quarta-feira, 1 de março de 2017

A ocultação do Planeta Anão (1) Ceres pela Lua em 02 de março 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 02 de março próximo, a Lua +22% iluminada e uma elongação solar de 56° ocultará o planeta anão (1) Ceres, nesta oportunidade com uma magnitude visual de 9.0. Trata-se de uma rara oportunidade da realização do registro da ocultação (figura. 1) deste principal representante dos planetas Anões existentes no Cinturão Principal de asteroides do sistema solar; sendo este evento passível de ser registrado visualmente por observadores munidos de pequenos instrumentos óticos com aberturas de 150mm ou maiores como: lunetas e telescópios.

Entretanto este evento poderá ser observado em partes da América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai) com ênfase na região sudeste do Brasil, conforme podemos vislumbrar pelo mapa global (projeção Mercator) apresentado na figura 2 as circunstâncias básicas desta ocultação. Desta forma cores das linhas, ciano apresenta as curvas do evento no desaparecimento e reaparecimento com a lua no ocaso; linha continua branca, apresenta o limite norte da ocultação com o evento ocorrendo em período noturno; linha continua azul; apresenta o limite norte da ocultação com o evento ocorrendo durante a fase crepuscular; já a linha pontilhada vermelha além de indicar o limite norte deste evento, informe que esse fenômeno ocorre a luz do dia.

A tabela 1 abaixo apresenta as circunstâncias gerais da visibilidade deste evento na América do Sul, para as principais localidades das nações acima mencionadas, como também informa a especial circunstância da ocorrência de uma ocultação rasante nas proximidades da cidade de Sucre na Bolívia.

(1) Ceres 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 1 Ceres foi descoberto em 01 de janeiro de 1801 pelo astrônomo italiano Giuseppe Piazzi (1746 — 1826) no Observatório de Palermo. (MOURÃO, 1987). Tendo recebido inicialmente a designação de Ceres-Ferdinandea, em homenagem à deusa romana da agricultura e a Ferdinando IV (1751 - 1825) rei da Sicília (SCHMADEL, 2003), (1) Ceres foi designado como Planeta Anão (Dwarf Planet) durante a 26ª Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, ocorrida entre 14 a 25 de agosto de 2006, em Praga na República Checa (IAU, 2006).

Em 2015 a missão espacial DAWN realizou esta fotografia da superfície de (1) Ceres com a cratera “Occator” aqui representada em cores falsas apresentando diferenças na composição da superfície (figura. 3). Esta cratera mede cerca de 60 milhas (90 quilômetros) de largura. A coloração azul está geralmente associada com um material brilhante, e parece ser consistente com sais, tais como sulfatos. É provável que os materiais de silicato também estão presentes (DAWN, 2017).

Esta será a última oportunidade neste ano de ser observar uma ocultação pelo disco lunar deste planeta anão, sendo que a próxima oportunidade favorável ocorrerá em 15 de junho de 2019, sendo observável em grande parte do oeste da Ásia, com (1) Ceres apresentando uma magnitude visual de 7.4 naquela oportunidade.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 28 Abr. 2016.


- ROBINSON, Rob. IOTA (Webmasters Homepage) <http://www.lunar-occultations.com/iota/iotandx.htm> - Acess in 16 Jan. 2017.

- Dawn Home (NASA-JPL). <http://dawn.jpl.nasa.gov/multimedia/images/image-detail.html?id=PIA20180> - Acess in 11 Jan. 2017.

A ocultação de Netuno pela Lua em 26 de março 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 26 de março próximo, a Lua -4% iluminada e uma elongação solar de 23° ocultará o planeta Netuno, nesta oportunidade com uma magnitude visual de 8.0. Trata-se de uma rara oportunidade da realização do registro da ocultação (figura. 1) do mais exterior dos planetas existentes no sistema solar; sendo este evento passível de ser registrado visualmente por observadores munidos de pequenos instrumentos óticos com aberturas de 150mm ou maiores como: lunetas e telescópios.

Somente a fase do reaparecimento do disco do planeta poderá ser observado de uma pequena região a nordeste da América do Sul (Brasil), conforme podemos vislumbrar pelo mapa global (projeção Mercator) apresentado na figura 2 as circunstâncias básicas desta ocultação. Desta forma cores das linhas, ciano apresenta as curvas do evento no desaparecimento e reaparecimento com a lua no nascer ou no ocaso, dependendo da posição geográfica; linha continua branca, apresenta o limite norte da ocultação com o evento ocorrendo em período noturno; linha continua azul; apresenta o limite norte da ocultação com o evento ocorrendo durante a fase crepuscular; já a linha pontilhada vermelha além de indicar o limite norte deste evento, informe que esse fenômeno ocorre a luz do dia.   
   
A tabela 1 abaixo apresenta as circunstâncias gerais da visibilidade (reaparecimento) deste evento no Brasil, para as principais localidades da região acima mencionada.

Como podemos verificar, as regiões meridional e austral do continente africano (Angola, África do Sul, Etiópia, Quênia, Ruanda, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbabué) bem como também a porção note da região insular da República Malgaxe (Madagascar) no Oceano Índico este evento ocorrerá à luz do dia. Na tabela 2 abaixo, podemos encontrar as circunstâncias gerais da visibilidade deste evento com enfoque na especial circunstância de uma ocultação rasante nas proximidades da cidade de Antananarivo.
 
Sob as mesmas condições da claridade diurna nesta oportunidade, partes do sudeste asiático (China, China (Tibete), Malásia, Mianmar, Omã, Tailândia e Iêmen); também do subcontinente indiano (Índia, Paquistão, Bangladesh, Nepal e Butão) incluindo a região insular do Sri-Lanka, poderão acompanhar este evento. Na tabela 3 abaixo, podemos encontrar as circunstâncias gerais da visibilidade nesta região, com enfoque na especial circunstância de uma ocultação rasante nas proximidades das cidades de Delhi, Nainital e Nova Delhi na Índia e também a cidade de Sanaa no Iémen.

Netuno 

Netuno é o planeta mais externo no sistema solar e um digno representante dos gigantes gasosos; seu diâmetro equatorial possui 49.500 quilômetros; a história da descoberta deste planeta remonta as pequenas irregularidades no movimento observado de Urano e Netuno, estes descobertos em 13 de março de 1781 por William Herschel e em 23 de setembro de 1846 por Johann Gottfried Galle e também e Louis d'Arrest no Observatório de Berlim, após as análises matemáticas feitas por Urbain Jean Joseph Le Verrier (CAMPOS, 2015).

Esta será a quarta oportunidade de se observar uma ocultação deste planeta neste ano, sendo que das 13 ocultações previstas quatro são passíveis de se acompanhar da América do Sul sendo a mais favorável neste período, a ocorrência de 06 de setembro próximo visível na região sul do continente americano (Argentina, Brasil, Chile e Uruguai) no período noturno com Netuno apresentando uma magnitude visual de 7.8 naquela oportunidade.

Sites recomendados:

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(ocultações de estrelas por asteroides).

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Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

_______, Olá Plutão e Caronte. Prazer em conhecer-lhes! Sky and Observers, 14 Julho 2015. Disponível em: <https://goo.gl/T6ELiK> Acesso em: 17 Jan. 2017.

- HAMILTON, Calvin J. Netuno. Disponível em: <http://astro.if.ufrgs.br/solar/neptune.htm> Acesso em: 17 Jan. 2017.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 28 Abr. 2016.

- ROBINSON, Rob. IOTA (Webmasters Homepage) <http://www.lunar-occultations.com/iota/iotandx.htm> - Acess in 16 Jan. 2017.

A ocultação de Regulus pela Lua em 10 de março 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 10 de março próximo, a Lua +97% iluminada e uma elongação solar de 159° ocultará a brilhante estrela Regulus (alpha Leonis) de magnitude 1.41 e tipo espectral B8IVn (Figura 1). Proporcionando a rara oportunidade da realização um registro de estrelas brilhantes aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado numa grande extensão da superfície terrestre.

Assim sendo, os observadores localizados numa estreia faixa a sudoeste no continente africano (África do Sul e extremo sul da República da Namíbia) poderão acompanhar as fases de desaparecimento e reaparecimento dessa estrela conforme e apresentado na tabela 1 para a Cidade do Cabo. 

Já observadores localizado no sudeste da América do Sul (algumas localidades no Brasil) também poderão acompanhar as fases de desaparecimento e reaparecimento; entretanto os localizados no Paraguai e Uruguai, somente poderão observar o reaparecimento dessa estrela conforme e apresentado na tabela 2, para as principais localidades dessa região.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange as respectivas regiões localizadas no oceano Atlântico, oceano Índico bem como ainda porções do continente antártico e a península Antártica. 

Regulus (Alpha Leonis)

A designação de Bayer (alpha Leonis) para Regulus e uma breve consulta no Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica (Ed. Nova Fronteira) do astrônomo brasileiro Ronaldo Rogério de Freitas Mourão  (1935-2014) nos indica diversas denominações para essa estrela como: Kabeleced, Rex, Cor Leonis, Al Kalb al Asad, Kalb e Kelb. Fato é que trata-se de uma estrela de coloração branco-azulada de primeira magnitude, sendo portanto a 21ª estrela mais brilhante do firmamento. Sua distância a Terra e estimada em 79.4 anos-luz tratando-se de um sistema múltiplo de estrelas, conforme podemos apreciar pela figura 3.

O Atual ciclo de ocultações dessa brilhante estrela iniciou-se em dezembro ultimo (veja: https://goo.gl/VjDTl4), devendo finalizar-se com a ocultação de 24 de abril do próximo ano. Uma nova repetição correrá entre 2025 e 2027.
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Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 28 Abr. 2016.

A ocultação de rho Sagittari pela Lua em 22 de março 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 22 de março próximo, a Lua -35% iluminada e uma elongação solar de 72° ocultará a estrela rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral F0III/IV (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado em boa parte da superfície terrestre.


Desta forma os observadores localizados em grande parte da região austral da América do Sul (Argentina, Brasil, Chile e Uruguai), poderão também acompanhar a fase de desaparecimento desta estrela (exceto a cidade de Porto Alegre - RS no Brasil, que acompanhará ambas as fases) conforme apresentado na tabela 1.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange a respectiva região, ilhas localizadas ao sul dos oceanos Atlântico e Índico bem como ainda, regiões da Antártida. 

Rho Sagittarii

A designação de Bayer para rho Sagittarii (Sgr 1, 2 Sagittarii) é compartilhada por duas estrelas (figura 3). As duas estrelas estão separadas por 0,46 graus no céu. Porque também elas estão perto da eclíptica, podem ser ocultadas pela Lua e, muito raramente, por planetas. A próxima ocultação de rho Sagittarii por um planeta ocorrerá em 23 de fevereiro de 2046, quando será ocultada por Vênus.

Rho-1 Sagittarii é uma estrela de um tipo espectral F0III/IV que tem uma magnitude aparente de 3,93. Ela encontra-se cerca de 122 anos-luz da Terra.

Sites recomendados:

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“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 28 Abr. 2016.

O asteroide (30) Urania em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 06 de maio próximo, o asteroide Urania estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.786), quando então sua magnitude chegará a 11.0, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 30 Urania foi descoberto em 22 de junho de 1854 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. Seu nome é homenagem a musa da Astronomia. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


O asteroide (12) Victoria em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 20 de abril próximo, o asteroide Victoria estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.443), quando então sua magnitude chegará a 9.8, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 12 Victoria foi descoberto em 13 de setembro de 1850 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


O asteroide (63) Ausonia em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 11 de abril próximo, o asteroide Ausonia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.998), quando então sua magnitude chegará a 10.1, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.  

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 63 Ausonia foi descoberto em 10 de fevereiro de 1861 pelo astrônomo italiano Annibale de Gasparis (1819-1892) no Observatório de Capadimonte, Nápoles. Seu nome é homenagem de Capocci aos ausônios, primeiros habitantes da Itália. Os ausônios eram, segundo a lenda, descendentes de Ausônio, um filho de Ulisses e Calipso, que governou a Península itálica. O asteroide, a princípio, teve a denominação de Itália. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


How dark is the Penumbra?

Helio de Carvalho Vital
hcvital@gmail.com
REA/Brazil - Lunissolar

An observer in Earth`s penumbra would see our planet partially covering the Sun, such that the occulted fraction of the solar disc would grow as he approached the axis of the shadow. During the subtle lunar eclipse on February 10-11, 2017, the Moon crossed Earth`s southern penumbra and it did so in a way that it practically probed its entire radial extension, almost from its border with the umbra to its outer edge, becoming nicely framed within the penumbra at mid-eclipse. See the figure. Earth`s natural satellite then acted as a giant screen onto which the film of a partial solar eclipse was projected.

As I was observing the eclipse, It occurred to me that I could the use the built-in light meter of my camera to get readings of the relative brightness across the Moon`s disc. Since the intensity of light within a small rectangular area of the image could be averaged automatically by the camera, I used a zoom magnification of 104x, so that the area of the Moon`s disc was 13 times larger than the sensitive area of evaluation. Then I centered it over three different spots of the Moon`s disc in order to get brightness readings for its darkest and brightest regions in addition to its center. I had set the camera to ISO=100 and 1/F=6.5. Then, as the penumbra advanced across the Moon`s disc, darkening it more and more, I would increase the exposure time in order to keep the readings provided by the metering sensor of the camera at the middle of its scale, corresponding to its optimal (recommended) level of light. I would then record the time and the optimal exposure time and repeat the procedure some minutes later.

Recalling that doubling the exposure time would compensate for a 50% decrease in the intensity of light, several readings of exposure times were obtained as the eclipse progressed. Fractions with respect to the normal exposure time of the full Moon (no eclipse), for each of the three areas surveyed, were then calculated in order to generate light curves for the Moon`s disc as it crossed the penumbra.

By inspecting the graph, it is possible to conclude that the brightness at the center of the Moon`s disc was reduced up to half its normal value (at mid-eclipse). Also a 1/3 ratio was found near the Moon`s edge next to the umbra. In addition, no significant change could be measured for the region closer to the outer edge of the penumbra that underwent little decrease in brightness.

These figures look consistent if we recall that the magnitude of the solar eclipse as seen from the Moon was predicted to range from 0.97 at the border closest to the umbra to 0 (opposite border). Indeed, assuming an arithmetic mean would approximately apply, then the amount of sunlight shining on the Moon was reduced to half at mid-eclipse in agreement with the 0.5 light ratio measured at the center of the Moon`s disc.


Image obtained at mideclipse using a Canon SX60 HS at ISO 100, F6.5, 1/250 (Vital H. C.)

Nebulosa de Órion, um berçário de estrelas, planetas e vida.

Nelson Alberto Soares Travnik (*)
nelson-travnik@hotmail.com
Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum

No fim do verão e no outono ao anoitecer, alto no céu, podemos admirar talvez a mais bela constelação: Órion, “o Caçador”. É uma das poucas constelações que permite associar o nome ao desenho que faz no céu. Várias civilizações a viram como “o Caçador Gigante”. Em nosso hemisfério “o gigante” apresenta-se de “cabeça para baixo”. No hemisfério norte ele está de pé. No contexto da evolução estelar, vemos nessa constelação estrelas jovens, adultas e idosas. Entre miríades delas vistas ao telescópio, despontam a vista desarmada, as quatro mais brilhantes: Betelgeuse, Rigel, Bellatrix e Saiph.  Localizar Órion é uma tarefa extremamente fácil e gratificante, pois é no cinturão do ‘gigante’ que são vistas as famosas e inconfundíveis, Três Marias: Mintaka, Alnilam e Alnitak. Contudo a maior atração está reservada para três pálidas estrelas que representam “A Espada do Caçador”. Para nós, ela é vista acima do cinturão. É uma região preferida dos astrônomos tanto visualmente como na obtenção de fotografias de extraordinária beleza. No momento em que vocês leem essas linhas, alguém no mundo a está fotografando tal como também alguém que está ouvindo uma música de W.A. Mozart. O ponto alto dessa região é a Grande Nebulosa de Órion, uma gigantesca região de gases e poeira com aproximadamente 30 anos-luz, formando o que se chama de nuvem molecular. É considerada um local secreto da natureza onde nascem estrelas continuadamente, um verdadeiro berçário, passível de gerar 1000 sóis igual ao nosso! Muitas delas irão possuir discos protoplanetários que irão gerar a formação de sistema solares tal como o nosso.  A nebulosa de Órion é um celeiro de vida! Ela se encontra a 1500 anos-luz da Terra e parece bem visível em razão de estar próxima a estrelas muito quentes onde o hidrogênio ionizado pela radiação ultravioleta provinda das estrelas a faz brilhar por fluorescência. Algumas nebulosas são produto de estrelas massivas que explodem violentamente, as supernovas, capazes de em segundos, emitir mais luz que uma galáxia inteira! Existem outras classes de nebulosas, produto de estrelas que tendo ‘queimado’ todo seu hidrogênio e hélio no interior, são incapazes de manter o equilíbrio gravitacional e começam a expulsar suas camadas externas formando colossais anéis de gases e poeira – as nebulosas planetárias. Esse material contém todos os elementos que no futuro irão contribuir para formação de novas estrelas.  A morte de estrelas como o nosso Sol, está confinada em uma primeira etapa a uma classe de estrelas conhecida como anã branca – com diâmetro similar ao terrestre, mas com densidade elevadíssima onde um centímetro cúbico pesa uma tonelada! Uma vez iniciada a queima do carbono, o processo continua sozinho na matéria densa e tencionada da estrela. Em poucos segundos a estrela se converte na maior parte em níquel e em outros elementos entre silício e ferro. A estrela colapsa e se transforma em uma anã negra, seu destino final.

O que aprendemos em Órion

No Universo, nas Estrelas, na Terra e no homem, as atividades cíclicas continuam incessantemente; puros agentes de uma contínua complexidade – a evolução. Em Órion vemos o cemitério e a maternidade. O nascimento e a morte intimamente ligados como a vida na Terra e do homem. 
A grande Nebulosa de Órion e o que aprendemos com ela

No Universo esses eventos se desenvolvem naturalmente, obedecendo a um ciclo analógico e não como simples repetição. Assim também o espírito nunca é o mesmo depois de sucessivas etapas de aprimoramento – a reencarnação. Em Órion temos muito a aprender de onde viemos, o que somos e nosso destino final. Sabemos que somos feitos de poeira de estrelas e que a evolução nos conduz a seres que a partir da inteligência e do pensamento, nos provém de um espírito imortal submetidos a evolução espiritual para que, ao final, sejamos espíritos de luz aptos a merecer e ganhar o “paraíso” em mundo elevado onde reinam as maiores, sutis e eternas vibrações de felicidade. O destino final que o Criador reserva para todos os seres de incontáveis mundos habitados. Em Órion aprendemos que as estrelas nascem, vivem, morrem e fornecem ao final, elementos para formação de outros luminares. Lembramos ai palavras do Codificador: “Nascer, viver, morrer, renascer e progredir sempre, tal é a Lei”. Um dos maiores laboratórios que conhecemos no Universo, a Nebulosa de Órion, demonstra claramente o porquê de tal frase que emoldura o túmulo do Mestre Lionês no Cemitério Père Lachaise em Paris.

(*) Nelson Alberto Soares Travnik é astrônomo e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.