domingo, 1 de outubro de 2017

O asteroide (48) Doris em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 08 de novembro próximo, o asteroide Doris estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.806), quando então sua magnitude chegará a 10.9, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.


Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 48 Doris foi descoberto em 19 de setembro de 1857 pelo astrônomo alemão Hermann Mayer Salomon Goldschmidt (1802 - 1866) no Observatório de Paris. Seu nome é uma homenagem a Doris, mulher de Nereu, mãe das Nereidas. Dóris (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em:  <https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:<http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start> - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

O asteroide (2) Pallas em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 28 de outubro próximo, o asteroide Pallas estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.163), quando então sua magnitude chegará a 8.1, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 2 Pallas foi descoberto em 28 de março de 1802 pelo astrônomo alemão Wilhelm Olbers (1758 - 1840) no Observatório de Bremen. Seu nome é uma homenagem a Palas, filha de Tritão, a quem Júpiter confiou-lhe a educação de Minerva que não tinha mãe. (MOURÃO, 1987).

Pontos de interferometria realizado em 1983 indicou a presença de um grande satélite. Em 1926, van den Bos e Finsen relataram uma observação visual que Pallas era duplo (Apud. Finsen, W.S., 926. In Report of Union Observatory, Mon.Not,R.astr.Soc., 86, 209.) Não há evidências que ocultações secundárias foram obtidos na época das ocultações primárias de estrelas ocorridas em 29 de maio de 1978 e 29 de Maio de 1983. Ambos os eventos foram bem observados.

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing>; Acesso em 02 Dez. 2016.
CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em: <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>;. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

O asteroide (42) Isis em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 18 de novembro próximo, o asteroide Isis estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.004), quando então sua magnitude chegará a 10.4, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 42 Isis foi descoberto em 23 de maio de 1856 pelo astrônomo inglês Norman Robert Pogson (1829 - 1891) no Observatório de Oxford. O nome é uma homenagem à divindade egípcia Ísis (a Lua), mulher de Osíris, que foi mãe de Hórus. O culto de Ísis difundiu-se na Grécia e em Roma. Ísis é o nome sob o qual Io foi adorada no Egito. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing>; Acesso em 02 Dez. 2016.

CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em: <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>;. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

Cresce a agressividade das mudanças climáticas.

Nelson Alberto Soares Travnik (*)
nelson-travnik@hotmail.com
Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum

Será que o clima está piorando? O que significa tantas catástrofes juntas ? Será que a Mãe Natureza está perdendo a paciência? Será que nós como espécie dominante poderemos acabar um dia? Será que apesar de tanta tecnologia seremos capazes de sobreviver até mesmo em condições extremas como as que aconteceram nas grandes glaciações? Não se pode negar que o planeta vive um tempo de catástrofes: furacões, ciclones, tempestade tropicais mais intensas (a Harvey e a Irma nos USA é um exemplo disso), tremores onde não haviam e secas severas.

A resposta é que essas mudanças radicais sempre aconteceram e que por vezes a continuidade da vida chegou a ser ameaçada. Muito do que acontece são fenômenos naturais apesar da agressividade. Acontece que a noção do tempo dos humanos é bastante diferente do tempo da Terra e por isso é comum uma ou outra pessoa apelar até mesmo na possibilidade do ‘fim dos tempos’ estar próximo quando um grande desastre natural ocorre.  Um comportamento presente em todas as culturas.

Há pelo menos 10.000 anos, vivemos hoje uma era de excepcional estabilidade no que diz respeito a última era glacial. Existem contudo evidências comprovadas geologicamente que o nosso clima não tem a estabilidade que conhecemos. Elas provam que por varias vezes nosso planeta esteve coberto de gelo e neve até a linha do equador e, por outro lado, as regiões próximas aos pólos tinham clima ameno com vegetação típica dos trópicos  e onde circulavam mamíferos e outras muitas espécies. Os cientistas concordam que há 580 milhões de anos aconteceu uma gigantesca glaciação e que os oceanos congelaram levando a extinção de 99% da vida no planeta

O mais espantoso é que a Terra submetida a temperaturas tão drásticas, sugere que a vida é muito mais robusta que pensávamos antes e que o clima da Terra é muito menos estável do que os cientistas supunham. O fato é que após o fim da glaciação aconteceu uma explosão da vida e isso permitiu a evolução dos seres humanos a partir de 2,5 milhões de anos. Outra grande glaciação climática aconteceu há 65 milhões de anos quando um asteróide de 10 km de diâmetro atingiu a Terra na baia de Yucatán no México, provocando mudanças drásticas no clima e levando a extinção de 80% da vida na Terra, incluindo os dinossauros. É licito lembrar também as pequenas glaciações como a ultima que assolou a Europa de 1600 a 1800 quando os rios congelaram. Estudos mostraram que a Pequena Era Glacial coincidiu com um período extenso da mínima atividade solar conhecida como mínimo de Maunder com um período quase nulo de atividade. É sabido que essa atividade está ligada ao numero de manchas solares que apresenta variações em um período de 11 anos. Isso pode ser comprovado  a partir dos anéis  de crescimento das árvores que registram variações térmicas com maior concentração do carbono 14, a forma não estável desse elemento associado a mínimas solares. Assim, tudo que acontece no Sol se reflete na Terra. 

Os oceanos são atores essenciais da evolução do clima. Os indicadores do aquecimento global mostram que vão muito além do Protocolo de Kyoto. São assustadores. Na medida em que o século avança, as temperaturas podem subir 3º C até 2100.  Alaska e Sibéria registram as maiores taxas de aquecimento do planeta. O derretimento de gelo na Antártida e na Groenlândia é produto do aquecimento global. Com o gradual degelo das calotas polares, o nível do mar está aumentando   e significará que cidades costeiras como Santos serão invadidas pelo mar e 200 milhões de pessoas terão que abandonar suas moradias. Recentemente habitantes de uma das ilhas da Indonésia tiveram que abandonar a mesma e mesmo aqui em algumas costas do Brasil o mar já avançou obrigando os moradores a abandonarem suas casas. O aquecimento apresentando por um Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas IPCC e da ONU, apontam que o derretimento das geleiras irá provocar ressacas, deslizamentos, inundações, falta de água potável, desaparecimento de uma serie de espécies, pobreza crescente e um êxodo de dezenas de milhões de “refugiados do clima”. O aquecimento já está derretendo as geleiras dos Andes e ameaça a Floresta Amazônica. Também o degelo das geleiras glaciares do Kilimanjaro na Tânzania é uma realidade ou seja: o monte perdeu 80% da sua neve e se continuar nesse ritmo desaparecerá em 2021. O monte tinha uma área de mais de 12 km2 coberto de gelo e hoje não chega a 3 km2. Uma grave ameaça para o abastecimento hídrico da região com a redução do caudal dos rios que descem a partir dos gelos. Nesse cenário assustador, as nações mais próximas aos pólos, Rússia e Canadá por exemplo, devem ser brevemente beneficiadas. Pesquisas assinalam que os oceanos estão aquecendo 50% a mais do que o previsto. O grande vilão, a emissão de dióxido de carbono na atmosfera, não é provocada como alguns pensam apenas pelo homem. Um vulcão ativo também contribui para isso. Com o advento da era industrial, os climatologistas começaram a apelar para a emissão desenfreada do dióxido de carbono que é o gás que mais influencia as temperaturas da superfície terrestre. Assim surgiu o indesejável efeito estufa. E vale aqui recordar sempre as palavras do Chefe Seatle, índio americano do século passado: “o que acontecer com a Terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não trançou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios; Tudo que fizer ao tecido, fará a si mesmo”. Outrossim,  os motivos para essas mudanças climáticas recaem também na inclinação do eixo de rotação da Terra.  Apenas 5% de variação para mais ou para menos é capaz de transformar o planeta em um deserto ou uma bola de neve. Urge não pensar apenas em nossas necessidades mas de todo o sistema Gaia, como a nossa grande e única Casa Comum.

Nelson Alberto Soares Travnik é astrônomo, membro titular da Sociedade Astronômica da França e Membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A ocultação de Netuno pela Lua em 06 de setembro 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 06 de setembro próximo a Lua +100% iluminada e numa elongação solar de 178°, novamente ocultará o planeta Netuno, nesta oportunidade com uma magnitude visual de 7,8. Trata-se de mais uma rara oportunidade da realização do registro da ocultação (figura. 1) do mais exterior dos planetas existentes no sistema solar; sendo este evento diurno, ainda assim e passível de ser registrado visualmente por observadores munidos de pequenos instrumentos óticos com aberturas de 150mm ou maiores como: lunetas e telescópios.

Conforme podemos vislumbrar numa rápida análise da figura 1 (projeção Mercator), todo o evento será observável na região austral da América do Sul (Argentina, Brasil, Chile e Uruguai) e regiões da Antártida.

Netuno 

Netuno é o planeta mais externo no sistema solar e um digno representante dos gigantes gasosos; seu diâmetro equatorial possui 49.500 quilômetros; a história da descoberta deste planeta remonta as pequenas irregularidades no movimento observado de Urano e Netuno, estes descobertos em 13 de março de 1781 por William Herschel e em 23 de setembro de 1846 por Johann Gottfried Galle e também e Louis d'Arrest no Observatório de Berlim, após as análises matemáticas feitas por Urbain Jean Joseph Le Verrier (CAMPOS, 2015).

Esta será a oitava e última oportunidade de se observar uma ocultação deste planeta neste ano, sendo que das 13 ocultações previstas, quatro foram passíveis de acompanhamento na América do Sul sendo esta oportunidade, a mais favorável neste período. Um novo ciclo de ocultações deste planeta iniciar-se-á em 2023, quando então observadores no extremo sul da Austrália terão a oportunidade de registrar esse evento com Netuno apresentando uma magnitude visual de 7.9 naquela oportunidade.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

_______, Olá Plutão e Caronte. Prazer em conhecer-lhes! Sky and Observers, 14 Julho 2015. Disponível em: <https://goo.gl/T6ELiK> Acesso em: 17 Jan. 2017.

- HAMILTON, Calvin J. Netuno. Disponível em: <http://astro.if.ufrgs.br/solar/neptune.htm> Acesso em: 17 Jan. 2017.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 21 Abr. 2017.

ROBINSON, Rob. IOTA (Webmasters Homepage) <http://www.lunar-occultations.com/iota/iotandx.htm> - Acess in 16 Jan. 2017.

O asteroide (24) Themis em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 20 de outubro próximo, o asteroide Themis estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.002), quando então sua magnitude chegará a 11.5, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 24 Themis foi descoberto em 05 de abril de 1853 pelo astrônomo amador italiano Annibale De Gaspari (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. Seu nome é uma alusão à deusa da justiça. Têmis filha do céu e da terra. Este nome foi proposto pelo astrônomo italiano Angelo Secchi (1818 - 1878) pioneiro da espectroscopia estelar (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

O asteroide (64) Angelina em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 22 de outubro próximo, o asteroide Angelina estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.049), quando então sua magnitude chegará a 11.1, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 64 Angelina foi descoberto em 04 de março de 1861 pelo astrônomo alemão Ernest Wilhelm Tempel (1821 - 1889) no Observatório de Marselha. Seu nome é homenagem de Benjamin Vals à estação astronômica do Barão de von Zach em Notre Dame des Anges, sobre as montanhas de Mimet, próximo a Marselha. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


O asteroide (7) Iris em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 30 de outubro próximo, o asteroide Iris estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.699), quando então sua magnitude chegará a 6.9, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 7 Iris foi descoberto em 13 de agosto de 1847 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. Seu nome é homenagem a Íris ou Íride, filha de Taumas e Electra, e mensageira de Juno, em particular, e dos deuses, cuja aparição era anunciada pelo arco-íris. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

O asteroide (44) Nysa em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 03 de novembro próximo, o asteroide Nysa estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.978), quando então sua magnitude chegará a 9.6, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 44 Nysa foi descoberto em 27 de maio de 1857 pelo astrônomo Herman Goldschmidt (1802-1866) no Observatório de Paris. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

A maldição dos cometas

Nelson Alberto Soares Travnik (*)
nelson-travnik@hotmail.com
Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum

Acostumados a regularidade dos movimentos dos astros, nossos antepassados não podiam deixar de surpreender-se com a passagem inesperada de uma bola luminescente com uma cauda luminosa riscando o céu.

Presentes em todas as culturas, a história dessas “estrelas de cauda” é pontilhada de maus agouros. Os povos da antigüidade quando observavam um cometa eram possuídos pelo pavor. Eles surgiam de repente, sem nenhum aviso, de qualquer ponto do céu quebrando assim a harmonia da esfera celeste. Esse fenômeno social, ligando a figura dos cometas a presságios funestos, aparece em todas as culturas formadoras da civilização ocidental. Os babilônios os viam como barbas celeste, os gregos com cabelos esvoaçantes e os árabes como espadas flamejantes. Na Idade Média eram também encarados como espadas, adagas, barbas, cabelos eriçados ou crucifixos voadores.

Parece que os romanos acreditavam seriamente que o grande cometa de 34 a.C., ano da morte de César, fosse a alma do ditador deixando a Terra. Em abril de 1066, o cometa Halley apareceu no momento em que Guilherme, o Conquistador, invadia a Inglaterra. Os cronistas da época são unânimes: os normandos guiados por um cometa invadem a Inglaterra! Os ingleses são efetivamente derrotados na batalha de Hastings e Mathilde, esposa de Guilherme representa a aparição do cometa na celebre tapeçaria de Bayeux. O mesmo cometa Halley surge na primavera de 1456, justamente à época da guerra dos turcos e cristãos dirigida por Maomé e o papa Calisto III. Os cristãos vêem nele um alfanje e os muçulmanos uma cruz. O papa ordena o repicar dos sinos, convida os fiéis a fazerem preces e excomunga o cometa. Em 1519 no México, um cometa apareceu no céu provocando grande temor e Montezuma II que mandou castigar seus astrônomos sacerdotes por não o terem previsto. Os incas no Peru encaravam os cometas como avisos de fúria do deus-sol INTI e supõe-se que para acalmá-lo foram realizados sacrifícios de crianças. O famoso cirurgião Ambroise Paré em seu livro ‘Monstros Celestes’ escreveu que o cometa de 1528 era tão horrível e espantoso que algumas pessoas morreram de medo, outros caíram doentes e era enviado pelos anjos para advertir-nos do pecado. Em 1577 a aparição de um cometa teria envenenado as fontes com seus gases e muita gente e o gado haviam morrido. Na nglaterra a rainha Elizabeth I foi proibida de olhar o cometa.

Em 1582 um cometa passou sobre a Dinamarca e segundo alguns relatos engendrou monstros horríveis e os que viram foram denominados “os filhos do cometa” e recusados de receber o batismo pelos padres. Um outro cometa, o de 1614, foi visto em Castela com chifres e quatro letras enigmáticas. Em 1618 um cometa gigante teria provocado a terrível peste desse ano. A chegada de um cometa em 1667 constituiu uma ameaça pessoal a Afonso VI, rei de Portugal que, ao vê-lo, foi para o terraço e descompõe o astro ameaçando-o com uma pistola! Os cometas parecem ter também exercido um papel de importância na vida de Napoleão Bonaparte. Um cometa apareceu a olho nu no dia do seu nascimento em 15/08/1769 e um outro foi visível no dia de sua morte em 05/05/1821.
Efeito de um cometa caindo na Terra segundo uma gravura de 1857 e a Lua sorri da nossa desgraça.

Em 1910 com a astronomia a ser mais divulgada, a grande aparição do cometa Halley foi marcada por episódios desconcertantes. Nos EEUU, em Oklahoma, autoridades policiais chegaram no exato momento em que um grupo de fanáticos da seita ‘Select Followers’ iam sacrificar uma jovem para livrar a Terra da ira do cometa. Em muitas cidades, procissões e filas imensas se sucediam nos confessionários levando os padres a exaustão enquanto na Hungria um cidadão se suicida. O pânico se apodera pelas previsões de que a Terra mergulhada na cauda do cometa seria envenenada uma vez que além de outros gases presentes na cauda, havia sido detectado o cianogênio, o gás mais mortal que conhecemos. O curioso é que poucos sabiam que nosso planeta em duas ocasiões, 1819 e 1861, já havia atravessado a cauda de um cometa sem ser molestada. Apesar dos conhecimentos  astronômicos atuais, em plena Era Espacial, a superstição e a imaginação popular ainda encontram lugar atribuindo aos cometas sinal de alguma catástrofe eminente ou um aviso do céu para a vinda de um novo líder espiritual. Em 1970 durante o conflito árabe-israelense, o cometa Bennett causou pânico em uma aldeia árabe cuja população chegou a tomá-lo por um artefato de guerra judeu! Em março de 1997 em San Diego, California, EEUU, 39 pessoas membros da seita ‘Heavens Gate’ se suicidaram na certeza de encontrar um UFO que vinha atrás do cometa Hale Bopp e que os levariam para uma civilização superior à da Terra. Esses episódios recentes nos levam a acreditar que ainda irão acontecer bizarros acontecimentos ligados a aparição desses astros que nos encantam sempre com suas aparições.

(*) Nelson Alberto Soares Travnik é diretor do Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum - SP e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O Eclipse Total do Sol em 21 de agosto 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 21 de agosto ocorrerá o quarto (e último eclipse de 2017), sendo que nesta oportunidade o eclipse será total e visível de forma total em grande parte da América do Norte (cortando costa a costa os Estados Unidos), A faixa de totalidade terá início ao norte do oceano pacífico, finalizando-se também na porção setentrional do oceano Atlântico de acordo com a figura 1. 

Nas demais regiões (ao norte e ao sul) das Américas, isso também incluí as regiões Oeste da África e da Europa, bem como também o nordeste da Ásia, o eclipse será observado de forma parcial conforme é apresentado inclusive nas tabelas enumeradas de 1 a 6. 

Regiões de visibilidade parcial

No continente africano o eclipse poderá ser observado das seguintes localidades: Cabo Verde, Marrocos e Senegal, onde o eclipse poderá ser observado em seu término (para algumas nações isso se dará junto à linha oceânica do Atlântico), junto ao horizonte oeste conforme apresentado na tabela 1.

De igual forma isso também ocorrerá no continente europeu quando então algumas localidades situadas naquela região; isso inclui partes da Alemanha, Andorra, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Ilhas Faroé, Islândia, Noruega, Países Baixos (Holanda), Portugal e Reino Unido (Escócia, Irlanda e Ilha de Man) de acordo com a tabela 2 abaixo.

Regiões ao Sul da América do norte onde a tabela 3 abaixo, inclui a América central nas seguintes localidades: Aruba, Barbados, Belize, Costa Rica, Cuba, Ilhas Cayman, Rep. Dominicana, El Salvador, Guadalupe, Guatemala, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Panamá, Porto Rico, São Cristóvão e Nevis e a região de Trinidad e Tobago. Este evento terá uma melhor visibilidade em Marigot na região do Caribe.

Na América do Sul onde a tabela 4 abaixo inclui localidades no Brasil, Colômbia, Equador, Suriname e Venezuela a cidade de Paramaribo no Suriname localidade de Macapá no Brasil poderá ter a maior cobertura de disco solar eclipsado nesta região.

Conforme acima ainda mencionado, a linha central da totalidade deste eclipse terá início na porção norte do oceano pacífico, entretanto a localidade de Anadyr no extremo nordeste da Rússia poderá observar a fase inicial deste eclipse junto a linha do horizonte do Oceano Glacial Ártico conforme apresentado na tabela 5 abaixo.


As regiões adjacentes, o cone de sombra e a duração do Eclipse

Conforme poderemos vislumbrar pela figura 2 as regiões norte e sul do cone de sombra observarão este evento de forma parcial; assim a tabela 6 abaixo apresentará as circunstâncias gerais de visibilidade para Bermudas (Hamilton), Canadá e México. 

A sombra inicia-se em algum ponto do norte do oceano pacífico sobre as coordenadas de latitude: 39.852°N e longitude: -170.999W e fina. O instante máximo do eclipse o território norteamericano próximo às localidades de Columbia - MO, Carbondale - IL e Nashville - TN, quando então a duração da totalidade está estimada em 2.40s. O eclipse se encerra sobre o oceano Atlântico em algum ponto sobre as coordenadas de latitude: 11.139°N e longitude: -28.010W cerca de 640 km a sudoeste de Praia em Cabo Verde conforme figura 2.

Já para localidades do território norteamericano a visibilidade de essas circunstâncias estão apresentadas na tabela 7. 

Sobre a linha central da totalidade, o eclipse abrange os seguintes estados: Oregon, Idaho, Montana (pequena porção ao sul do Condado de Beaverhead), Wyoming, Nebraska, Kansas, Iowa (pequena porção a sudoeste do condado de Fremont), Missouri, Illinois, Kentucky, Tennessee, Carolina do Norte, Geórgia e Carolina do Sul (CAMPOS, 2016). 

Assim sendo a tabela 8 apresenta as circunstâncias de totalidade para algumas localidades destas regiões.

Certamente esses observadores novamente darão razão ao astrônomo norte-americano, o conhecido “caçador de eclipses” Jay Myron Pasachoff quando compara a diferença entre observar um eclipse solar parcial e um total; à sensação é de assistirmos uma ópera ou ficar do lado de fora do teatro; não devemos pensar que Pasachoff está exagerando, entretanto o registro científico de qualquer evento astronômico, quando compartilhado é extremamente gratificante, visto que além de observador, passamos também a condição de participantes do fenômeno.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 28 Abr. 2016.

- ____________. Sky and Observers, O Eclipse Anular do Sol em 01 de setembro 2016: Disponível em: < http://goo.gl/uBFYSg> Acesso em:  08 Jan. 2017.

- ESPENAK, Fred. NASA's GSFC" - Eclipse Web Site - Available in <http://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEdecade/SEdecade2011.html> - acess on: 10 July 2017.

A ocultação de Aldebaran pela Lua em 16 de agosto 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 16 de agosto próximo, a Lua -36% iluminada e uma elongação solar de 74°, novamente ocultará a estrela Aldebaran (Alpha Tauri) de magnitude 0.9 (Figura 1), classe e tipo espectral K5+III. Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado numa grande extensão da superfície terrestre.

Desta forma, observadores localizados no Continente africano (Argélia, Cabo Verde, Egito, Líbia, Marrocos e Tunísia); na América Central (Aruba, Barbados, Rep. Dominicana, Jamaica, Porto Rico, São Cristóvão e Nevis e Trinidad e Tobago); na Ásia (Afeganistão, Arábia Saudita, Catar, Chipre, Emirados Árabes Unidos, Índia, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Paquistão, Rússia, Turquemenistão e Uzbequistão); na Europa (Albânia, Alemanha, Andorra, Armênia, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Belarus, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Rep. Checa, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, França, Geórgia, Grécia, Hungria, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Ilha de Man, Rep. Moldávia, Noruega, Países Baixos (Holanda), Polônia, Portugal, Reino Unido (Escócia, Irlanda e Ilha de Man), Romênia, Rússia, Sérvia, Suécia, Suíça, Turquia, e Ucrânia); na América do Norte (Bermudas e Estados Unidos) e região norte da América do Sul (Brasil, Colômbia, Suriname e Venezuela) poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado nas tabelas abaixo enumeradas de 1 a 6 respectivamente. 


E importante mencionar que esta ocultação será visível de forma diurna em diversos continentes acima mencionados e que as tabelas contendo nações localizadas na Europa foram subdivididas com a finalidade de inserção das diversas localidades, onde existem diversos observadores com potencial interesse neste registro.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange as regiões localizadas nos oceanos Atlântico e Pacífico. 

Albebaran 

Alpha Tauri (tipo espectral K5+III) a conhecida estrela Albebaran (figura. 3), cujo nome tradicional de origem árabe significa aquela que segue as Plêiades e uma estrela com diâmetro 36 vezes superior ao do Sol e temperatura superficial de cerca de 3.000ºK. Está situada à distância de 64 anos-luz (MOURÃO, 1987). O Atual ciclo das ocultações lunares de Aldebaran começaram a ocorrer em 29 de janeiro de 2015, perdurando até a ocultação de 03 de setembro de 2018. Um novo ciclo somente terá reinício em 2033 até o ano de 2037.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

WALKER, John. Your Sky - Fourmilab Switzerland, 2003. Disponível em <http://www.fourmilab.ch/yoursky/catalogues/starname.html> - Acesso em 05 ago. 2014.

HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 28 Abr. 2016.

O asteroide (89) Julia em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 07 de setembro próximo, o asteroide Julia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.994), quando então sua magnitude chegará a 9.0, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, auxiliando na identificação de algumas estrelas de referência e objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 89 Julia foi descoberto em 06 de agosto de 1866 pelo astrônomo pelo astrônomo francês Édouard Jean-Marie Stephan (1837 – 1923) no Observatório de Marselha. O nome é uma homenagem a uma jovem das relações do descobridor. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

O gelo que veio do espaço!

Nelson Alberto Soares Travnik (*)
nelson-travnik@hotmail.com
Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum

Enormes pedras de gelo caem em Campinas e Itapira,SP, provocando estragos e sustos. Pelas suas proporções, evento ainda é um mistério.

É como se poderia chamar um fato insólito, único talvez no mundo, acontecido em Campinas e Itapira, SP, na manhã de 11 de julho de 1997. Um bloco de gelo pesando entre 200 a 300 kg caiu do espaço em um prédio da Montadora Mercedes Benz no Distrito Industrial, próximo a Rodovia Santos Dumont, causando um rombo de 1,5 X 2,0 metros em telha de amianto com 1 cm de espessura, estilhaçando e amassando uma porta de aço. Isso ocorreu com o céu completamente claro, típico de inverno, sem nuvens. As hipóteses de formação de bloco de gelo pela atmosfera em estrutura de aeronave voando acima de 6.000 metros de altitude foram descartadas por se tratar de uma formação com peso totalmente fora dos padrões conhecidos. Alguns pedaços recolhidos foram conservados em um freezer e enviados a UNICAMP. 

EM  ITAPIRA

Em 18 de julho, uma semana mais tarde, outro bloco de gelo estimado em 50/60 kg caiu no Sítio São Luiz, a 2 km ao sul da cidade de Itapira,SP, chegando a abrir um buraco de 25 centímetros de profundidade. A exemplo de Campinas, o céu estava completamente claro. As coordenadas dos dois locais e o ângulo de choque aproximadamente 30 graus no sentido leste-oeste verdadeiro, mostram uma origem comum. Segundo testemunhas, o bloco de gelo caiu numa velocidade extremamente alta causando ruído semelhante ao de um avião a jato. Felizmente 0,8 kg foram guardados em um saco plástico e conservados em um freezer para estudos na Casa de Agricultura de Itapira e posteriormente enviados a UNICAMP.

Pesquisadores nas áreas de meteorologia e astronomia foram unânimes em dizer que desconheciam até aquele momento esse tipo de fenômeno. As análises químicas feitas na UNICAMP – CEPAGRI – CENTRAL ANALÍTICA – INSTITUTO DE QUÍMICA, no CENA – USP de Piracicaba e posteriormente no prestigioso Sandia National Laboratory - USA, não acusaram nenhum traço de insetos e resíduos de vegetação que indicassem contaminação  terrestre. Convidado na ocasião como especialista na área de cometas, tendo já publicado um livro sobre o assunto, desde o inicio, examinando o material, optei serem os mesmos pedaços de um cometa, um ‘hidrometeorito cometário’, uma vez que o percentual de gelo nesses astros é muito grande e que vez por outra ocorre o esfacelamento do núcleo no espaço provocado pela fraca coesão dos seus componentes submetidos a temperaturas elevadas ao se aproximar do Sol e efeitos gravitacionais. Minha opinião partilhada por alguns colegas desta área, encontrou respaldo logo a seguir com a hipótese do físico Louis A. Frank da Universidade de Iowa - USA, segundo o qual, milhares de pedaços de gelo bombardeiam a Terra, quebrando-se em pedaços na alta atmosfera onde o gelo desintegra-se e se mistura as nuvens e cai em forma de chuva. 

A hipótese do físico americano não levada a serio pelos cientistas, viu-se comprovada posteriormente por câmaras sensíveis no ultravioleta a bordo de artefato espacial polar da NASA. Para Frank, esse bombardeio durante bilhões de anos pode ter formado os oceanos e até trazido carbono suficiente para dar inicio a vida na Terra. No caso de Campinas e Itapira, pedaços tão grandes de gelo que entraram  na alta atmosfera, submetidos a um desgaste muito grande, deveriam pesar no espaço várias toneladas! Nesse particular, o evento foge aos padrões conhecidos e ainda é motivo para melhores estudos e pesquisas. 

(*) Nelson Alberto Soares Travnik é diretor do Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum - SP e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

sábado, 1 de julho de 2017

A ocultação de TYC 0022-01069-1 por (90) Antiope em 09 de julho 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Na madrugada de 09 de julho próximo, o asteroide (90) Antiope, ocultará a estrela TYC 0022-01069-1 de magnitude 11.0 na constelação de Pisces, proporcionando uma rara oportunidade da realização do registro deste tipo de fenômeno aos observadores localizados em sua região de abrangência (Figura 1) apresentada abaixo (PRESTON, 2017).

Regiões de Abrangência 

Numa rápida análise da figura acima, podemos observar que o evento ainda na fase noturna do dia, terá uma excelente visibilidade na América do Sul, sendo que o início da fase crepuscular matutina iniciar-se-á junto à costa do Brasil; este fato deixa o continente africano numa posição desfavorável ao registro desta observação onde o Sol obviamente, já encontrar-se-á acima do horizonte.

A figura 2 (Google, 2017) indica que o início da projeção da sombra, recairá sobre a região do oceano pacifico junto à costa do Chile e terminará junto à costa do Brasil, sendo assim, toda essa região torna-se muito favorável para as observações deste fenômeno.

Uma vez na superfície deste continente, ela recairá sobre as seguintes regiões: Chile (território de Coquimbo e Limarí, incluindo La Serena e Ovalle), norte da Argentina (incluindo o norte de San Juan, La Rioja, Catamarca, sul de Tucumán, Santiago del Estero e Chaco), Paraguai (região central incluindo Assunção); sul, sudeste e extremo sul da região nordeste do Brasil (incluindo localidades como: Cianorte, Maringá e Londrina no Paraná; Assis, Bauru e São Carlos em São Paulo; Poços de Caldas, Passos, Oliveira, Belo Horizonte e Caratinga em Minas Gerais; Colatina, São Gabriel da Palha, Jaguaré e São Mateus no Espírito Santo; Mucuri, Nova Viçosa, e Caravelas no extremo sul da Bahia).

(90) Antiope e TYC 0022-01069-1

No caso desta ocultação, a luz combinada do asteroide e da estrela cairá em 2.57 magnitude, chegando a 13,50 igualando a de (90) Antiope num período de tempo estimado em 7 segundos; em sua ultima oposição ocorrida em 12 de junho de 2016, (90) Antiope encontrava-se com uma magnitude visual estimada em 11.82 na constelação de Ophiuchus. 

Em 19 de julho de 2011 ainda, este mesmo asteroide ocultou a estrela LQ Aquarii, uma variável e gigante vermelha de classe e tipo espectral M0 cujo raio de magnitude encontram-se em 6.71 e 6.78, (AAVSO, 2017) respectivamente, quando uma boa quantidade de observadores contribuiram para determinar o perfil deste asteroide duplo, cujo satélite (S/2000 (90) 1) foi descoberto em 2000 por William Merline e seus colaboradores, observando ainda que esse asteroide era composto de dois componentes de tamanho semelhante, tornando-se um asteroide "binário” (Astronomy Magazine, 2007).

Muito pouco se sabe sobre TYC 0022-01069-1 que embora se encontre na constelação de Pisces, poderá ser facilmente localizadas se utilizarmos como referências as estrelas: 80 Psc de magnitude 5.52 uma binária de classe e tipo espectral F0III-IV; 73 Psc de magnitude 6.35 e classe espectral gK5, bem como ainda o espetacular sistema múltiplo 77 Psc onde a primária possui magnitude 6.35 e a secundária magnitude 7.35 respectivamente, conforme carta de busca apresentado na figura 3.

Suas coordenadas equatoriais (ascensão reta e declinação) são: AR: 01 08 12.5651  Decl: +04 46 30.948  (J2000.0) respectivamente. 

Segundo o observador brasileiro Antonio Padilla Filho (REA/Brasil), o registro das ocultações por observadores não-profissionais não tem muitos adeptos no nosso país. O campo é fértil para a produção de dados precisos se forem utilizados equipamentos adequados, que hoje estão ao alcance de qualquer pessoa que tenha interesse e o mínimo de recursos (PADILLA FILHO, 2016).

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- PADILLA FILHO, Antonio. Sky and Observers, A ocultação de TYC 5667-00417-1 por 236 Honoria. Disponível em: http://goo.gl/l7n3Z8, Acesso em 22 maio 2017. 

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 21 Abr. 2017.

- ROBINSON, Rob. IOTA (Webmasters Homepage) <http://www.lunar-occultations.com/iota/iotandx.htm> - Acess in 16 Jan. 2017.

- PRESTON, Steve. (Steve's Asteroid Occultation Index Page) Availabe in: < http://www.asteroidoccultation.com/2017_07/0709_90_51144_Summary.txt> - Acess in: 16 may 2017.

- AAVSO Home (VSX) Index. 1110, Available in: <http://www.aavso.org/vsx/index.php?view=detail.top&oid=1110> - Acess in: 22 May 2017.

- Astronomy Magazine (website). Available in: <http://www.astronomy.com/news/2007/04/double-asteroid-antiope> Acess in: 22 May 2017.