só AR 2546 estava presente no hemisfério visível do Sol. A mancha composta AR 2544, menor que AR 2546, também estava lá, aproximando-se do limbo nordeste, próximo do final de sua jornada através do hemisfério visível do Sol. Nessa data, AR 2544 mostrou-se com 120 MH de tamanho. Foto executada com apenas 1 frame em 18 de maio de 2016, 10:31:22.

Observatório Lunar Vaz Tolentino – www.vaztolentino.com

Trânsito do Planeta Mercúrio em frente ao hemisfério visível do Sol em 09 de maio de 2016.

Ricardo José Vaz Tolentino
Observatório Lunar Vaz Tolentino

Um trânsito é o evento astronômico, observado a partir de um ponto de vista específico, que ocorre quando um corpo celeste A move-se através da face de um corpo celeste B, escondendo uma pequena parte do corpo celeste B.

No evento de 09 de maio de 2016, envolvendo o planeta Mercúrio e o Sol, a partir do ponto de vista aqui da Terra, o trânsito ocorreu quando Mercúrio passou em frente ao disco brilhante do Sol.

Trânsitos são eventos astronômicos raros. No caso de Mercúrio, existem em média, treze trânsitos a cada século.  O último trânsito de Mercúrio ocorreu em 08 de novembro de 2006 e o próximo será em 11 de novembro de 2019, para depois ocorrer em 13 de novembro de 2032. Durante o trânsito, o planeta pode ser visto como um pequeno disco preto, movendo-se lentamente em frente ao hemisfério solar visível.
Imagem: Foto do trânsito de Mercúrio obtida através das nuvens em 09 de maio de 2016, 09:20:35, utilizando telescópio refrator APO Orion EON 120mm, Celestron Ultima 2X barlow, filtro luz branca Celestron Omni 120 e câmera Orion StarShoot Solar System Color Imaging Camera IV – apenas 1 frame - VTOL.

O trânsito de Mercúrio só acontece se o planeta estiver em conjunção inferior com o Sol (entre a Terra e o Sol). Além disso, também é necessário que Mercúrio cruze com o plano orbital da Terra (eclíptica). O ponto de cruzamento da órbita do planeta com o plano da eclíptica é chamado de nodo, e pode ser ascendente ou descendente.

Estamos mais acostumados, devido à frequência, a observar os trânsitos das luas galileanas em frente ao disco do planeta Júpiter.  Porém, no caso específico de planetas, somente as órbitas de Mercúrio e Vênus ocorrem no interior da órbita da Terra. E, por isso, são os únicos planetas que podem passar entre a Terra e o Sol para produzir um trânsito. 

Imagem: Composição fotográfica mostrando o trânsito quase tangencial d

a lua Europa de Júpiter. Fotos obtidas em 26 de junho de 2016, iniciando às 04:49:15 – VTOL.

A órbita de Mercúrio é altamente excêntrica, ou seja, sua órbita se distancia da forma circular, traçando um trajeto bastante elíptico. A excentricidade orbital normalmente é representada por valores entre 0 e 1 (o valor 0 representa uma órbita circular). No caso de Mercúrio ela vale 0,2056 e no caso da Terra vale 0,0167. A excentricidade da órbita de Mercúrio faz com que a distância do pequeno planeta ao Sol possa variar aproximadamente de 46 milhões de quilômetros a 70 milhões de quilômetros.

Além disso, a órbita de Mercúrio possui inclinação de 7,004° em relação à órbita da Terra em torno do Sol (eclíptica). Tais órbitas (Mercúrio e Terra), que são extremamente diferentes e inclinadas, trazem consequências importantes sobre as particularidades e a frequência dos trânsitos de Mercúrio, tornando-os raros.

Nos tempos atuais, a órbita de Mercúrio atravessa o plano orbital de nosso planeta no início de maio (nodo descendente) e no início de novembro (nodo ascendente) de cada ano. Nesses momentos, se coincidir de Mercúrio estar passando entre a Terra e o Sol, um trânsito ocorrerá. 
Imagem: Foto do trânsito de Mercúrio obtida através das nuvens em 09 de maio de 2016, 09:14:20, utilizando telescópio refrator APO Tele Vue 85, Celestron Ultima 2X barlow, filtro luz branca Celestron Omni 102 e câmera Orion StarShoot Solar System Color Imaging Camera IV – apenas 1 frame - VTOL.

Em maio Mercúrio está próximo ao afélio (ponto de órbita mais afastado do Sol) e, por isso, move-se mais lentamente em sua órbita. Em novembro ele está próximo do periélio (ponto da órbita mais perto do Sol) e, por isso, move-se mais rápido em sua órbita.

No periélio, a velocidade orbital de Mercúrio atinge 59,0 km/s, valor esse que é 50% mais rápido do que no afélio, que atinge 38,9 km/s.

Os trânsitos de novembro tem o dobro da frequência dos de maio. Durante o transito de maio, Mercúrio está próximo do afélio (move-se lentamente) e durante o transito de novembro, Mercúrio está próximo do periélio (move-se mais rápido).
Imagem: Foto do trânsito de Mercúrio obtida através das nuvens em 09 de maio de 2016, 09:14:20, utilizando telescópio solar refrator Coronado PST (filtro H-Alpha) e câmera Orion StarShoot Solar System Color Imaging Camera IV – apenas 1 frame - VTOL.

Os trânsitos de maio ocorrem no nodo descendente da órbita de Mercúrio. Nos trânsitos de maio (afélio – mais afastado do Sol e mais próximo da Terra), Mercúrio apresenta um diâmetro angular de 12 arco-segundos e o Sol apresenta diâmetro angular de 1902 arco-segundos. Nessa época, Mercúrio mostra-se com um tamanho de aproximadamente 1/158 do tamanho do Sol, quando visto da Terra.

Os trânsitos de novembro ocorrem no nó ascendente da órbita de Mercúrio. Nos trânsitos de novembro (periélio – mais próximo do Sol e mais afastado da Terra), Mercúrio apresenta um diâmetro angular de 10 arco-segundos e o Sol apresenta 1937 arco-segundos. Nessa época, Mercúrio possui um tamanho de aproximadamente 1/194 do tamanho do Sol, quando visto da Terra.

De acordo com o astrônomo Nelson Travnik, os nodos são cruzados próximo aos dias 7 de maio e 9 de novembro e os trânsitos somente podem ocorrer próximos a esses dias. A diferença principal é que nos trânsitos de maio, Mercúrio está mais próximo da Terra e seu semi-diâmetro é um pouco maior que os trânsitos de novembro. Devido a excentricidade da órbita do planeta, a mais forte do sistema solar, 0,205, os trânsitos de novembro são duas vezes mais numerosos que os de maio.

 Imagem: Composição fotográfica do trânsito de Mercúrio obtida através das nuvens em 09 de maio de 2016, 09:40:32 (foto maior) e 09:35:15 (foto menor), comparando o diâmetro angular de Mercúrio com a mancha solar AR 2542, que estava presente durante o trânsito. AR 2542 apresentava-se como um grupamento de 8 manchas, cpm tamanho 100 MH e classe magnética β (grupo de manchas solares que possuem polaridade positiva e negativa (bipolar), com uma simples divisão entre as polaridades). As fotos foram obtidas com o uso do telescópio refrator APO Orion EON 120mm, Celestron Ultima 2X barlow, filtro luz branca Celestron Omni 120 e câmera Orion StarShoot Solar System Color Imaging Camera IV – apenas 1 frame - VTOL.

Os principais eventos que ocorrem durante um trânsito são os contatos. Os contatos I e II definem a fase de entrada, enquanto os contatos III e IV definem a fase de saída.

O trânsito começa com o contato I, que é o instante em que o disco do planeta tangencia externamente o limbo do Sol. No contato II, o disco inteiro do planeta é visto pela primeira vez, quando o planeta é tangencia internamente o limbo do Sol. Durante as próximas horas a silhueta escura do planeta atravessa lentamente o disco solar brilhante. No contato III, o planeta atinge o limbo oposto do Sol e mais uma vez tangencia internamente o Sol. O trânsito termina no contato IV, quando o limbo do planeta tangencia externamente o limbo do Sol. 

No trânsito de 09 de maio de 2016, o planeta Mercúrio cruzou o disco solar numa direção descendente, de Nordeste para Sudoeste. O trânsito pôde ser visto de qualquer lugar na Terra onde o Sol estivesse acima do horizonte no momento do evento.

Em Belo Horizonte / MG, durante todo o período do trânsito de Mercúrio de 09 de maio de 2016, o céu permaneceu muito nublado, impossibilitando os registros de todos os contatos. Infelizmente, somente conseguimos obter algumas fotos do evento através das nuvens, o que diminuiu a quantidade de registros e também a qualidade dos mesmos. 

De acordo com o Prof. Vaz Tolentino (Observatório Lunar Vaz Tolentino - onde as fotos do trânsito de Mercúrio presentes neste texto foram obtidas - LAT: 19º 55’ 40.6” S, LON: 043º 55’ 04.1” W, ALT: 898m) e com o Astrônomo Antônio Campos do CEAMIG,  não foi possível cronometrar os instantes I, II, II e IV (parte integrante do projeto do astrônomo Hélio Vital) devido às condições de nebulosidade reinantes "sobre a vertical de Belo Horizonte-MG".

Relatos de Alexandre Amorim (Estação Costeira 1 -SC), Marcos Calil (Santo André/SP), Antônio Padilha Filho (Correias / RJ) e William Souza, informaram condições atmosféricas desfavoráveis aos registros, com muitas nuvens cobrindo o céu durante o evento do trânsito.

De acordo com os cálculos do astrônomo Hélio Carvalho Vital, do Rio de Janeiro/RJ, para Belo Horizonte / MG, os contatos ocorreram da seguinte forma:

Contato    Hora de Brasília    Altura (º)
       I             08:13:50                  25
       II            08:17:01                  25
     III            15:38:49                  23
     IV           15:41:59                  22

Agora só nos resta esperar por 11 de novembro de 2019, quando ocorrerá o próximo trânsito de Mercúrio. Vamos pedir a Deus e à nossa amiga Urânia que nos ajudem, trazendo um céu ensolarado e limpo, nos dando a oportunidade para executar registros totais e com qualidade.

Imagem: Composição fotográfica obtida através das nuvens, mostrando alguns momentos do trânsito de Mercúrio em 09 de maio de 2016 – fotos com apenas 1 frame – VTOL.

Observatório Lunar Vaz Tolentino – BH/MG – www.vaztolentino.com.br

Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu: o que estamos aprendendo? Maio 2016

Aléxia Lage de Faria
alagef@gmail.com
CEAMIG/GREC

“Olhem para as estrelas e aprendam com elas.”
Albert Einstein

O Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu possui como missão criar e manter a cultura da observação e reconhecimento da esfera celeste entre os associados recém-ingressos nos quadros do CEAMIG – Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CAMPOS, 2014). Os membros se reúnem aos sábados para estudo teórico e/ou prático e mensalmente realizam observações, quando as condições do tempo assim permitem.

Durante as reuniões do grupo, realizadas no período de 07/05/2016 a 21/05/2016, os seguintes tópicos foram estudados:

1. Técnicas de observação: Resolução, Contraste, O contraste e a visão dos objetos difusos, Cálculo do brilho superficial de um objeto extenso, Filtros especiais para as observações do céu profundo e Técnicas de observação dos objetos do céu profundo (em andamento).

Na parte prática, foi dada continuidade ao Programa Observacional de Nebulosidade – PON, iniciado em 1°de dezembro de 2015. Os resultados que serão apresentados referem-se ao mês de abril/2016 e serão também comparados com os dos meses de janeiro a março de 2016.

Além disso, foi dada continuidade ao Programa de Treinamento Observacional – Star Hopping, referente à observação de estrelas no período crepuscular, seja ele matutino ou vespertino. Os resultados serão também apresentados mais à frente neste texto.

Resultados do Programa Observacional de Nebulosidade

As estimativas de nebulosidade coletadas são informadas conforme uma sintaxe de reporte, definida para cada observador (Figura 1).
Figura 1 - Sintaxe de Reporte para as estimativas de nebulosidade coletadas.
Fonte: CEAMIG, 2015-2016.

Na Figura 2, é apresentado o reporte de nebulosidade referente ao período de 01/01/2016 a 30/04/2016.
Figura 2 - Reporte de Nebulosidade referente ao período de 01/01/2016 a 30/04/2016.
Fonte: CEAMIG, 2015-2016.

O resultado do Índice Médio Mensal Individual (IMMI) em abril/2016, para cada observador, pode ser visto na Figura 3:

Figura 3 - Índice Médio Mensal Individual para o mês de abril/2016.
Fonte: CEAMIG, 2015-2016.

Os resultados do Índice Médio Mensal Final (IMMF), referentes aos meses de janeiro a abril de 2016, podem ser vistos na Figura 4. Note-se que o índice vem decrescendo nesse período conforme esperado, à medida que o outono avança, estação caracteristicamente mais seca e, consequentemente, de menor nebulosidade.

Figura 4 -  Índice Médio Mensal Final para os meses de janeiro a abril de 2016.
Fonte: CEAMIG, 2015-2016.


Por fim, foram gastos 49 minutos para a realização da coleta de todas as estimativas para o mês de abril/2016. 
Figura 5 -  Produtividade Observacional para o período de janeiro a abril/2016.
Fonte: CEAMIG, 2015-2016.


Resultados do Programa de Treinamento Observacional – Star Hopping

O Programa de Treinamento Observacional (Atividades Práticas) utiliza-se da aplicação da metodologia mundialmente conhecida como "Star Hopping". Foi formalmente iniciado em fevereiro/2016, sendo que essa atividade consiste na identificação correta de uma estrela utilizando-se um planisfério celeste rotativo e o registro de seus dados observacionais, tais como a data e hora de observação (em Tempo Universal), o nome da estrela, a constelação a que pertence e o cálculo aproximado da altura em que se encontra (em graus) e indicando ainda em qual quadrante foi observada (Leste ou Oeste), buscando-se com isso o momento teórico de sua Passagem Meridiana. Também podemos anotar em qual período foi realizada a observação tais como: nas diversas fases do Crepúsculo (Civil, Náutico, Astronômico), podendo ser Matutino ou Vespertino, ou mesmo no Período Noturno; as condições de visibilidade (em percentuais % de nebulosidade) e a fase da Lua.

No período de 18/04/2016 a 15/05/2016, 150 observações foram registradas por 6 observadores, conforme mostrado na tabela a seguir:
 
Tabela 1 -  Quantidade de observações realizadas por cada observador, totalizando-se 150 registros.
Fonte: CEAMIG, 2016.

Foram identificadas 35 estrelas de 12 constelações, conforme mostrado na tabela a seguir:
 
Tabela 2 -  Constelações e estrelas observadas no período de 18/04/2016 a 15/05/2016.
Fonte: CEAMIG, 2016.

A estrela mais observada neste período foi Spica, seguida por Kraz e Zosma (Tabela 3):
Tabela 3 -  Número de vezes com que cada estrela foi observada.
Fonte: CEAMIG, 2016.

As observações ocorreram predominantemente no Crepúsculo Astronômico Vespertino, seguidas por pequena diferença, por registros no Crepúsculo Náutico Vespertino, havendo também registros no Período Noturno e nos Crepúsculos Civis Vespertino e Matutino (Tabela 4).
 
Tabela 4 -  Número de registros conforme o período de observação.
Fonte: CEAMIG, 2016.

No próximo informativo, serão apresentados os resultados do Programa Observacional de Nebulosidade (referentes ao mês de maio/2016) e do Programa de Treinamento Observacional – Star Hopping (referentes a um período compreendido entre maio e junho/2016). 

REFERÊNCIAS

CAMPOS, Antônio Rosa. (arcampos_0911@yahoo.com.br). [Ceamig] Grupo de Estudos de Reconhecimento do Céu! [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por ceamig@yahoogrupos.com.br em 24 nov. 2014.

CEAMIG – CENTRO DE ESTUDOS ASTRONÔMICOS DE MINAS GERAIS. Base de Dados do Programa Observacional de Nebulosidade 2015-2016. Dados referentes ao período de janeiro a abril de 2016, coletados pelo Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu - GREC. Belo Horizonte: CEAMIG, 2015-2016.

CEAMIG – CENTRO DE ESTUDOS ASTRONÔMICOS DE MINAS GERAIS. Base de Dados do Programa de Treinamento Observacional – Atividades Observacionais do Crepúsculo 2016. Dados referentes ao período de 18/04/2016 a 15/05/2016, coletados pelo Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu - GREC. Belo Horizonte: CEAMIG, 2016.